| Mês | Preço |
|---|---|
| Jan/26 | R$ 20.749,00 |
| Dez/25 | R$ 20.790,00 |
| Nov/25 | R$ 20.585,00 |
| Out/25 | R$ 20.383,00 |
| Set/25 | R$ 20.217,00 |
| Ago/25 | R$ 20.110,00 |
| Jul/25 | R$ 19.911,00 |
| Jun/25 | R$ 19.931,00 |
| Mai/25 | R$ 19.971,00 |
| Abr/25 | R$ 19.989,00 |
| Mar/25 | R$ 20.020,00 |
| Fev/25 | R$ 20.033,00 |
Entendendo a Tabela FIPE para a Land Rover Discovery 2.5 D (1992) e a sua ficha técnica
A Tabela FIPE é, no Brasil, uma referência consolidada para estimar o valor de veículos usados, sendo amplamente utilizada por seguradoras, concessionárias e compradores. Para quem atua no mercado de seguros, entender como a FIPE se aplica a modelos específicos ajuda a ajustar coberturas, franquias e limites de cobertura de forma mais precisa. O artigo a seguir foca na Tabela FIPE para a Land Rover Discovery, ano 1992, equipada com o motor 2.5 Diesel turbo, conhecido pela designação 200Tdi, e explora a ficha técnica desse modelo, além de considerar aspectos da marca que impactam a avaliação de risco e o custo de seguro. Evitamos apresentar valores numéricos de preço neste espaço porque a checagem de valores ocorre de forma automática no topo do post, conforme orientação da plataforma. Ainda assim, é importante compreender os componentes que influenciam a referência FIPE e, consequentemente, a forma como o seguro é estruturado para este veículo clássico de apelo off-road.
Ficha Técnica: Land Rover Discovery 2.5 D (1992)
A ficha técnica é o conjunto de especificações que ajudam a entender as características do veículo, servindo de base para avaliações técnicas, manutenção e seguro. Para a Discovery 1992 com motor 2.5 Diesel turbo (200Tdi), destacam-se os elementos a seguir:

- Motor: 2.5 litros diesel, turboalimentado, com injeção direta (conhecido pela sigla 200Tdi na época), elaborado para oferecer boa torque em baixa rotação, ideal para uso misto entre on-road e off-road.
- Potência: em torno de 111 cv (aproximadamente 82 kW) a regime de operação típico para esse conjunto motor-design; a curva de torque é favorecida em faixas mais baixas de rotação, o que facilita a dirigibilidade em trilhas e em situações de reboque leve.
- Torque: aproximadamente 265 Nm, disponível em rotações moderadas, contribuindo para a capacidade de tração em terrenos difíceis e para arrancadas com carga moderada.
- Transmissão e tração: oferta de uma caixa manual de 5 marchas (LT77), com tração 4×4 permanente, típica de modelos Land Rover da época, proporcionando boa performance fora de estrada, mas exigindo atenção quanto à manutenção de componentes de eixo, diferencial e transmissão.
Além desses itens, a Discovery de geração inicial apresentava características como suspensão com suspensão independente na dianteira e eixos rígidos com articulations próprias para o tempo, capacidade de carga relativamente generosa para o segmento e carrocerias que valorizam o espaço interno para passageiros e bagagem. Em termos de dimensões, o veículo tende a apresentar largura e comprimento compatíveis com o padrão da família Discovery, com altura que favorece a visibilidade em trilhas, porém sem as vantagens de aerodinâmica de modelos urbanos modernos. O peso em ordem de marcha, necessidade de manutenção de componentes como freios, sistema de arrefecimento, e a disponibilidade de peças originais no Brasil são fatores relevantes para a avaliação do veículo no contexto de seguro e de FIPE.
A marca Land Rover: legado, atuação no off-road e nuances para proprietários de clássicos
Fundada no Reino Unido, a Land Rover sempre esteve associada à ideia de competência em terrenos desafiadores. A marca nasceu com foco em veículos utilitários com tração nas quatro rodas, capaz de transpor condições adversas, carregar cargas e, ao mesmo tempo, oferecer a possibilidade de uso diário. Ao longo das décadas, a Land Rover consolidou-se como referência na categoria de SUVs de luxo com aptidão para off-road, um nicho que mescla desempenho, robustez e design característico.
Para proprietários de Land Rover, especialmente de modelos históricos como a Discovery 2.5 D de 1992, surgem particularidades a considerar. A engenharia da marca prioriza soluções mecânicas que, embora comprovadamente eficazes em campo, tendem a exigir atenção contínua. O motor 200Tdi, por exemplo, é apreciado pela robustez e pela entrega de torque em baixas rotações, mas depende de manutenção regular de componentes como turbina, sistema de injeção, bomba de combustível e sistema de arrefecimento. Além disso, o conceito de transmissão, relação de marcha e eixos de transmissão exigem cuidado com vazamentos, folgas e deterioração de juntas. Em termos de disponibilidade de peças, especialmente para modelos de quase três décadas, a reposição pode depender de fornecedores especializados e de réplicas de alto padrão, o que impacta o custo de manutenção e, consequentemente, o valor de reposição para seguros e avaliação FIPE.
Essa combinação de herança tecnológica e disponibilidade de peças molda a percepção de valor de mercado, que por sua vez influencia as avaliações de seguro. O apelo histórico da Land Rover, aliado ao comportamento off-road, faz com que as apólices precisem contemplar coberturas que cubram danos decorrentes de uso em vias públicas, bem como eventual desgaste relacionado a uso fora de estrada. Protetores da marca costumam buscar opções que contemplam danos a componentes como rodas, pneus compatíveis com o “off-road pack” e eventual substituição de peças originais para manter a autenticidade do veículo. Assim, compreender a identidade da Land Rover ajuda a entender por que o valor de referência FIPE pode refletir não apenas a idade do veículo, mas também o conjunto de atributos que conferem à Discovery esse posicionamento único no mercado de carros usados.
Como a Tabela FIPE se aplica ao Discovery 1992
A Tabela FIPE funciona como uma base de referência para o valor médio de negociação de veículos usados, com dados coletados a partir de transações registradas e informações de mercado em várias regiões do país. No caso da Land Rover Discovery 2.5 D (1992), o valor de referência FIPE serve a diferentes propósitos no ecossistema de seguros: serve como referência de valor para cobertura de terceiros, para a formação de limites de indenização na cobertura de danos a veículos, e como elemento de ajuste para a soma segurada, especialmente em contratos que utilizam valores de reposição ou de aquisição de veículo com base no valor de mercado. No entanto, é essencial destacar que o preço FIPE é uma referência metodológica e, para veículos clássicos ou com disponibilidade de peças diferenciada, o custo de reposição real pode divergir de valores anunciados pela FIPE por fatores como estado de conservação, histórico de manutenção, originalidade de componentes, disponibilidade de peças genuínas e localização geográfica.
Para o corretor de seguros e para o proprietário, essa distinção é relevante. Em muitos casos, a seguradora utiliza o valor FIPE como piso para o inventário de bens, mas pode oferecer ajustes com base na condição física do veículo, no grau de originality (peças originais vs. substituições genéricas), no histórico de sinistros e na disponibilidade de peças de reposição no mercado. Veículos com manutenção impecável, histórico documentado e peças originais muitas vezes recebem um fator de risco menor e, por consequência, uma percepção de valor de cobertura mais estável. Por outro lado, modelos mais antigos, com menor disponibilidade de peças e maior probabilidade de desgaste, podem exigir memorandos adicionais para a apólice, com coberturas que contemplam peças de reposição, mão de obra especializada e custos de conserto em concessionárias ou oficinas especializadas.
Fatores que influenciam o valor FIPE para a Land Rover Discovery 2.5 D (1992)
1) Estado de conservação e originalidade: o estado físico da carroceria, o interior, a funcionalidade do motor e da transmissão são determinantes. Peças originais, manutenção com histórico comprovado e ausência de modificações não autorizadas tendem a manter o nível de valor próximo à referência FIPE, enquanto restaurações mal executadas, alterações não originais ou danos não repairados podem reduzir o valor de referência. A originalidade também envolve detalhes como a presença de equipamentos de fábrica, o layout de painéis, e a compatibilidade de componentes elétros.
2) Quilometragem e histórico de uso: a distância percorrida ao longo dos anos impacta a depreciação prevista pela FIPE. Veículos com quilometragem moderada para a idade, acompanhada de registro de revisões periódicas, tendem a ser vistos como menos arriscados, enquanto unidades com uso intensivo ou histórico de viagens longas sem manutenção adequada podem apresentar maior depreciação em termos de valor de referência.
3) Disponibilidade de peças e histórico de manutenção: a disponibilidade de peças originais ou retrofit de alta qualidade influencia diretamente a confiabilidade futura e o custo de reparo. Um veículo com manutenção regular, peças autenticadas e registros de serviço, especialmente em oficinas especializadas em Land Rover, costuma manter o valor de referência próximo ao esperado pela FIPE. Quando a marca enfrenta escassez de peças ou dependência de componentes importados, o custo de reposição pode aumentar, afetando a percepção de valor na tabela.
4) Histórico de sinistros e documentação: um histórico limpo, sem sinistros graves, documentos de manutenção, notas fiscais e atualizações de seguro pode favorecer uma posição mais estável na avaliação. Sinistros recorrentes, danos estruturais não reparados adequadamente ou lacunas de documentação podem reduzir o valor de referência, pois aumentam a percepção de risco para a seguradora e, por consequência, podem refletir em proporções de cobertura ou em ajustes de prêmio.
É fundamental compreender que a FIPE é apenas uma referência para o valor de mercado do veículo. A aplicação prática no seguro envolve uma avaliação do risco, que considera condições de uso, estado de conservação, histórico de manutenção, disponibilidade de peças e a forma como o veículo está registrado. No caso de um Land Rover Discovery 1992, que carrega o charme de um clássico com capacidades off-road, a soma segurada muitas vezes precisa equilibrar o valor de reposição com o custo de aquisição de peças originais e o custo de mão de obra especializada necessária para manutenções evolutivas da mecânica específica deste modelo.
Impactos práticos para a apólice de seguro de um Discovery 1992
Para proprietários e corretores, entender as implicações da FIPE no seguro envolve reconhecer que o valor de referência influencia, entre outros fatores, a base de cálculo para cobertura de danos totais, o limite de reparação em caso de sinistro e a decisão sobre a forma de indenização (reposição por veículo equivalente, indenização por valor de mercado ou indenização por peça de reposição). Modelos com motor clássico, como o 200Tdi, podem exigir apólices com cláusulas específicas que assegurem a disponibilidade de peças, a regularização de alterações e a manutenção de documentação técnica do veículo. Vale notar que, em muitos contratos, a soma segurada não depende exclusivamente da FIPE, mas também de uma avaliação personalizada que considere o histórico de serviço, a originalidade, o estado de conservação e o uso previsto (diário, fim de semana, trilhas ocasionais, etc.).
Além disso, o seguro de um veículo com mais de duas décadas costuma envolver particularidades como coberturas para danos a itens de proteção, assistência 24 horas, cobertura contra incêndio, roubo e furtos, bem como a possibilidade de franquias diferenciadas para reparos de danos simples ou complexos. A disciplina de seguros para carros clássicos muitas vezes enfatiza a importância de manter a documentação de peças originais, notas de serviço de concessionárias autorizadas ou oficinas especializadas, e fotos atualizadas que demonstrem o estado atual do veículo. Em contextos de mercado, a TIPE e outras referências de valor ajudam a calibrar as coberturas com mais clareza, mas a tomada de decisão final envolve a avaliação técnica e o perfil de risco apresentado pelo proprietário e pelo veículo.
Em resumo, para quem mantém uma Land Rover Discovery 2.5 D de 1992, a relação entre a FIPE e o seguro envolve uma leitura cuidadosa: a FIPE oferece
