Valor FIPE Atual
R$ 45.389,00
↓ 0,2% vs mês anterior
FIPE: 504022-1
Ano: 1994-3
MêsPreço
Fev/26R$ 45.389,00
Jan/26R$ 45.490,00
Dez/25R$ 45.577,00
Nov/25R$ 45.646,00
Out/25R$ 45.756,00
Set/25R$ 45.903,00
Ago/25R$ 46.000,00
Jul/25R$ 46.074,00
Jun/25R$ 46.121,00
Mai/25R$ 46.214,00
Abr/25R$ 46.256,00
Mar/25R$ 46.326,00

Como interpretar a Tabela FIPE para o Ford Cargo 1415 de 3 eixos, 2 portas, diesel, 1994

A Tabela FIPE é uma referência indispensável para corretores de seguros, proprietários de frotas e compradores de veículos usados. No caso específico do Ford Cargo 1415, caminhão de 3 eixos com configuração 2 portas e motor a diesel, produzido nos anos 90, a leitura correta da FIPE ajuda a entender o valor de reposição, a depreciação ao longo do tempo e o nível de cobertura necessário para uma apólice de seguro com menos surpresas. Este artigo aborda, de forma educativa, como interpretar a Tabela FIPE nesse contexto, apresenta uma ficha técnica útil do veículo e discute como esses dados impactam a proteção de frotas que trabalham com esse tipo de caminhão. O objetivo é orientar corretores, gestores de frota e motoristas sobre como alinhar o valor segurado à realidade prática do caminhão, levando em conta desgaste, idade e uso operacional.

Ficha Técnica do Ford Cargo 1415 (3-Eixos, 2 portas, diesel) de 1994

  • Motor: diesel, 6 cilindros em linha; deslocamento aproximadamente 6,8–7,0 litros; potência estimada entre 140–160 cavalos de potência e torque na faixa entre 40–60 kgf.m. Esses números são indicativos, pois variam conforme a calibração do fabricante para cada lote de produção e conforme a configuração do motor adotada pela linha Cargo na época.
  • Transmissão e eixo: transmissão manual com 5 a 6 velocidades; configuração típica de 3 eixos, com cabine simples de 2 portas; treinamento e engrenagens voltados para trabalho pesado e rotações estáveis em longas jornadas de rodovia.
  • Dimensões, peso e capacidade: Peso Bruto Total (PBT) estimado entre 14,0 e 16,0 toneladas; comprimento total em torno de 7,5 a 8,5 metros; largura aproximada de 2,4 a 2,5 metros; capacidade de carga útil em faixas entre 9,0 e 11,0 toneladas, dependendo da configuração da caçamba, do tipo de eixo e de acessórios instalados.
  • Uso típico: veículo de transporte de carga geral em operações de distribuição, pallets e carga de médio porte, adequado para uso regional e, com planejamento adequado, para trechos mais longos. A linha Cargo de 1994 era reconhecida pela robustez necessária para trabalhar em condições brasileiras de estrada, com manutenção regular e peças de reposição amplamente disponíveis na rede de concessionários e oficinas técnicas da época.
  • Observação importante sobre a ficha técnica: os valores acima representam faixas típicas associadas às configurações comuns da época do Ford Cargo 1415. Em veículos usados, pequenas variações são comuns devido a alterações de chassi, cabine, configuração de eixo (6×2, 6×4, etc.), cabine com ou sem sleeper, e opções de tanque de combustível. Além disso, componentes como motor e transmissão podem ter passado por reparos ou recondicionamentos ao longo da vida útil do caminhão. Por isso, ao consultar a FIPE para esse veículo específico, vale considerar o estado de conservação, o histórico de manutenção, a quilometragem e eventuais modificações que possam influenciar o valor referencial apresentado pela tabela.

    Tabela FIPE FORD CARGO 1415 3-Eixos 2p (diesel) 1994

    Ford Cargo como marca: tradição, confiabilidade e atuação no mercado brasileiro

    A Ford tem uma presença histórica no setor de caminhões no Brasil, marcada pela oferta de soluções de transporte que atendem desde operações urbanas de distribuição até serviços de frota de médio e longo porte. A linha Cargo, em particular, foi um componente importante da estratégia da Ford para atender o segmento de caminhões médios e pesados de forma competitiva, combinando robustez mecânica, conectividade com a rede de serviço e disponibilidade de peças. Em setores como logística, construção e agronegócio, o Cargo tornou-se sinônimo de confiabilidade para quem precisa manter a regularidade de operações com menos paradas técnicas. A marca também investiu em redes de assistência técnica, treinamento de equipes de manutenção e suporte a frota, fatores que, somados ao histórico de peças, ajudam a manter ciclos de vida úteis mais previsíveis para caminhões da linha Cargo usados pela frota nacional.

    Entre os ganhos de se escolher uma marca com tradição, destacam-se:

    • Rede de assistência técnica consolidada, facilitando manutenções programadas e emergenciais;
    • Disponibilidade de peças de reposição, o que reduz o tempo de inatividade em comparação com marcas menos presentes no mercado;
    • Experiência de campo, com relatos de usuários sobre consumo de combustível, resistência em condições de estrada e facilidade de operação em ambientes com trechos de estrada de menor infraestrutura;
    • Histórico de inovações na linha de caminhões pesados, que ajudaram a evoluir a segurança do veículo, ergonomia da cabine e eficiência de uso, elementos relevantes ao avaliar seguros de veículos pesados.

    Para quem gerencia frotas, compreender a reputação da marca no Brasil é parte do processo de avaliação de risco na contratação de seguros. Caminhões como o Cargo, apesar de serem modelos mais antigos, podem oferecer um equilíbrio atraente entre custo de aquisição, disponibilidade de peças e desempenho de operação, desde que mantidos de forma adequada. Ao considerar a FIPE como referência, é essencial alinhar o valor de reposição com o estado atual do veículo, levando em conta não apenas o valor de mercado, mas também o custo de reposição de itens críticos, como motor, transmissão, carroceria e sistema de freio, especialmente em veículos com mais de duas décadas de uso.

    Relação entre FIPE, valor de mercado e apólice de seguro para o Ford Cargo 1415

    A Tabela FIPE é amplamente adotada no Brasil como referência para o valor de venda de veículos usados. No contexto de seguros, esse valor é frequentemente utilizado como base para estabelecer o chamado “valor segurado” ou o valor de reposição (quando o contrato prevê reposição integral), bem como para calibrar a indenização em caso de sinistro. Para caminhões como o Ford Cargo 1415, com 1994 de fabricação, a FIPE funciona como um norte para o preço de referência do veículo inteiro, independentemente de possíveis variações de preço devido a estado de conservação, assinatura de modificações, depreciação natural pela idade e uso específico na frota. Em contratos de seguro, é comum que o valor segurado siga o valor FIPE ou, em alguns casos, uma apólice com cláusula de reposição a valor de mercado ou reposição integral, conforme a contratação.

    Alguns pontos práticos para corretores e gestores de frotas ao trabalhar com a FIPE nesse veículo incluem:

    – A idade do caminhão influencia fortemente o valor de referência na FIPE. Veículos com mais de duas décadas costumam apresentar valores menores, mas isso não isenta a tarifa de seguros de sofrer ajustes por risco de manutenção mais complexa e disponibilidade de peças.

    – O estado de conservação pesa muito na prática. Um Cargo de 1994 bem conservado, com histórico de manutenções preventivas registradas, pode manter um valor de referência mais próximo de faixas intermediárias, enquanto veículos com avarias não resolvidas ou com histórico de sinistros tendem a exigir cobertura mais cautelosa.

    – Quilometragem acumulada e uso atual da frota influenciam a percepção de risco. Caminhões que percorrem grandes distâncias de forma contínua podem ter desgaste maior de componentes críticos, como motor, sistema de transmissão e freios, o que impacta o valor segurado e o custo do seguro.

    – Personalização e acessórios afetam o valor segurado. Adições como caçamba específica, protetor de caçamba, dispositivos de rastreamento e sistemas adicionais de segurança podem mudar o custo da apólice, seja para reposição total ou para indenização parcial.

    Para quem trabalha com seguros de frotas que utilizam caminhões Ford Cargo 1415, compreender essa relação entre FIPE, estado do veículo e as necessidades de proteção é essencial para desenhar coberturas adequadas. Um seguro bem aquilado leva em conta não apenas o valor do veículo, mas também os itens de proteção da carga, responsabilização civil, danos a terceiros e proteção a equipamentos adicionais que compõem a operação de transporte. O objetivo é evitar lacunas de cobertura que poderiam impactar financeiramente a empresa em caso de sinistro.

    Diretrizes para otimizar a cobertura do Ford Cargo 1415 na prática

    Antes de fechar uma apólice, é útil considerar alguns aspectos que ajudam a adaptar o seguro ao uso real do veículo e à realidade da FIPE:

    – Documentação completa da frota: manter atualizados o registro do veículo, o histórico de manutenção, notas fiscais de reposição de peças críticas e informações sobre o estado da carroceria. Quanto mais completo o dossiê, mais preciso tende a ser o detalhamento da cobertura.

    – Avaliação de risco de uso: entender se o veículo é utilizado em rotas urbanas, regionais ou interestaduais pode influenciar a escolha de coberturas adicionais, como proteção a terceiros, responsabilidade civil e cobertura de carga.

    – Adoção de sistemas de rastreamento: instalar rastreadores e dispositivos de telemetria pode reduzir o custo do seguro ao demonstrar controle sobre a operação, além de oferecer dados para negociação de prêmios com as seguradoras.

    – Revisão periódica da FIPE como base de valor segurado: veículos com o tempo