FAPESP e seguro viagem: diretrizes resumidas para pesquisa e deslocamento

Contexto e objetivo das diretrizes FAPESP

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) atua no financiamento de projetos de pesquisa em diversas áreas do conhecimento. Em muitos casos, os pesquisadores precisam se deslocar para atividades ligadas aos projetos financiados, como participação em congressos, visitas técnicas, cooperações internacionais, entre outros. Nesses deslocamentos, a FAPESP costuma exigir, ou pelo menos recomendar, a contratação de um seguro viagem com cobertura médica internacional, assistência 24 horas e proteção adequada para o pesquisador, seus acompanhantes quando houver, e, em algumas situações, para equipamentos e materiais embarcados. O objetivo dessas diretrizes é reduzir riscos financeiros e operacionais decorrentes de imprevistos que possam ocorrer durante o deslocamento, assegurando dignidade e continuidade das atividades de pesquisa, mesmo diante de eventualidades de saúde, imprevistos logísticos ou contratempos administrativos.

Principais coberturas exigidas ou recomendadas

Para estar alinhado às diretrizes da FAPESP, o seguro viagem recomendado ou exigido costuma incluir, de forma central, as seguintes coberturas. Lembre-se de que cada edital pode apresentar particularidades, por isso vale checar a exigência específica de cada chamado ou contrato de bancada:

FAPESP: diretrizes de seguro viagem – resumo
  • Despesas médicas e hospitalares, com cobertura internacional e possibilidade de repatriação em caso de necessidade
  • Cancelamento, interrupção de viagem e retorno antecipado por motivos cobertos, incluindo imprevistos de saúde ou de emergência
  • Risco de responsabilidade civil durante a viagem, quando pertinente ao escopo do projeto e às atividades desenvolvidas
  • Proteção de bagagem e objetos de valor, com limites compatíveis com o perfil da viagem e com o conteúdo essencial para a pesquisa

Quem precisa observar as diretrizes

As exigências podem variar conforme o edital, as regras do programa de apoio ou o país de destino. Em linhas gerais, estudantes de pós-graduação, pesquisadores vinculados a instituições conveniadas, técnicos e assistentes de laboratório que acompanham o pesquisador principal costumam se beneficiar de um seguro viagem adequado durante o período de deslocamento relacionado ao projeto. É fundamental verificar, antes da viagem, se a cobertura abranger todo o período de deslocamento, incluindo eventuais viagens de ida e volta, escalas ou atividades presenciais em centros parceiros. Além disso, o certificado de seguro e a apólice devem estar disponíveis para submissão aos órgãos competentes quando requisitado pela instituição financiadora.

Como avaliar propostas de seguro viagem para projetos FAPESP

Para tanto, recomenda-se uma leitura cuidadosa de cada proposta de seguro, levando em conta aspectos operacionais e de conformidade com as diretrizes. Algumas perguntas-chave ajudam a filtrar as opções sem perder o foco nas exigências da FAPESP:

Qual a vigência da apólice em relação ao período de deslocamento? A cobertura cobre todos os países de destino previstos e as atividades no âmbito do projeto? Existem limites máximos para cada tipo de cobertura (despesas médicas, repatriação, bagagem, etc.)? A assistência é 24 horas e com rede credenciada internacional? Existem exclusões relevantes para o tipo de viagem (desportos de risco, atividades de campo, participação em ambientes de alto risco, entre outros)? Há exigência específica de documentos para submissão pela instituição financiadora (certificado de seguro, endosso, apólice, etc)?

Além disso, vale observar a facilidade de ajuste da apólice frente a mudanças nas datas ou no itinerário do projeto, bem como a disponibilidade de suporte multilíngue, especialmente se o deslocamento incluir destinos com barreiras linguísticas. A compatibilidade com a política interna da instituição parceira e com o regulamento da FAPESP também é essencial para evitar contratempos na aprovação de despesas e prestação de contas.

Isso facilita o cumprimento das exigências do edital e evita surpresas durante o deslocamento.

Integração com o edital e documentação necessária

Quando a FAPESP solicita o seguro viagem, costuma exigir a apresentação de documentação que comprove a cobertura. Em geral, os documentos solicitados podem incluir a apólice, o certificado de seguro, o quadro de coberturas listado na apólice, além de comprovantes de vigência, datas de início e término, e informações do viajante. Em alguns editais, é necessário demonstrar que a cobertura é válida para países específicos, com possibilidade de extensão para retorno de emergência ou aquisição de assistência adicional. Manter a documentação organizada facilita a submissão de propostas de financiamento e o acompanhamento de despesas pela instituição. Além disso, manter cópias digitais atualizadas pode agilizar o processamento do seguro em situações de urgência.

Tabela de coberturas típicas e observações

Cobertura típicaObservações
Despesas médicas e hospitalaresInclui atendimento médico, hospitalar, exames e, quando cabível, cirurgia. Verificar limites por evento e teto agregado; confirme se há repatriação incluída.
Repatriação médica e funeráriaTransporte de pacientes entre países ou retorno ao país de origem quando indicado por clínica médica, com custos cobertos pela apólice.
Cancelamento/Interrupção de viagemCustos de viagem não realizados, interrupção de roteiro ou retorno antecipado devido a motivos cobertos (doença, acidente, falha de serviço, perda de documento, etc.).
Bagagem e equipamentosIndenização por extravio, roubo ou danos a bagagem e, quando aplicável, a equipamentos de valor utilizado para a pesquisa.

Ao comparar opções, vale considerar não apenas o preço, mas também a rede de assistência, o tempo médio de resposta, os prazos de carência (quando cabíveis) e as situações de exclusão. Em projetos de pesquisa, é comum que o deslocamento envolva estágios em instituições parceiras, participação em eventos internacionais ou visitas técnicas com duração variada; por isso, uma cobertura com flexibilidade de duração e ajuste de datas pode facilitar a gestão financeira e logística.

Boas práticas para conformidade com a FAPESP

Para manter a conformidade com as diretrizes da FAPESP, algumas práticas ajudam a evitar retrabalho e a manter a transparência na prestação de contas. Primeiro, antecipe-se: contrate o seguro com antecedência suficiente para cobrir todo o período de deslocamento e obtenha o certificado com as informações completas. Segundo, guarde a documentação em formato digital e físico, incluindo a apólice, o certificado de seguro, os termos de cobertura e as telas de confirmação com datas e beneficiários. Terceiro, alinhe com a instituição financiadora quais são as exigências de anexar comprovantes de seguro no momento da submissão de despesas. Por fim, mantenha atualizadas as informações de contato do viajante e de seus acompanhantes, quando aplicável, para facilitar a comunicação com a seguradora em caso de sinistro.

Considerações sobre o mercado de seguros para pesquisadores

O mercado de seguro viagem oferece diferentes modelos de cobertura, incluindo planos específicos para estudantes e pesquisadores, planos de viagem internacional, e soluções corporativas para equipes que viajam a trabalho. Em muitos casos, seguradoras especializadas no segmento de seguros de viagem para instituições acadêmicas entendem as particularidades dos deslocamentos de pesquisa, como a necessidade de cobertura internacional abrangente, validação rápida de documentos institucionais e facilidade de emissão de endossos para alterações no itinerário. Ao avaliar propostas, vale solicitar que a apólice contenha linguagem compatível com as exigências da FAPESP, incluindo a indicação dos países cobertos, a vigência exata, os limites de cada item e a rede de assistência disponível no exterior.

Além disso, muitos pesquisadores apontam a importância de incluir cobertura para eventos imprevistos de conjunto com a viagem, como a possibilidade de adiamento de conferência, necessidade de mudança de agenda ou retorno emergencial por questões de saúde pública ou de segurança em destino. Verificar se o seguro contempla tais cenários ajuda a manter a continuidade das atividades e a segurança financeira do projeto.

Como parte da escolha, é recomendável também avaliar a possibilidade de ter suporte multilíngue e canais de atendimento com rapidez de resposta, especialmente se o deslocamento envolver destinos com fuso horário difícil ou serviços médicos que demandem comunicação imediata com a seguradora. Uma boa rede credenciada e um atendimento proativo reduzem o tempo de espera e aumentam a eficiência na resolução de eventualidades.

Em síntese, a aderência às diretrizes de seguro viagem da FAPESP é um componente estratégico da gestão de projetos de pesquisa que envolve deslocamentos internacionais. Planejamento cuidadoso, seleção de coberturas adequadas, documentação correta e apoio da seguradora são fatores determinantes para mitigar riscos e assegurar o andamento das atividades de pesquisa, mesmo diante de imprevistos que possam surgir durante o deslocamento.

Para facilitar o atendimento às exigências da FAPESP, a GT Seguros oferece soluções de seguro viagem com coberturas compatíveis com o perfil de pesquisadores e com o cenário de deslocamentos acadêmicos. Faça já uma cotação personalizada com a GT Seguros e tenha uma proposta adaptada às necessidades do seu projeto.