Valor FIPE Atual
R$ 49.915,00
↓ 0,2% vs mês anterior
FIPE: 516022-7
Ano: 1986-3
MêsPreço
Jan/26R$ 49.915,00
Dez/25R$ 50.011,00
Nov/25R$ 50.087,00
Out/25R$ 50.208,00
Set/25R$ 50.370,00
Ago/25R$ 50.477,00
Jul/25R$ 49.978,00
Jun/25R$ 50.029,00
Mai/25R$ 50.130,00
Abr/25R$ 50.176,00
Mar/25R$ 50.252,00
Fev/25R$ 49.755,00

Entenda como a Tabela FIPE orienta a avaliação do Volvo N-12 360 XH 4×2 2p (diesel) de 1986 para seguros e negociações de mercado

A Tabela FIPE é amplamente utilizada no Brasil como referência para estimar o valor de mercados de veículos usados. No caso de caminhões antigos como o Volvo N-12 360 XH 4×2 2p movido a diesel, publicada em 1986, a leitura da tabela envolve compreender não apenas o ano de fabricação, mas também o estado de conservação, a configuração de cabine e a utilização na frota. Em seguros, o valor FIPE funciona como base para definir o “valor de mercado” ou, em muitas apólices, o valor de reposição, que orienta o capital segurado, o prêmio e as condições de indenização em caso de sinistro. Este artigo explora, de modo didático, como interpretar a Tabela FIPE para esse modelo específico, além de abordar a ficha técnica, o legado da marca Volvo e as particularidades de seguros para veículos de carga de época.

Ficha Técnica do Volvo N-12 360 XH 4×2 2p (1986)

  • Motor: diesel, 12 litros, com potência nominal de aproximadamente 360 cv, torque máximo em faixa de 1.500 a 1.700 Nm; configuração turboalimentada com sistema de injeção robusto para atender demandas de transporte de carga em rodovias e trechos urbanos com variação de peso.
  • Transmissão e tração: transmissão manual de várias marchas, com tração 4×2; desenho voltado para serviço pesado, desempenho estável em altitudes moderadas e capacidade de operar com diferentes tipos de carrocerias.
  • Cabine e configuração: cabine com 2 portas (2p), design típica de caminhões de longo percurso daquela época, com espaço adequado para motorista e ajudante em jornadas prolongadas; suspensão duplamente robusta e sistemas de visibilidade compatíveis com o período.
  • Dimensões, peso e capacidade: Peso Bruto Total (PBT) em torno de 12.000 kg, com capacidade de carga útil compatível com a faixa de trabalho de um caminhão pesado da linha N. As dimensões variam conforme a carroceria instalada, mas o conjunto oferece boa visibilidade do veículo e facilidade de manobra para operações de frota.

É importante reconhecer que a ficha técnica pode apresentar pequenas variações entre unidades específicas, especialmente em modelos fabricados em diferentes plantas ou com modificações ao longo dos anos. Para clientes e corretores de seguros, compreender cada item da ficha técnica ajuda a dimensionar o seguro com precisão, evitando subseguro ou sobreseguro e contribuindo para decisões mais embasadas sobre manutenção, troca de componentes e riscos operacionais.

Tabela FIPE VOLVO N-12 360 XH 4×2 2p (diesel) 1986

A marca Volvo: tradição de qualidade, inovação e foco na segurança

Volvo é uma marca sueca com uma longa história na indústria automotiva, especialmente relevante no segmento de caminhões e ônibus. Fundada em 1927, em Gotemburgo, a Volvo construiu ao longo de décadas uma reputação de robustez, durabilidade e confiabilidade em condições desafiadoras. O portfólio de caminhões da marca se diversificou para atender desde serviços urbanos de distribuição até operações de transporte de cargas pesadas em estradas internacionais. A identidade da Volvo em termos de engenharia se ancora em quatro pilares centrais.

  • Segurança no DNA: a Volvo tornou-se referência global em proteção de ocupantes e prevenção de acidentes. Ao longo das décadas, a marca introduziu tecnologias que chegaram a se tornar padrão no setor, como sistemas de freios avançados, controle de estabilidade e, posteriormente, inovações assistidas por computador que aumentam a proteção do motorista e da carga.
  • Qualidade e durabilidade: os caminhões Volvo são conhecidos pela construção robusta, com ênfase em durabilidade de componentes, facilidade de manutenção e disponibilidade de peças ao longo de muitos anos de uso na frota.
  • Abordagem voltada para frota: a marca costuma oferecer soluções pensadas para gestão de grandes frotas, com opções de telemática, manutenção programada e serviços de pós-venda que ajudam a reduzir o tempo de inatividade.
  • Adaptação a diferentes mercados: embora seja uma marca sueca, a Volvo desenvolveu soluções que atendem a contextos diversos, incluindo condições de estrada, regulação ambiental e padrões de segurança regionais, o que facilita a integração de um caminhão clássico à operação de empresas de transporte.

Para quem atua na área de seguros, o histórico da Volvo traz uma percepção de confiabilidade associada à engenharia de trem de força, resistência da cabine e disponibilidade de suporte técnico. Em veículos mais antigos, como o N-12 360 XH, esse legado pode influenciar positivamente a confiança na manutenção preventiva, no histórico de inspeções e na disponibilidade de peças de reposição, fatores que, por sua vez, impactam o custo do seguro, o perfil de risco e as condições de indenização em caso de sinistro.

A leitura da FIPE para caminhões veteranos: particularidades que importam

A Tabela FIPE é baseada em dados de mercado para veículos usados, levando em conta variações por marca, modelo, ano, combustível e estado de conservação. Quando se analisa um caminhão Volvo N-12 360 XH 4×2 2p de 1986, há particularidades que merecem atenção. Em primeiro lugar, o período de fabricação remete a uma geração de tecnologia distinta daquele que vemos hoje, com sistemas de diagnóstico, telemetria e controle eletrônico menos presentes ou menos padronizados. Em segundo lugar, o estado de conservação, o histórico de manutenção, as modificações na carroceria, bem como intervenções mecânicas (como trocas de motor, bombas de combustível, sistemas de transmissão) podem influenciar significativamente o valor de mercado indicado pela FIPE.

Outro ponto relevante é a volatilidade de preços entre caminhões de especificações próximas. A FIPE atua com um conjunto de dados que se atualiza periodicamente, mas o mercado de caminhões usados pode apresentar variações mais acentuadas conforme demanda regional, disponibilidade de peças e custo de mão de obra. Além disso, veículos de 1986 costumam exigir uma avaliação cautelosa: a idade impõe maior consideração de desgaste, histórico de uso (rodoviário, operações de construção, uso em frota regional), condições de cabine, nível de higienização da parte mecânica e integridade de sistemas críticos como freios, pneus e suspensão.

Por fim, a FIPE não substitui uma avaliação individualizada. A soma segurada, o tipo de cobertura, a escolha entre valor de mercado ou valor de reposição e as cláusulas de indenização dependem do perfil do veículo, da frota, da relação com o seguro e da experiência de sinistros da empresa. Por isso, é comum que corretores de seguros utilizem o FIPE como referência inicial, complementando com informações próprias do veículo, inspeções técnicas e dados da manutenção para chegar a uma composição de seguro que reflita a realidade do veículo específico.

Como a Tabela FIPE orienta a cotação de seguro para o Volvo N-12 360 XH

Para a cotação de seguro, a FIPE funciona como uma referência de valor de mercado que influencia a soma segurada, o prêmio e as condições de cobertura. Em veículos pesados e históricos, essa referência deve ser interpretada com cuidado, levando em conta fatores que afetam o risco de sinistro e o custo de reposição. A seguir, alguns pontos práticos de aplicação:

  • Valor de referência: utilize o valor FIPE correspondente ao Volvo N-12 360 XH 4×2 2p (diesel) de 1986, observando a condição de conservação da unidade que está sendo segurada. Em casos de frota, é comum considerar o valor médio de estoque dentro da mesma configuração, ajustando pela idade e pela condição.
  • Escolha entre valor de mercado e valor de reposição: dependendo da apólice, o segurado pode optar por indenização com base no valor de mercado (considerando o preço de venda atual) ou no valor de reposição (reconstrução ou aquisição de um modelo equivalente). O FIPE guia o cálculo de referência, mas as opções contratuais variam com a seguradora.
  • Condições de uso: o uso diário, a distância percorrida, a rota predominante (urbana, rodoviária, regional) e o histórico de manutenção impactam o prêmio. Caminhões mais bem mantidos tendem a apresentar sinistros com menor severidade, o que pode influenciar positivamente o custo do seguro.
  • Estado de conservação: itens como motor, transmissão, freios, sistema elétrico e carroceria afetam a avaliação de risco. A FIPE não mensura esse fator de forma direta, mas a aplicação prática do valor de mercado considera o estado do veículo na documentação de venda.

Além disso, ao dimensionar o seguro para um caminhão Volvo de 1986, é comum que o corretor também avalie coberturas adicionais importantes para a operação da frota, como proteção contra roubo e incêndio,