Seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros: por que o Schengen exige esse patamar e como se preparar

O que determina a exigência de cobertura mínima

O espaço Schengen reúne 26 países europeus que, para facilitar a circulação de pessoas, estabeleceram regras comuns para quem não é cidadão de um Estado membro. Entre essas regras, destaca-se a exigência de um seguro viagem com coberturas mínimas que assegurem a assistência médica nos casos de emergência durante a estadia. A ideia central é evitar que situações de saúde resultem em custos irreais para os sistemas de saúde locais ou para o viajante, especialmente em destinos onde o atendimento médico pode ser bastante caro para quem não está segurado. Assim, quem planeja uma viagem para a área Schengen precisa demonstrar, antes da viagem, que dispõe de uma apólice de seguro com cobertura médica mínima de 30 mil euros, válida por toda a duração da estada e que inclua, de forma explícita, a possibilidade de evacuação médica e, se necessário, a repatriação do viajante. Essa exigência funciona como um “passaporte financeiro” para a assistência médica e de risco sanitário no exterior.

Essa exigência não se aplica apenas a turistas de uma determinada nacionalidade; ela é aplicável a viajantes de várias origens que pretendem ingressar no território Schengen. O objetivo é padronizar um nível de proteção que permita acesso rápido a serviços médicos de qualidade, sem deixar o hospital local arcar com custos excessivos e sem criar encargos desproporcionais aos sistemas nacionais. Em termos práticos, o seguro precisa cobrir, no mínimo, despesas médicas emergenciais de até 30 mil euros e incluir, de forma clara, a evacuação médica (ou repatriação) se o tratamento necessário não puder ser prestado no local da emergência. Quando a apólice cumpre esses requisitos, facilita o processo de visto e, ao mesmo tempo, oferece tranquilidade ao viajante e à sua família sobre o que pode acontecer em uma eventualidade.

Para muitos viajantes, esse requisito funciona como garantia de uma rede de proteção financeira durante a viagem, especialmente em áreas onde a qualidade e o custo do atendimento médico variam bastante entre países. Essa exigência não é apenas burocrática; é uma proteção prática que reduz surpresas no orçamento da viagem.

O que cobre esse seguro e o que não cobre

A compreensão clara das coberturas é essencial para evitar surpresas ao adquirir uma apólice. Em linhas gerais, o mínimo exigido pelo Schengen é a cobertura de despesas médicas emergenciais no valor de 30 mil euros, mas as apólices costumam oferecer muito mais do que isso. Entre os componentes mais comuns, destacam-se:

  • Despesas médicas e hospitalares emergenciais: consultas, internações, cirurgias, exames de diagnóstico, internação em unidades de terapia intensiva, medicamentos no âmbito do tratamento de emergência.
  • Evacuação médica: traslado para o hospital mais adequado ou retorno ao país de origem para continuidade do tratamento.
  • Repatriação de restos mortais, quando aplicável: cobertura para custos de traslado do corpo em caso de falecimento durante a viagem.
  • Custos de assistência farmacêutica e de continuidade de tratamento quando necessário durante a viagem.

É comum que as apólices também incluam suporte em situações adicionais, como a necessidade de prolongar a estadia por motivos médicos, cobertura de interrupção de viagem por causas médicas, e serviços de orientação e coordenação de atendimento médico internacional. Entretanto, é crucial observar as condições gerais do contrato: a lista de exclusões, os limites diários, as franjas, a possibilidade de cobertura para doenças preexistentes, e se há restrições para atividades de risco. Em alguns casos, atividades consideradas esportes de alto risco, viagens de aventura ou serviços médicos realizados fora da rede de atendimento da seguradora podem ficar fora ou exigir aditivos específicos. Por isso, a leitura atenta das cláusulas é essencial antes de fechar a apólice.

Para ilustrar, veja abaixo uma visão simplificada sobre o que costuma estar incluído e o que pode ficar fora da cobertura mínima exigida:

Itens de coberturaNível mínimo exigidoObservações
Despesas médicas emergenciaisNão menos que 30.000 eurosInclui atendimento médico, internação e custos hospitalares
Evacuação médicaIncluídaTransporte para o país de origem ou para hospital adequado no exterior
Repatriação de restos mortaisGeralmente incluídaCondições variam conforme a apólice
Franquias e carênciasDepende da apóliceVerificação necessária para entender eventuais limitações

Como comprovar a cobertura ao visto Schengen

Ao requerer o visto para a área Schengen, o requerente normalmente precisa apresentar documentação que comprove a existência da cobertura de seguro internacional. A comprovação costuma exigir:

  • Apólice de seguro válida para viagem internacional, com validade correspondente ao período da viagem e coberturas mínimas de 30 mil euros;
  • Resumo da apólice ou certificado de seguro, com números de contato da assistência em inglês (ou no idioma aceito pelo consulado) e um “policy schedule” ou “certificate of insurance” que demonstre as coberturas, valores e vigência de forma clara;
  • Dados do titular da apólice, incluindo datas de entrada e saída do território Schengen, bem como informações sobre os beneficiários, se houver.

É comum que os consulados peçam que o documento esteja em inglês ou no idioma oficial do estado de entrada, ou, pelo menos, em inglês. Se a sua apólice estiver em português, verifique com a seguradora a possibilidade de emissão de um certificado em inglês ou utilize um serviço de tradução juramentada para acompanhar o certificado. Além disso, a apólice deve prever a cobertura para evacuação médica e repatriação, já que esses itens costumam ser exigidos com rigor. Em alguns casos, a seguradora também pode oferecer assistência 24 horas por telefone, com atendimento multilíngue, o que facilita a comunicação em situações de urgência durante a viagem.

Para o dia a dia, vale entender que o seguro com 30 mil euros de cobertura não é apenas uma exigência de visto; é uma rede de proteção que reduz a exposição a custos extraordinários, principalmente quando se viaja com familiares, crianças ou pessoas com condições médicas preexistentes. Além disso, ao considerar uma apólice, é importante observar se o contrato mantém a validade mesmo com alterações na data de retorno, se cobre a estadia em diferentes países do espaço Schengen e se oferece assistência em português ou inglês, conforme necessário. Em termos práticos, a documentação adequada facilita a aprovação do visto e, durante a viagem, assegura que qualquer imprevisto médico seja tratado rapidamente sem impactos financeiros desproporcionais.

Como escolher a apólice certa para atender ao Schengen

Escolher a apólice correta envolve uma combinação de critérios objetivos e necessidades pessoais. Abaixo estão alguns pontos-chave para guiar a seleção, especialmente para quem visita pela primeira vez a área Schengen ou precisa renovar o visto.

  • Confirme a cobertura mínima de 30.000 euros para despesas médicas emergenciais e de evacuação.
  • Verifique se a repatriação está claramente incluída e se as condições permitem retorno para casa em caso de necessidade médica.
  • Considere se a apólice cobre doenças preexistentes, caso existam, e quais são as limitações ou exclusões relacionadas a tratamentos anteriores.
  • Analise a rede de assistência internacional, priorizando planos com atendimento em português ou inglês e suporte 24 horas.

Além desses itens, considere também o custo-benefício, o valor do prêmio em relação ao que é oferecido, a reputação da seguradora e a qualidade do serviço de atendimento. Muitas vezes, planos com carência zero ou com cobertura de cancelamento de viagem podem ter um custo adicional, mas representam vantagem significativa em determinadas situações. Por isso, avalie suas necessidades reais: se você viaja com frequência para a Europa, uma apólice anual multi-viagem pode ser vantajosa; se a viagem é única, uma apólice de viagem única ajustada ao período exato pode ser mais econômica. O ideal é que a escolha combine cobertura mínima exigida pelo Schengen com a possibilidade de ampliar escopo, caso haja necessidade por condições médicas específicas.

Exemplos de cenários práticos e como o seguro faz a diferença

Para entender a relevância de uma cobertura de 30 mil euros, imagine alguns cenários comuns em viagens para a área Schengen:

1) Um viajante com diagnóstico de pneumonia durante a estadia na Itália. Sem seguro adequado, os custos com internação, antibióticos de alto custo, exames de imagem, e, se necessário, monitoramento intensivo, podem rapidamente exceder o orçamento de viagem. Com uma apólice que assegura 30 mil euros em despesas médicas, o hospital pode realizar o tratamento adequado sem a preocupação com a fatura no caixa. Em muitos países europeus, a qualidade do atendimento hospitalar é elevada, mas o custo pode ser elevado para quem não tem cobertura médica. Ter a evacuação médica prevista na apólice é essencial caso a instituição de saúde local recomende remoção para outro hospital ou retorno ao país de origem para continuidade do tratamento.

2) Um acidente de carro durante uma viagem com familiares em um país do bloco. A despesa com emissão de documentos médicos, traslado entre unidades, e eventual repatriação pode ser significativa. Ao possuir um seguro com 30 mil euros de cobertura, o custo de atendimento médico, internação e evacuação é coberto de acordo com a apólice, ajudando a evitar impactos financeiros severos na viagem.

3) Uma criança fica doente durante o passeio turístico. Além do atendimento médico, pode haver necessidade de medicamentos de alto custo ou acompanhamento fora do país de origem. Uma apólice que contemple a recuperação da criança e a continuidade do tratamento, com suporte de assistência em tempo real, transmite tranquilidade para os pais e evita dilemas quanto a custos médicos extraordinários.

4) Retorno antecipado devido a uma emergência familiar no país de origem. Algumas apólices oferecem cobertura adicional de interrupção de viagem, o que pode incluir reembolso de parte de custos não recuperáveis, como passagens ou reservas de hotel. Esse tipo de cobertura pode não fazer parte estrita do mínimo Schengen, mas é comum em planos mais completos e pode ser um diferencial importante para quem valoriza flexibilidade.

Boas práticas para quem se prepara para a viagem

Além de cumprir o requisito mínimo de 30 mil euros, algumas boas práticas ajudam a evitar contratempos durante a viagem:

  • Verifique a data de validade da apólice, certificando-se de que cobre todo o período da viagem, incluindo possíveis dias de trânsito.
  • Confirme a obrigação de apresentar o certificado de seguro no idioma aceito pelo consulado de entrada (geralmente inglês). Prepare cópias digitais e impressas.
  • Guarde os contatos de atendimento 24 horas da seguradora e o número de sinistros em local acessível, como o celular e uma cópia física na bagagem da viagem.
  • Leia as exclusões com atenção, especialmente aquelas relacionadas a doenças preexistentes, atividades esportivas de alto risco, e viagens a destinos com restrições sanitárias específicas.

Se você está se preparando para uma viagem ao espaço Schengen e ainda não tem uma opção que atenda a esses requisitos, vale analisar diferentes ofertas e comparar planos de cobertura. O objetivo é assegurar que você tenha proteção suficiente sem pagar por coberturas desnecessárias que não acrescentem valor imediato à sua situação específica.

Conclusão e próximo passo

O seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros é fundamental para quem planeja visitar a área Schengen. Ele não apenas facilita a obtenção do visto, mas também fornece uma rede efetiva de proteção financeira em situações de saúde ou acidentes no exterior. Ao escolher uma apólice, considere não apenas o valor mínimo exigido, mas também a extensão da assistência, a clareza das condições, a rede de atendimento internacional, e a possibilidade de adaptações conforme suas necessidades pessoais e familiares. Planejar com antecedência evita surpresas desagradáveis e permite aproveitar a viagem com mais tranquilidade, sabendo que você está coberto em situações que exigem cuidado médico, evacuação ou repatriação.

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