| Mês | Preço |
|---|---|
| Jan/26 | R$ 24.573,00 |
| Dez/25 | R$ 24.476,00 |
| Nov/25 | R$ 24.514,00 |
| Out/25 | R$ 24.574,00 |
| Set/25 | R$ 24.653,00 |
| Ago/25 | R$ 24.705,00 |
| Jul/25 | R$ 24.746,00 |
| Jun/25 | R$ 24.772,00 |
| Mai/25 | R$ 24.823,00 |
| Abr/25 | R$ 24.846,00 |
| Mar/25 | R$ 24.884,00 |
| Fev/25 | R$ 24.900,00 |
Visão prática sobre a Tabela FIPE para o Ford Cargo 1215 2p diesel, ano 1989, na avaliação de usados
A Tabela FIPE é a referência oficial de preço de veículos usados no Brasil, amplamente utilizada por compradores, vendedores e seguradoras. Ela funciona como uma régua de referência, calculando valores médios com base em muitos veículos similares, levando em conta idade, marca, modelo e versão. Quando se trata de caminhões clássicos ou semipesados, como o Ford Cargo 1215 2p (diesel) de 1989, a FIPE oferece um norte valioso para entender o valor de mercado, ainda que o estado de conservação, a quilometragem, o histórico de manutenção e as condições de uso pesem bastante na negociação final. Este post explora o relacionamento entre a Tabela FIPE e o Ford Cargo 1215 2p, além de apresentar uma ficha técnica resumida e o papel da marca Ford no contexto brasileiro de caminhões comerciais.
Para quem trabalha com corretagem de seguros, compreender como a FIPE se aplica a modelos mais antigos é essencial. O veículo de 1989 carrega particularidades que não aparecem necessariamente em modelos modernos: desgaste de componentes, disponibilidade de peças, histórico de sinistros, modificações de uso e até a demanda por parte de quem procura caminhões usados para atividades específicas. A FIPE é útil como referência inicial, mas a avaliação final de preço para fins de seguro ou negociação deve considerar a condição física, a quilometragem, a documentação em dia e a finalidade de uso do veículo. Abaixo, exploramos a ficha técnica típica do Ford Cargo 1215 2p e os pontos-chave para interpretar a tabela FIPE neste intervalo histórico.

Ficha técnica do Ford Cargo 1215 2p (diesel) 1989
- Conjunto principal: motor diesel de seis cilindros em linha, deslocamento aproximado entre 6,0 e 6,6 litros; transmissão manual de 5 marchas; tração 4×2; cabine simples com duas portas. Esses elementos compõem a configuração comum para o Cargo 1215 2p da época, priorizando robustez e facilidade de manutenção.
- Desempenho e motor: potência estimada entre 110 e 130 cavalos-vapor (cv), com torque na faixa de 38 a 50 kgf.m, dependendo da calibração específica do motor e da configuração de combustível (injeção direta, sem turbo, típica de muitos motores da linha Cargo na década de 1980). O enfoque é na capacidade de trabalho diário, deslocando cargas moderadas com confiabilidade em trajetos urbanos e rodoviários de curta a média distância.
- Peso e capacidade de carga: peso bruto total (PBT) na casa de 12.000 kg (12 t), com carga útil estimada entre 5.500 e 7.000 kg, variando conforme a configuração de carroceria, eixos, pneumáticos e eventuais alterações na suspensão. O caminhão foi pensado para uso comercial de média capacidade, atendendo a demandas de materiais de construção, serralheria, entre outros setores.
- Dimensões e cabine: carroceria de dois eixos com cabine de duas portas; dimensões externas típicas para esse porte costumam situar o comprimento em torno de 6,0 a 6,6 metros, largura próxima de 2,2 a 2,4 metros e altura na faixa de 2,4 a 2,7 metros. A cabine simples favorece a aerodinâmica básica e facilita a manutenção de motor e componentes sob o capô. A configuração de dois lugares na cabine era comum, priorizando espaço para o motorista e um espaço mínimo de apoio para ferramentas e documentação no interior do veículo.
Observação importante: as informações acima descrevem uma configuração comum para o Ford Cargo 1215 2p diesel de 1989. Em veículos históricos, pequenas variações de motor, câmbio, pistão original, marchas de transmissão, freios e até o acabamento da cabine podem ocorrer entre unidades. Para a avaliação de FIPE, o ideal é consultar a versão específica do veículo no momento da pesquisa, cruzando com dados de manutenção, histórico de uso e condições de conservação.
Ford no Brasil e o cargo de caminhões na década de 1980
A Ford chegou ao Brasil com uma atuação marcante no setor automotivo já nas primeiras décadas do século XX, expandindo suas linhas para atender à demanda crescente por transporte de cargas e distribuição. Na década de 1980, a linha Cargo foi projetada para atender clientes que buscavam robustez, simplicidade de manutenção e disponibilidade de peças. Caminhões da linha Cargo eram amplamente utilizados em empreitadas de construção, logística de obras, transportes de materiais de indústria e comércio, e funcionavam bem em condições de estrada com asfaltos precários ou com terrenos menos estáveis, onde a força bruta e a confiabilidade ganhavam destaque. A filosofia de projeto da época enfatizava módulos com manutenção facilitada, componentes de reposição relativamente simples de encontrar e uma linha de serviço técnico com rede de concessionárias bem estabelecida no Brasil.
Essa herança de design influencia, ainda hoje, a percepção devalor e a escolha de compra de caminhões usados da marca. Por mais que modelos mais atuais tragam avanços tecnológicos, o legado de caminhões como o Cargo 1215 2p simboliza uma era de operação direta, com menos dependência de sistemas complexos e maior preocupação com a disponibilidade de peças de reposição no período de uso intensivo. Para quem trabalha com seguros, essa combinação — valor histórico, disponibilidade de peças e condição de conservação — costuma ser decisiva no cálculo de prêmios, de forma a equilibrar cobertura adequada com custo compatível com o estado do exemplar.
Como interpretar a Tabela FIPE neste segmento de veículo antigo
A FIPE agrega uma base de dados mensal com valores médios de veículos usados, levando em conta fatores como idade, marca, modelo e versão. No caso de caminhões como o Ford Cargo 1215 2p, essas informações servem como referência de negociação, avaliação de perdas e cálculo de cobertura de seguro. Contudo, existem peculiaridades relevantes para veículos muitos anos mais velhos:
– Condição geral do veículo: peças originais, histórico de manutenções, conservação da carroceria, estado de pneus e freios podem mover o valor para cima ou para baixo, acima ou abaixo do número central da FIPE.
– Caminhões com uso comercial intenso costumam ter depreciação mais acentuada ao longo do tempo, pois a demanda por reposição de peças e mão de obra especializada pode variar conforme a disponibilidade de serviços técnicos na região.
– Configurações de carroceria e acessórios: caixas de carga, eventual transformação de caçamba, ou
