Valor FIPE Atual
R$ 155.987,00
↓ 1,6% vs mês anterior
FIPE: 513135-9
Ano: 2004-3
MêsPreço
Mar/26R$ 155.987,00
Fev/26R$ 158.567,00
Jan/26R$ 160.624,00
Dez/25R$ 160.930,00
Nov/25R$ 162.920,00
Out/25R$ 163.312,00
Set/25R$ 158.794,00
Ago/25R$ 162.866,00
Jul/25R$ 163.128,00
Jun/25R$ 163.292,00
Mai/25R$ 163.620,00
Abr/25R$ 167.816,00

Visão detalhada sobre a Tabela FIPE para a Scania R-124 GA 420 em configuração 6×2 NZ/4×2, 3 eixos, ano 2004

A Tabela FIPE é uma referência amplamente utilizada no Brasil para estimar o valor de mercado de veículos usados, incluindo caminhões de grande porte. Quando falamos da Tabela FIPE aplicada à Scania R-124 GA 420, em uma configuração específica como 6×2 NZ/4×2 com 3 eixos, ano 2004, o objetivo não é apenas situar o preço histórico, mas compreender como esse referencial influencia avaliações de seguro, financiamento e substituição de unidades na frota. Este artigo, direcionado a corretores de seguros, aborda a relação entre a Tabela FIPE, as particularidades da Scania R-124 GA 420 e as implicações para a elaboração de propostas de cobertura para caminhões usados. Além disso, exploramos a ficha técnica do modelo, o contexto da marca Scania e os fatores a considerar ao cotar apólices para veículos deste porte.

Sobre a marca Scania: legado, confiabilidade e presença no mercado de caminhões pesados

A Scania é uma fabricante sueca com mais de um século de atuação no segmento de transporte pesado, reconhecida mundialmente pela durabilidade, eficiência de combustível e tecnologia embarcada. No Brasil, a Scania consolidou-se como referência no segmento de caminhões pesados, com uma rede ampla de concessionárias, oficinas autorizadas e disponibilidade de peças, o que facilita a manutenção de frotas com alta quilometragem anual. Os caminhões Scania costumam ser escolhidos por empresas que operam rotas de longa distância, logística de cargas pesadas ou operações que demandam confiabilidade mesmo em condições adversas. A linha R, em particular, ganhou reputação pela robustez do conjunto motriz, pela resposta em torque necessária para arrancadas com carga e pela estabilidade oferecida em rodovias de pista simples ou com aclives. A R-124 GA 420, dentro dessa família, representa uma configuração de alto desempenho para quem precisa de potência consistente, mesmo quando exige empuxo na subida de morros ou em trechos com variações de carga. Além disso, a rede de assistência técnica da marca facilita a programação de manutenções, o que é essencial para manter o valor de reposição alinhado com a FIPE ao longo do tempo.

Tabela FIPE SCANIA R-124 GA 420 6×2 NZ/4×2 3-Eixos 2p (die) 2004

Ficha técnica da Scania R-124 GA 420 6×2 NZ/4×2 3-Eixos 2p (die) 2004

Abaixo está uma ficha técnica resumida para entendimento rápido, com foco em aspectos relevantes para a avaliação de seguro, a gestão de riscos e a comparação entre unidades da mesma geração. Valores podem variar conforme a configuração de fábrica, carroceria, itens adicionais e estado de conservação. Sempre valide com a documentação da unidade específica e com o fabricante/assistência técnica quando necessário.

  • Configuração de chassi e tração: 3 eixos; 6×2 NZ/4×2, com eixo auxiliar de tração e possibilidades de elevação do eixo auxiliar em algumas configurações de eixo traseiro, conforme a agência de construção e o conjunto de reboque.
  • Cabine e uso: cabine de duas portas (2p), voltada para uso de longas distâncias, com conforto básico para motorista e espaço para carga de reboque em operações pesadas.
  • Motor: Scania DC13, motor de 13 litros, alinhado para entregar até 420 cavalos de potência (cv) em regime de operação típico de estrada, com turbocompressor e intercooler para melhor resposta em rotações médias e altas.
  • Torque e transmissão: torque máximo próximo de 2.000 a 2.100 Nm, com opção de câmbio manual de várias marchas ou transmissão automática/automatizada Opticruise, permitindo adaptações à natureza da operação (carga, terreno, rodoan) e à preferência da frota.

Observações úteis sobre a ficha técnica: a versão R-124 GA 420 está inserida numa faixa de desempenho que equilibra potência e controle em trechos montanhosos ou com variações de peso durante o transporte de cargas pesadas. A presença de um sistema de transmissão com opções manuais ou automatizadas reflete a diversidade de operações — desde trajetos com paradas súbitas até deslocamentos contínuos em rodovias. Além disso, a configuração 6×2 NZ/4×2 sugere uma configuração comum em caminhões que precisam de estabilidade para arranque sob carga e flexibilidade para distribuir o peso entre eixos, o que tem impacto direto nos parâmetros de seguro, como o valor de reposição, o potencial de danos em sinistros e as exigências de manutenção preventiva para evitar falhas mecânicas.

Relação entre a Tabela FIPE, a especificação do veículo e o seguro

A Tabela FIPE funciona como um referencial de mercado que estima o valor de reposição ou de venda de veículos usados, levando em consideração fatores como idade, modelo, versão, condição de uso, histórico de manutenção e demanda de mercado. Para caminhões pesados como a Scania R-124 GA 420, a FIPE oferece uma base que ajuda corretores de seguros a calibrar prêmios e coberturas de acordo com o valor de referência do veículo na praça. Importante notar que a FIPE não determina o valor exato de uma venda entre particular ou a reparação de um sinistro; ela serve como base estatística para o cálculo do prêmio de seguro, da assistência em caso de quebra e da reposição em caso de perdas totais. Em caminhões com configuração 6×2 NZ/4×2 e 3 eixos, o ajuste da FIPE pode variar segundo características específicas da unidade, como o tipo de motor, a transmissão, a cabine, a presença de itens de conveniência, a idade real, o estado de conservação e a disponibilidade de peças originais no mercado de reposição.

Para o corretor de seguros, compreender a relação entre FIPE e as características da Scania R-124 GA 420 é essencial para oferecer propostas mais precisas. Quando a FIPE aponta para um intervalo de valores de referência, o objetivo não é fixar o preço definitivo da unidade, mas sim suportar decisões sobre o montante de cobertura, o valor de reposição em caso de sinistro, a franquia adequada e as coberturas complementares (colisão, incêndio, responsabilidade civil de terceiros, entre outras). Além disso, a FIPE também influencia a avaliação de depreciação em contratos de leasing ou financiamento, bem como o cálculo de prêmios para seguros de frota, que consideram a idade da unidade, a taxa de uso (quilometragem anual esperada) e o histórico de sinistros.

Outro ponto relevante é que, em veículos de transporte de carga, o prêmio de seguro pode também incorporar fatores operacionais como a região de atuação, o tipo de carga transportada, a frequência de sinistros em determinadas rotas, a necessidade de dispositivos de telemetria, de freios ABS/EBS e de sistemas de proteção de motor. Estes elementos, aliados ao valor indicado pela FIPE, ajudam a construir uma proposta de seguro mais alinhada com o risco real da operação, evitando subseguro ou superseguro e assegurando uma proteção adequada ao patrimônio da empresa.

Como interpretar a FIPE na prática de cotação de seguros para este modelo

Ao lidar com a Scania R-124 GA 420, 6×2 NZ/4×2, 3-eixos, ano 2004, a prática recomendada envolve uma leitura cuidadosa da tabela FIPE em conjunto com a ficha técnica e o estado operacional da caminhoneta. Em termos práticos, considere os seguintes aspectos ao preparar propostas para clientes:

  • Verifique a versão e a configuração exatas do veículo: elementos como NZ/4×2, a presença ou não do eixo auxiliar, o tipo de cabine e a transmissão podem impactar o valor de reposição e, por consequência, o prêmio. A coerência entre o que consta na documentação e o que está indicado na FIPE é crucial para evitar divergências no momento do sinistro.
  • Considere a idade e o desgaste: unidades de 2004 podem exigir uma avaliação de desgaste mecânico, sistema de freios, suspensão, estado da carroceria e integridade estrutural. A FCA (ficha técnica), a vistoria de manutenção e o histórico de reparos influenciam o valor de reposição e a resistência da seguradora ao oferecer determinadas coberturas.
  • Analise o uso operacional: operações de longa distância com cargas pesadas podem exigir coberturas adicionais, como proteção de terceiros, responsabilidade civil ampliar, guinchos para carga pesada, e até cobertura de peças críticas sujeitas a desgaste acelerado. A FIPE serve de base para o valor de referência, mas o risco operacional também molda o modelo de proteção.
  • Considere a rede de assistência: para caminhões Scania, a disponibilidade de peças originais e a rede de assistência técnica podem influenciar positivamente a avaliação de seguradoras, reduzindo o custo esperado de reparos e, por consequência, o prêmio.

Em termos práticos de cotação, o corretor pode usar a FIPE para sugerir ao cliente um valor de referência para a reposição ou substituição do veículo em caso de perda total. A partir desse valor, as seguradoras costumam definir o prêmio anual com base em fatores de risco da operação (distância percorrida, tipo de carga, zonas de atuação), bem como o histórico do proprietário ou da empresa, o estado geral do veículo e as cláusulas específicas da apólice. O objetivo é chegar a uma cobertura que garanta a proteção necessária sem subestimar o valor do bem, nem tornar o seguro desproporcionalmente caro.

Considerações rápidas para quem atua com seguros de caminhões da família Scania

Ao planejar cotações para a Scania R-124 GA 420 e modelos semelhantes, leve em conta os seguintes pontos, que costumam ter impacto direto nos números finais das propostas:

  • Configuração de eixo e peso: a presença de três e