| Mês | Preço |
|---|---|
| Jan/26 | R$ 290.171,00 |
| Dez/25 | R$ 290.724,00 |
| Nov/25 | R$ 291.161,00 |
| Out/25 | R$ 291.862,00 |
| Set/25 | R$ 292.799,00 |
| Ago/25 | R$ 293.416,00 |
| Jul/25 | R$ 293.887,00 |
| Jun/25 | R$ 294.182,00 |
| Mai/25 | R$ 294.772,00 |
| Abr/25 | R$ 295.038,00 |
| Mar/25 | R$ 295.482,00 |
| Fev/25 | R$ 295.660,00 |
Ferrari 456 GT 2001 e a leitura da Tabela FIPE para seguros de carros clássicos
A Tabela FIPE atua como uma referência de mercado para veículos usados, inclusive para modelos de alto desempenho e raro apelo histórico, como a Ferrari 456 GT 2001. Em seguros, essa ferramenta funciona como uma base para as seguradoras entenderem o contexto do veículo em termos de disponibilidade de informações e comparação com veículos similares. Contudo, é importante esclarecer que a FIPE não representa, nem pretende representar, o preço efetivo de aquisição de um exemplar específico. Ela é, essencialmente, uma referência de mercado que ajuda a calibrar cenários de cobertura, reparo e reposição. A finalidade educativa deste artigo é explicar como entender essa referência na prática, com foco especial no Ferrari 456 GT 2001, um carro que une a tradição da marca italiana ao espírito de gran turismo.
Antes de mergulhar nos detalhes técnicos e estratégicos, vale destacar que o universo dos clássicos exige uma leitura cuidadosa de dados. A FIPE agrega valores com base em pesquisas de mercado, histórico de transações e agregação de dados ao longo do tempo. Para quem dirige ou coleciona um esportivo de alto desempenho de geração antiga, compreender esse conjunto de informações ajuda a conversar com a seguradora, a planejar manutenções preventivas e a planejar o retorno de sinistros, quando aplicável. O Ferrari 456 GT 2001, por apresentar características distintas de geração e acabamento, costuma exigir uma avaliação integrada entre o que a FIPE indica como referência de mercado e os aspectos específicos do exemplar em questão — estado de conservação, histórico de manutenção, originais de fábrica e eventual personalização.

Como a Tabela FIPE funciona para veículos de alto valor
A Tabela FIPE funciona como uma bússola de referência para o mercado de usados. Ela agrega informações de mercado para uma ampla gama de modelos, incluindo fornecedores, anos de fabricação, versões e configurações específicas. O objetivo é oferecer uma base de comparação que possa orientar decisões de seguro, financiamento, avaliação de danos e reposição de peças. O valor que emerge da FIPE não é um preço fixo; ele representa uma indicação de como o veículo costuma se comportar dentro de um conjunto de transações no mercado atual. Por isso, as seguradoras costumam usar a FIPE como ponto de partida para cenários de cobertura, mas não substituem avaliações técnicas realizadas por peritos ou a verificação de documentação, peças originais e estado mecânico do exemplar.
Para quem atua no setor de seguros, esse procedimento tem impactos práticos. Em primeiro lugar, a FIPE facilita a comunicação com o cliente, oferecendo uma linguagem comum para discutir o histórico do veículo e o contexto de uso. Em segundo lugar, a referência ajuda a estruturar cenários de risco com base em dados de mercado amplos, especialmente para modelos que, pela natureza do carro, apresentam menos liquidez no mercado atual. Por fim, o uso da FIPE exige sensibilidade para as particularidades de cada exemplar: carros de coleção, com histórico de restaurações, componentes substituídos ou peças não originais, merecem avaliação adicional que complemente a referência da tabela.
Ao lidar com o Ferrari 456 GT 2001, é relevante entender que a FIPE pode oferecer uma faixa de referência que, embora útil, não substitui uma avaliação detalhada de cada veículo específico. Aspectos como o estado de conservação da carroçaria, a originalidade de componentes e o histórico de manutenções influenciam, de forma relevante, as condições de cobertura que a seguradora pode oferecer. Em síntese, a FIPE é uma peça central do quebra-cabeça, mas a decisão de seguro de um exemplar tão particular depende de uma leitura integrada de dados, documentação e inspeções especializadas.
Ficha técnica do Ferrari 456 GT 2001
- Motor e transmissão: V12 aspirado de 5,5 litros (cilindrada em torno de 5.496 cm³), potência aproximada de 442 cv a cerca de 7.000 rpm; transmissão com 6 velocidades, com opção de câmbio automático de tipo F1 em algumas versões da linha, dependendo do ano e da configuração de mercado.
- Desempenho e dinâmica: aceleração de 0 a 100 km/h em torno de 5,0 a 5,5 segundos; velocidade máxima próxima de 290–300 km/h; tração traseira; suspensão independente com ajuste para condução em estradas de alto desempenho; freios a disco ventilados com grandes diâmetros.
- Dimensões e peso: comprimento próximo de 4,6 a 4,7 metros; largura aproximada de 1,9 a 1,95 metros; entre-eixos na faixa de 2,54 a 2,56 metros; peso em ordem de condução entre 1.600 e 1.750 kg, dependendo da configuração e de eventuais equipamentos adicionais.
- Cabine e capacidade: coupe de 2 portas com configuração 2+2, foco em experiência de gran turismo; acabamento interno com materiais de alta qualidade, couro e detalhes em aço/alu, espaço limitado para bagagem, típico de grands tours de época; presença de controles analógicos e instrumentação característica da linha Ferrari da época.
Vale ressaltar que a Ferrari 456 GT 2001 pertence a uma geração que consolidou a tradição de motor V12 em posição dianteira e o conceito de 2+2 como compromisso entre desempenho esportivo e conforto para longas viagens. As versões GT originais priorizavam uma experiência de condução mais purista, enquanto elementos de conforto, estilo e tecnologia avançaram ao longo dos anos de produção, especialmente com a transição para a linha 456M, que trouxe revisões de desempenho, interior e, em alguns casos, opções de transmissão automática com a presença do câmbio F1 em determinadas versões. Para quem estuda seguros, essa evolução significa considerar diferenças sutis entre versões, que podem impactar a avaliação de risco, o custo de reposição de peças originais e a disponibilidade de peças de reposição, especialmente para um modelo com produção limitada e demanda internacional.
Ao analisar a ficha técnica, é comum observar que o conjunto motor-transmissão define grande parte da experiência de condução. O V12 é conhecido pela sonoridade marcante e pela entrega de potência de forma linear, o que determina, entre outros fatores, a necessidade de manter peças originais compatíveis e um histórico de manutenção bem documentado. A presença de versões com câmbio F1, se aplicável, acrescenta uma camada de sofisticação tecnológica, que também pode influenciar a gestão de seguros ao considerar custos de reparo ou reposição de componentes eletrônicos específicos. Em suma, o Ferrari 456 GT 2001 é um exemplar que pede cuidado e documentação consistente para quem pretende utilizá-lo com regularidade ou mantê-lo como peça de coleção.
Sobre a marca Ferrari
A Ferrari é uma das marcas mais icônicas do universo automotivo, com uma história que se confunde com a própria evolução do automobilismo mundial. Fundada por Enzo Ferrari na década de 1930, a casa de Maranello cultivou, ao longo de décadas, uma reputação alicerçada em desempenho de pista, engenharia impecável e design marcante. O lema não oficial da marca — combinar tecnologia de ponta com uma estética inconfundível — se materializa em modelos que equilibram performance pura e sofisticação para uso diário em vias de tráfego comum. O símbolo do cavalo rampante carrega uma herança de competição que influencia cada linha de design, cada detalhe mecânico e cada interação com o usuário final.
O 456 GT de 2001 representa uma fase em que a Ferrari consolidou o conceito de grand tourer: um carro que entrega alto desempenho em deslocamentos longos, sem abrir mão do conforto, da elegância e da exclusividade. Nessa linha, a marca manteve o compromisso com motores V12 de grande capacidade, que, além de oferecer uma trajetória sonora característica, proporcionam respostas rápidas e uma sensação de impulsão contínua
