Valor FIPE Atual
R$ 186.380,00
↑ 1,5% vs mês anterior
FIPE: 506102-4
Ano: 2015-3
MêsPreço
Jan/26R$ 186.380,00
Dez/25R$ 183.693,00
Nov/25R$ 183.969,00
Out/25R$ 184.412,00
Set/25R$ 185.005,00
Ago/25R$ 185.395,00
Jul/25R$ 185.693,00
Jun/25R$ 185.879,00
Mai/25R$ 186.252,00
Abr/25R$ 186.420,00
Mar/25R$ 186.701,00
Fev/25R$ 187.212,00

Visão técnica sobre a Tabela FIPE para o IVECO Stralis 530-S36T TB 6×2 2p (E5) 2015

Quando falamos em seguros de frotas e gestão de ativos pesados, entender a relação entre o valor de mercado, conforme a Tabela FIPE, e as características técnicas do veículo é essencial para precificar riscos com precisão. O IVECO Stralis 530-S36T TB 6×2 2p, ano/modelo 2015, é um exemplo clássico de caminhão utilizado em operações de longa distância e transportes de carga pesada. A combinação entre a ficha técnica, o histórico da marca e a referência de mercado da FIPE influencia diretamente na definição de coberturas, limites de garantia, franquias e condições de sinistro. Este artigo apresenta um panorama educativo sobre esse modelo específico, com ênfase na ficha técnica, no papel da FIPE na precificação de seguros e na relevância para gestores de frotas e corretores de seguros.

Sobre a marca IVECO e a linha Stralis

A Iveco é uma montadora italiana reconhecida globalmente pela produção de caminhões, ônibus e motores para uso industrial. Com presença mundial, a marca consolidou-se pela combinação entre robustez, tecnologia embarcada e foco em soluções para transporte de mercadorias em rotas de longa distância e operações de alto tonelagem. No portfólio Stralis, a Iveco buscou oferecer conjunto motor-transmissão e chassis que favorecem o desempenho em intervalos estendidos de serviço, com ênfase em confiabilidade, consumo moderado de combustível e redução de emissões para atender padrões Euro, como o E5 indicado no modelo 2015 em questão. A linha Stralis, ao longo dos anos, foi associada a aplicações em transporte de carga pesada, distribuição de baterias de caminhões, bem como operações que exigem torque elevado e estabilidade em trechos longos. Em termos de gestão de ativos, esse histórico de desempenho ajuda corretoras de seguros a compreender o perfil de risco de frota que utiliza esse tipo de veículo, facilitando a formulação de propostas alinhadas com o uso real do caminhão.

Tabela FIPE IVECO STRALIS 530-S36T TB 6×2 2p (diesel)(E5) 2015

Ficha técnica do IVECO Stralis 530-S36T TB 6×2 2p (E5) 2015

  • Motor: IVECO Cursor 13, 12,9 litros, com potência aproximada de 530 cv, torque máximo em torno de 2.400 a 2.500 Nm, compliance Euro 5 (E5). O conjunto motor transmite confiabilidade para operações de transporte de carga pesada em longas distâncias, mantendo boa disponibilidade de torque em regime de cruzeiro.
  • Transmissão: sistema automatizado de 12 velocidades (câmbio automático/manual com troca assistida), projetado para reduzir o peso operacional de trocas de marcha e melhorar o consumo de combustível em rotas de alta demanda. A configuração facilita manobras em guias de rodagem, acelerações rápidas e manutenção de velocidades estáveis em trechos longos.
  • Configuração de eixo e cabine: configuração 6×2 (duas rodas motrizes na traseira com um eixo de apoio/metade de sustentação), cabine para 2 ocupantes (2p), geralmente com opção de espaço de carga e comodidades básicas para operadores. Este arranjo favorece capacidade de carga útil e estabilidade em via de grande porte, típico de operações de transporte intermunicipal ou regional.
  • Capacidade de carga e combustível: peso bruto total (PBT) típico para esse conjunto ronda a faixa de aproximadamente 32 toneladas, com capacidade de carga útil compatível com o porte do Stralis 530. Tanques de combustível de capacidade total considerável, com configuração comum de dois tanques, que pode situar-se em faixas próximas de centenas de litros, conforme a configuração de fábrica e a aplicação prevista.

Observação: os valores acima refletem uma leitura técnica comum para esse conjunto específico em 2015, com variações conforme a configuração regional e as opções escolhidas na linha Stralis. Em fichas técnicas oficiais, pequenas alterações entre mercados podem ocorrer, especialmente em relação a equipamentos complementares, tipo de cabine e sistemas de controle de emissões. Para quem atua com seguros, essas nuances ajudam a ajustar a descrição do veículo na apólice e a calibrar as coberturas de terceiros, colisão, incêndio e danos elétricos, entre outros itens.

Aplicações típicas e vantagens operacionais

O Stralis 530-S36T TB 6×2 2p de 2015 encontra aplicação ideal em operações que exigem robustez e capacidade de carga com foco em rotas de média a longa distância. Abaixo, destacam-se aspectos que costumam influenciar positivamente a gestão de frotas e a avaliação de risco pela seguradora:

  • Torque elevado e potência elevada: a combinação de 530 cv e torque substancial facilita a condução de carretas com carga considerável, especialmente em trechos com subidas e em ultrapassagens, reduzindo o esforço do motorista e o tempo de ciclo operacional.
  • Chassi e suspensão adequados a longas distâncias: a arquitetura 6×2 oferece equilíbrio entre estabilidade em alta velocidade e capacidade de adaptação a diferentes tipos de pavimento, sem comprometer a distribuição da massa útil.
  • Cabine para 2 pessoas (2p): facilita a operação de equipes ou motoristas que compartilham turno de trabalho, contribuindo para a organização da escala e para a gestão de riscos relacionados à fadiga, tema relevante para seguradoras.
  • Conformidade ambiental Euro 5 (E5): em linhas de produção do período, esse nível de emissões atendia a regulamentações europeias e regionais, refletindo também a tendência de reduzir impactos ambientais na operação de frota, o que pode influenciar prêmios, especialmente em programas de sustentabilidade e de redução de emissões.

Para quem gerencia frotas, esse perfil sugere uma combinação de desempenho robusto com necessidades de manutenção consistentes. A escolha de reparar e manter componentes-chave, como o motor e o sistema de transmissão, pode impactar diretamente o custo de operação, a disponibilidade da frota e, por consequência, a percepção de risco pela seguradora. É importante que as informações técnicas sejam registradas com exatidão na apólice, já que discrepâncias entre o veículo descrito e o que está efetivamente circulando podem afetar a cobertura em caso de sinistro.

O papel da Tabela FIPE na precificação de seguros para esse modelo

A Tabela FIPE, uma referência amplamente utilizada no Brasil para avaliar o valor de mercado de veículos usados, desempenha um papel crítico na determinação de valores seguráveis. Para modelos pesados como o IVECO Stralis 530-S36T TB 6×2 2p (E5) 2015, a FIPE oferece uma base de referência que os corretores utilizam para estimar o “valor segurável” ou o “valor venal” para a apólice. Abaixo, exploramos como esse mecanismo funciona na prática:

  • Definição de valor segurável: a FIPE serve como referência para estabelecer o valor de reposição ou o valor de mercado, utilizados pelas seguradoras para determinar o montante a ser assegurado. O valor adequado evita subseguro e facilita a indenização em caso de sinistro, desde que o veículo esteja dentro das condições descritas na apólice.
  • Aferição de depreciação: veículos com idade aproximada de 2015 passam por depreciação condicionada à quilometragem, estado de conservação, histórico de manutenção e demais fatores de risco avaliados pela seguradora. A FIPE propicia uma referência estável para esse cálculo, permitindo ajustes razoáveis conforme as características reais do automóvel.
  • Impacto na franquia e nas coberturas: quanto maior o valor assegurado de acordo com a FIPE, maior pode ser o prêmio, mas também maior a proteção em caso de sinistro total ou parcial. Corretores costumam alinhar o valor FIPE com a necessidade de cobertura de roubo, colisão, incêndio e danos a terceiros de forma equilibrada.
  • Atualizações periódicas: a FIPE coleta dados de mercado e atualiza periodicamente as faixas de valor, refletindo variações de preço entre mercados, regiões e condições de frete. Monitorar essas atualizações ajuda a manter a sinistralidade sob controle e a evitar distorções entre o valor do veículo e o prêmio.

Para o corretor de seguros, o desafio é traduzir essa referência de mercado para uma proposta prática: o segurado solicita proteção compatível com o valor de mercado estimado pela FIPE, levando em conta a função do Stralis no dia a dia da operação, a quilometragem prevista, o tipo de rota e o histórico de sinistros da frota. Em termos simples, a FIPE funciona como um piso de referência para o valor do bem, que, por sua vez, orienta a determinação de limites de cobertura, franquias e opções adicionais, como proteção de comoção de cargas e assistência 24 horas. A boa prática é manter a documentação atualizada com informações técnicas corretas (modelo, ano, versão, configuração de eixo, cabine) para evitar questionamentos na hora de emitir a apólice ou acionar a cobertura.

Considerações sobre manutenção, peças e rede de serviço

Para um veículo de 2015, a disponibilidade de peças originais, a rede de assistência técnica e a qualidade do serviço impactam diretamente na confiabilidade operacional e, adicionalmente, na percepção de risco pela seguradora. A seguir, pontos relevantes para operadores e corretores considerarem na avaliação de seguro e na gestão de manutenção:

  • Rede de concessionárias e oficinas autorizadas: a presença de uma rede estruturada facilita intervenções, inspeções periódicas e substituição de componentes com garantia, o que tende a reduzir o tempo de indisponibilidade da frota e, portanto, o risco de sinistro por falhas mecânicas não planejadas.
  • Peças originais vs. aftermarket: o uso de peças originais, quando possível, pode influenciar positivamente a durabilidade do trem de força e a confiabilidade do veículo, contribuindo para um histórico de manutenção mais sólido aos olhos da seguradora.
  • Rotina de manutenção preventiva: calibrar intervalos de troca de óleo, filtros, correias, freios e sistemas de suspensão ajuda a manter o desempenho em condições estáveis, reduzindo a possibilidade de falhas em operação e de reclamações de sinistro envolvendo falha mecânica.
  • Treinamento de motorista e gestão de trânsito: motoristas bem treinados reduzem o desgaste de componentes, minimizam colisões e melhoram a eficiência de condução, o que pode refletir positivamente no prêmio de seguro e na continuidade das operações.

Essa visão de manutenção não é apenas uma boa prática operacional; é uma prática que influencia a avaliação de risco de cada veículo na apólice. Ao combinar ficha técnica, histórico de manutenção e o valor de mercado pela FIPE, o corretor de seguros consegue propor coberturas mais alinhadas com a realidade do negócio, evitando cobranças indevidas ou lacunas de proteção.

Como a FIPE influencia a cotação de seguros para esse modelo

Ao incorporar o valor FIPE na avaliação de seguro, os seguintes aspectos costumam ser observados pelos corretores:

  • Correlacionamento entre valor de mercado e prêmio: quanto maior o valor FIPE de referência, maior tende a ser o prêmio correspondente à cobertura de danos materiais e roubo, já que a indenização em caso de sinistro depende do valor de reposição ou do valor venal apurado.
  • Impacto de idade do veículo: veículos de 2015 com histórico de uso comercial intensivo podem apresentar maiores riscos de falha mecânica, o que é considerado no cálculo de prêmios e de franquias para danos físicos do veículo.
  • Opções de cobertura adicionais: para veículos pesados, é comum considerar proteção de carga, responsabilidade civil, acidentes com cargas, incêndio e roubo, bem como serviços de assistência em viagem; o valor FIPE orienta qual é o patamar de cobertura que faz sentido em cada caso.
  • Condições de uso e território: operações em áreas urbanas, rodovias com altos índices de tráfego ou rotas com condições adversas podem exigir coberturas adicionais ou exclusões específicas. A FIPE, aliada a dados de sinistralidade, ajuda a calibrar esses itens de forma mais precisa.

Para frotas que acumulam vários Stralis similares, a estratégia é manter um