Valor FIPE Atual
R$ 26.538,00
↑ 1,0% vs mês anterior
FIPE: 045001-4
Ano: 1987-1
MêsPreço
Jan/26R$ 26.538,00
Dez/25R$ 26.276,00
Nov/25R$ 26.190,00
Out/25R$ 25.931,00
Set/25R$ 25.423,00
Ago/25R$ 25.172,00
Jul/25R$ 24.923,00
Jun/25R$ 24.677,00
Mai/25R$ 24.433,00
Abr/25R$ 23.954,00
Mar/25R$ 23.717,00
Fev/25R$ 23.483,00

Como a Tabela FIPE aborda os Gurgel Carajás, Tocantis, Xavante e Vip 1987 e o que isso significa para seguro e avaliação

A Tabela FIPE é uma referência amplamente utilizada no Brasil para orientar avaliações de veículos usados. Quando falamos de um conjunto específico de modelos históricos — como G

Interpretação prática da Tabela FIPE para os modelos históricos Gurgel Carajas, Tocantis, Xavante e Vip 1987

Contexto essencial: para que serve a Tabela FIPE na avaliação de veículos usados

A Tabela FIPE é uma referência amplamente utilizada no Brasil para orientar avaliações de veículos usados, servindo como base de preços de referência que ajudam seguradoras, revendas e consumidores a ter um referencial comum. Quando falamos de modelos históricos, especialmente um conjunto específico como Gurgel Carajas, Tocantis, Xavante e Vip 1987, a abordagem não é apenas aplicar um valor único; é entender como o banco de dados da FIPE lida com veículos de baixa produção, de nicho e com disponibilidade de dados limitada. Em termos práticos, a FIPE consolida informações de transações, anúncios e consultas feitas por concessionárias, em um universo de anos móveis que pode variar conforme a disponibilidade de registros. Em veículos antigos, a tabela funciona como um ponto de referência que precisa ser calibrado pela condição do carro, originalidade das peças, histórico de manutenção e a existência de documentação que comprove a procedência. Assim, o valor informado pela FIPE não é uma verdade absoluta, mas um parâmetro de mercado que poderá ser ajustado pelos profissionais de avaliação conforme o contexto específico de cada exemplar.

Tabela FIPE Gurgel Carajas/Tocantis/Xavante/Vip 1987

Conhecendo os modelos do conjunto Gurgel mencionado

Antes de mergulhar na forma como a FIPE trata estes modelos, vale situar rapidamente o que compõe o conjunto. A família Gurgel, pioneira no segmento de carros compactos e utilitários no Brasil, é marcada por quatro nomes bastante conhecidos entre colecionadores e entusiastas:

  • Carajas: compacto com características próprias de design, utilizado em vias urbanas e rurais, com identidade marcante da marca.
  • Tocantis: modelo que remete a um formato funcional, com foco em utilidade, construção simples e manutenção relativamente acessível para o seu tempo.
  • Xavante: um dos símbolos da produção Gurgel, com visual característico, motor e conjunto mecânico que costumam ampliar o interesse histórico pelo conjunto.
  • Vip 1987: uma das versões mais conhecidas, notória pela proximidade com o conceito de carro de cidade da época, frequentemente visto em exposições e encontros de veículos clássicos.

Esses veículos compartilham, em maior ou menor grau, a limitação típica de produção reduzida, o que implica menor densidade de dados no histórico de transações e maior variação de preços entre estados e condições de conservação. Por isso, a forma como a FIPE registra esses modelos envolve nuances que vão além do simples cruzamento de anos e versões.

Como a FIPE aborda carros de produção baixa e históricos

Para veículos com produção limitada, a FIPE adota uma série de estratégias que ajudam a manter a validez do preço de referência, sem superestimar o valor de peças únicas ou de restauros que não refletem o mercado. Entre os aspectos relevantes estão:

  • Base de dados ampliada por meio de anúncios de veículos usados, conectando exemplos disponíveis no momento da coleta com a descrição técnica correspondente.
  • Classificação por ano/modelo/versão, mantendo a distinção entre diferentes configurações do mesmo modelo para evitar agregação indevida de valores.
  • Avaliação de condições do veículo (origem, estado de conservação, histórico de manutenção) como elementos que modulam o preço de referência fornecido para aquele registro específico.
  • Consideração de fatores regionais: disponibilidade de peças, custo de reposição local e demanda de colecionadores podem influenciar a percepção de valor em determinados estados.
  • Adaptações metodológicas: quando a quantidade de dados é baixa, a FIPE pode recorrer a valores próximos de modelos comparáveis com características mecânicas ou estéticas semelhantes, sempre sinalizando a potência de extrapolação envolvida.
  • Atualizações mensais: a FIPE revisa seus valores periodicamente para refletir as mudanças do mercado, mas pode manter intervalo de referência estável quando a volatilidade de modelos raros é menor.

Essa abordagem busca equilibrar a confiabilidade de um conjunto de dados robusto com a necessidade de não desvalorizar veículos históricos por falta de registros diretos. O resultado é uma referência que funciona como base de consenso entre compradores, vendedores e interessados em seguro, sem ignorar a especificidade de cada exemplar Gurgel.

Impacto específico da FIPE para seguro e avaliação de Gurgel Carajas, Tocantis, Xavante e Vip 1987

O valor de referência da FIPE pode influenciar várias frentes relacionadas ao seguro e à avaliação de danos ou depreciação. Abaixo estão aspectos práticos dessa interação:

  • Seguro como referência de prêmio: muitas seguradoras utilizam a Tabela FIPE como um dos parâmetros para estimar o valor segurável do veículo. Em carros históricos, esse valor serve como base para o “valor de mercado” que determina o prêmio, especialmente quando a apólice é de Cobertura Financeira de Veículos ou de valor total. O objetivo é evitar subavaliação que comprometa a indenização e, ao mesmo tempo, evitar sobrevalor excessivo que desequilibre o custo anual do seguro.
  • Definição de franquias e coberturas: quanto maior o valor indicado pela FIPE, maior costuma ser o custo da cobertura compreensiva. Em modelos raros, pode haver compatibilidade com opções adicionais, como cobertura para peças originais, restaurações certificadas ou danos por desvalorização; tais opções costumam exigir avaliação especializada, que a FIPE ajuda a contextualizar, mas não substitui.
  • Avaliação de sinistros: em caso de sinistro, o reparo ou a substituição de peças pode depender de disponibilidade de peças originais. A FIPE não dita o orçamento de reposição, mas orienta o que é comum no mercado para o veículo em questão, o que facilita negociações entre seguradora, oficina e proprietário.
  • Verificação de originalidade e documentação: para veículos históricos, a FIPE valoriza também a documentação que comprove origem, número de série, histórico de proprietário e documentação de restauração. A checagem de originalidade de itens como carroceria, motor e componentes é um fator que potencialmente faz a diferença entre um exemplar avaliado próximo do padrão da FIPE e um que exija ajustes com base em condição específica.
  • Riscos da subavaliação por dados escassos: quando não há dados diretos para determinado modelo, o valor de referência pode se apoiar em modelos próximos, com o cuidado de reconhecer a incerteza envolvida. Seguradoras acostumadas a trabalhar com carros clássicos costumam exigir avaliação especializada para confirmar o valor de mercado que embasar a apólice.

Boas práticas de avaliação para os quatro modelos históricos

Para proprietários, avaliadores e seguradoras, algumas práticas ajudam a chegar a uma avaliação mais fiel ao mercado. Considere as seguintes diretrizes ao trabalhar com Gurgel Carajas, Tocantis, Xavante e Vip 1987:

  • Documentação completa: mantenha o registro de origem, notas fiscais de aquisição, histórico de manutenção, certificados de originalidade (quando aplicável) e registros de restaurações. Documentos fortalecem a credibilidade da avaliação e ajudam a justificar o valor na comparação com a FIPE.
  • Estado de conservação: classifique o veículo pela condição (por exemplo, original, conservado, restaurado,/modificado). A condição é um dos principais drivers de variação de preço para carros clássicos e influencia diretamente no ajuste de valores da FIPE para o caso concreto.
  • Originalidade versus restaurações: itens originais valem mais em muitos casos, especialmente quando peças são raras ou autênticas. Detalhes como pintura, interior, motor, sistemas elétricos e componentes de suspensão devem ser avaliados com foco na fidelidade ao original.
  • Pontos de restauração certificados: se houve restauração, inclua assessoria técnica, fotos do antes/depois, o escopo do trabalho, peças originais ou equivalentes, números de peça e profissionais envolvidos. Isso reduz dúvidas sobre a qualidade do restauro.
  • Histórico de uso e quilometragem: apesar de veículos antigos não dependerem apenas da quilometragem, um registro de uso real ajuda a entender o estado de desgaste e manutenção prevista para o conjunto mecânico.
  • Localização e disponibilidade de peças: para modelos com peças que não são mais fabricadas, a disponibilidade de alternativas compatíveis influencia o custo de reposição e, por consequência, o valor de avaliação.
  • Conectividade com o mercado de colecionadores: participação em feiras, eventos ou leilões pode indicar demanda atual. A FIPE pode não capturar isso de forma direta, mas profissionais de avaliação costumam ponderar esse fator ao estimar o valor de mercado.
  • Verificação mecânica: um laudo técnico descrevendo estado do motor, transmissão, suspensão, freios e sistemas elétricos é fundamental para confirmar a viabilidade de circulação e o custo de eventual reparo.

Estratégias de avaliação quando a FIPE oferece dados limitados

Em casos em que a FIPE apresenta dados escassos para Gurgel Carajas, Tocantis, Xavante e Vip 1987, profissionais adotam estratégias complementares para manter a avaliação justa e útil:

  • Utilização de faixas de valor: em vez de um único número, utiliza-se uma faixa de valor com um intervalo bem definido, levando em conta condições de conservação e histórico do veículo.
  • Parâmetros de comparação: emparelhamento com modelos de produção semelhante da mesma época (outros compactos ou utilitários de menor escala) desde que mantidas as diferenças de design e mecânica relevantes.
  • Avaliação por custo de reposição em time de restauração: em casos de restauração significativa, pode-se mencionar o custo estimado de restauração completo como referência de valor, não apenas o preço de compra atual no mercado.
  • Avaliação com especialistas: quando necessário, consulta a avaliadores especialistas em veículos históricos para calibrar o valor com base em critérios de raridade, patrocínio de restauração e demanda local.
  • Documentação fotográfica e histórico de manutenção: fotos detalhadas de cada área do carro ajudam a demonstrar o estado real e aumentam a confiabilidade da avaliação para fins de seguro.

Exemplos práticos de avaliação: cenários para cada modelo

Para ilustrar como a Tabela FIPE pode influenciar a avaliação de cada veículo, imagine os seguintes cenários hipotéticos, sempre lembrando que os valores reais dependem de condição, localização e disponibilidade de peças:

  • Carajas em estado preservado, com documentação completa, motor original e interior conservado: o valor de referência pode situar-se dentro de uma faixa que reflita a condição próxima do original, com ajuste positivo por raridade e histórico de conservação. A avaliação de seguro pode considerar o valor de mercado moderadamente elevado, desde que haja comprovação de originalidade.
  • Tocantis com resto de restauração recente, peças originais preservadas, documentação incompleta: a FIPE pode apontar um valor de referência mais baixo que o ideal, mas o avaliador pode ajustar para cima caso as peças originais estejam em quantidade razoável e as melhorias reflitam o padrão original de fábrica.
  • Xavante com poucas unidades no mercado, estado de uso moderado, sem restaurações significativas: a avaliação tende a depender significativamente do estado de conservação e da disponibilidade de peças, com a FIPE servindo como base de referência que pode ser ampliada por fatores de originalidade.
  • Vip 1987 com histórico de restauração completa porém com documentação de partes substituídas em época recente: o valor pode oscilar, pois a restauração pode aumentar o apelo para colecionadores, mas a ausência de peças originais pode reduzir o valor de referência na FIPE se não houver compatibilidade total com o padrão original.

Como esses valores se traduzem na hora de contratar um seguro

A compreensão de como a FIPE influencia o seguro envolve entender a diferença entre valor de mercado, valor de reposição e cobertura para peças originais. A seguir, pontos práticos sobre esse processo:

  • Valor de mercado versus valor de reposição: o valor de mercado, que costuma derivar da FIPE, expressa o que o veículo vale no momento da avaliação no mercado. Já o valor de reposição representa quanto custaria reconstruir o veículo em termos de peças e mão de obra, o que pode divergir significativamente do valor de mercado para modelos históricos.
  • Prêmio de seguro: quanto maior o valor de referência, maior tende a ser o prêmio, especialmente em apólices que cobrem valor total ou riscos adicionais específicos de clássicos. Porém, o prêmio também depende de fatores como uso, local de guarda, cobertura contratada e histórico do motorista.
  • Franquias e limitações: veículos históricos muitas vezes têm franquias proporcionais ao valor segurado. Em alguns casos, as seguradoras oferecem opções de franquias menores para modelos com maior risco financeiro, desde que haja documentação robusta que comprove a condição e a originalidade.
  • Exposição a riscos específicos: peças originais são itens de alto custo e maior disponibilidade de reposição pode variar de acordo com a época, o que impacta o custo de reposição contido na apólice.
  • Atualizações de valor: a FIPE é atualizada regularmente, mas o mercado de clássicos pode exigir revisões adicionais com base em eventos de valorização ou desvalorização de determinados modelos ou séries.

Boas práticas para proprietários visando seguro e avaliação correta

Para quem possui ou pretende adquirir Gurgel Carajas, Tocantis, Xavante ou Vip 1987, estas ações ajudam a manter a apólice adequada ao valor real do veículo:

  • Reúna documentação de procedência, notas de restauração, fotos de antes e depois, e um laudo técnico que descreva o estado do motor, da transmissão, da parte elétrica e da integridade estrutural.
  • Solicite avaliações técnico-escudadas com foco no valor de mercado do veículo, alinhado com a FIPE, mas complementado por parecer de especialista para itens com menor representatividade de dados na base da FIPE.
  • Atualize a seguradora sobre qualquer modificação relevante, como melhorias mecânicas, alterações no interior, ou restaurações que possam impactar o desempenho e a estética original.
  • Considere opções de cobertura específicas para veículos históricos, incluindo proteção de peças originais e cobertura para eventos de museu ou exibição, caso o interesse do proprietário inclua participação em eventos.
  • Explique com clareza o uso do veículo: se é apenas para lazer, participação em encontros ou uso diário ocasional, pois isso também pode influenciar o custo da apólice.

Checklist para avaliação e seguro consciente

Antes de fechar um seguro ou de solicitar uma nova avaliação, tenha em mãos o conjunto de informações abaixo:

  • Dados do veículo: modelo, ano de fabricação, versão (Carajas, Tocantis, Xavante ou Vip 1987), número de chassis e motor, números de peça originais (quando aplicável).
  • Condição atual: estado de conservação, presença de peças originais, histórico de uso e qualquer restauração realizada.
  • Documentação: certificado de procedência, notas fiscais de peças originais, laudos técnicos, registrando problemas mecânicos ou reformas.
  • Histórico de manutenção: registros de serviços, peças substituídas, datas de revisões e histórico de acidente (se houver).
  • Referências de preço: consulta recente na Tabela FIPE para o modelo correspondente, notas de avaliações independentes quando disponíveis e comparáveis de mercado.
  • Proposta de cobertura: preferências de garantia (valor de mercado versus valor de reposição), franquias, assistência 24h e proteção de peças originais.

Observações finais sobre a prática de avaliação com FIPE para esse conjunto

Ao lidar com Gurgel Carajas, Tocantis, Xavante e Vip 1987, a avaliação baseada na FIPE é uma peça importante do quebra-cabeça, mas não é a peça única. A singularidade de cada exemplar — sua originalidade, estado de conservação, pintura, interior, documentação, histórico de uso e disponibilidade de peças — desempenha papel igual ou maior na determinação do valor final. A FIPE serve como referência de mercado e como guia para estimativas, mas, no universo dos carros históricos, o toque humano: a experiência de avaliadores especializados, a qualidade das peças originais, os laudos técnicos e a qualidade da documentação, pode ser decisivo para a precisão do preço que irá fundamentar a assinatura da apólice de seguro e a cobertura de eventuais danos ou perdas.

Considerações finais para quem administra um portfólio de veículos históricos

Para quem coleciona ou mantém um pequeno acervo de veículos históricos, a prática recomendada é manter um registro organizacional que permita, a qualquer momento, demonstrar a autenticidade, a qualidade de restaurações e o estado atual de cada exemplar. Isso facilita não apenas o processo de seguros, mas também eventuais avaliações para venda, leilões ou participação em eventos de exposição. A integração entre dados da FIPE, documentação e avaliação técnica tende a gerar propostas mais estáveis de seguro e menor risco de discordância entre proprietário e seguradora.

CTA sutil para assistência especializada

Para quem busca alinhamento entre a valorização de mercado, a originalidade dos quatro modelos históricos e a melhor proteção por meio de seguro, a consultoria especializada pode fazer a diferença. A GT Seguros oferece suporte específico para veículos clássicos, com foco em Gurgel Carajas, Tocantis, Xavante e Vip 1987, buscando combinar a leitura da Tabela FIPE com análise técnica detalhada de cada exemplar. Considere uma simulação de cobertura personalizada para esses modelos e descubra opções que valorizem a história do seu veículo sem comprometer a viabilidade financeira da proteção.