Valor FIPE Atual
R$ 153.655,00
↓ 0,2% vs mês anterior
FIPE: 506090-7
Ano: 2012-3
MêsPreço
Mar/26R$ 153.655,00
Fev/26R$ 153.994,00
Jan/26R$ 154.334,00
Dez/25R$ 154.628,00
Nov/25R$ 154.861,00
Out/25R$ 155.234,00
Set/25R$ 155.733,00
Ago/25R$ 159.727,00
Jul/25R$ 163.659,00
Jun/25R$ 163.823,00
Mai/25R$ 164.152,00
Abr/25R$ 164.300,00

Guia técnico da Iveco Tector 240E28 6×2 2p: compreensão da Tabela FIPE, ficha técnica e impactos para seguro

Quando se observa a Tabela FIPE para caminhões pesados, entender a configuração específica do veículo é essencial para quem atua no mercado de seguros. No caso da Iveco Tector 240E28, modelo registrado em 2012 com configuração 6×2 e cabine de duas portas (2p), a combinação entre desempenho, robustez e versatilidade influencia diretamente como as seguradoras avaliam risco, prêmios e coberturas. Este artigo foca no que a ficha técnica sinaliza, no papel da FIPE como referência para cotações e em pontos práticos para quem precisa proteger esse tipo de veículo na prática, sempre com linguagem educativa e orientada para o universo de corretagem de seguros.

A Iveco: tradição e presença marcante no transporte pesado

A Iveco é uma marca consolidada no setor de veículos pesados, com atuação global e histórico em caminhões que atuam em atividades urbanas, regionais e de operação em longo curso. A linha Tector nasceu para atender operações que exigem confiabilidade, manutenção relativamente simples e custos operacionais contidos, sem abrir mão de desempenho suficiente para lidar com cargas médias e pesadas. Em 2012, quando a Tector 240E28 foi comercializada, o portfólio da Iveco já mostrava uma estratégia de oferecer opções de motorizações eficientes, transmissões interoperáveis com diferentes carrocerias e sistemas de freios que permitiam operações em ambientes de tráfego variado e condições de condução desafiadoras. Para o setor de seguros, a reputação da marca, a rede de assistência técnica e a disponibilidade de peças são fatores relevantes na avaliação de sinistrabilidade, na previsibilidade de manutenção e no tempo de reparo após ocorrências.

Tabela FIPE IVECO TECTOR 240E28 6×2 2p (dies.)(E5) 2012

A figura da 240E28, em particular, expressa um equilíbrio entre potência, capacidade de carga e adaptabilidade de configuração. A sigla E28 já remete à ideia de uma configuração de veículo pesado com peso bruto total em torno de 28 toneladas, algo comum na segmentação de caminhões destinados a atividades que exigem boa carga útil sem optar por automontagem com maior número de eixos. Esse equilíbrio é importante não apenas para o uso diário, mas também para as avaliações de risco e para as escolhas de coberturas em uma apólice de seguro. Em termos práticos, quem atua na corretagem pode usar esse arcabouço para orientar o cliente sobre necessidades de proteção, como casco, responsabilidade civil e serviços adicionais, sempre em alinhamento com a FIPE, que funciona como referência de mercado.

Ficha técnica da Tector 240E28 6×2 2p (diesel) E5 2012

Abaixo está a ficha técnica resumida para a versão com configuração 6×2, cabine de duas portas, motor diesel Euro 5, ano de referência 2012. Observe que números podem variar conforme a carroceria, a especificação exata de motor/transmissão disponibilizada pela linha de fábrica e opções oferecidas pela concessionária. Este resumo tem o propósito de fornecer um retrato técnico claro para fins de avaliação de seguros e para compreensão geral do veículo na Tabela FIPE.

  • Configuração de chassi e eixo: 6×2 (três eixos, com dois eixos motrizes). Cabine com 2 portas (2p), típica de caminhões que visam equilíbrio entre área de condução e espaço de cabine para o motorista e, eventualmente, de apoio aos passageiros em operações simples.
  • GVW e área de atuação: peso bruto total de referência em torno de 28.000 kg, o que indica uma aplicação voltada para cargas pesadas, com boa capacidade de carga útil para operações de distribuição, logística de médio a longo curso e serviços de transporte com requisitos moderados de carroceria (baú, plataforma, tanque, entre outros).
  • Motor: motor diesel Euro 5, da família Cursor (geralmente Cursor 8 em modelos da época), com deslocamento próximo de 8,3 litros. Potência nominal de aproximadamente 240 cv, com torque máximo em faixa elevada para suportar subidas, arrancadas com carga e condições de estrada desafiadoras.
  • Injeção e desempenho: sistema de injeção do tipo common rail, que favorece a eficiência de combustível, resposta de aceleração em diferentes regimes e emissões controladas de acordo com a norma Euro 5. A configuração Euro 5 costuma exigir sensores e sistemas de pós-tratamento para atender aos padrões de emissão vigentes na época.
  • Transmissão: opções com câmbio manual de várias marchas, com faixa comum entre 9 e 12 velocidades, dependendo da configuração exata de fábrica e da carroceria a ser instalada. Em alguns setups, a Iveco oferecia ou permitia opções de transmissão automatizada ou semi-automatizada como alternativa para reduzir fadiga do motorista em operações urbanas ou rodoviárias com trânsito intenso.
  • Chassi e carroceria: construção em aço, com arquitetura que permite a montagem de diferentes carrocerias (baú, caçamba, tanque, plataforma, entre outras). A escolha da carroceria influencia não apenas o desempenho e a estabilidade, mas também os padrões de manutenção, inspeções de segurança e, por consequência, o perfil de risco na apólice de seguro.
  • Suspensão: dianteira com suspensão típica de eixo dianteiro e traseira com suspensão de eixo traseiro que pode ser baseada em molas; em algumas configurações, há disponibilidade de suspensão pneumática para melhorar a estabilidade, a distribuição de peso e o conforto durante o transporte de cargas sensíveis ou em trajetos com pavimento irregular. A presença ou ausência de suspensão pneumática pode impactar o custo de seguro e o custo de manutenção.
  • Freios: sistema de freios com recursos modernos para a época, incluindo ABS e, quando disponível, EBD (Electronic Brake Distribution) para melhor distribuição de força de frenagem entre eixos. O sistema de freios é um fator relevante para a avaliação de sinistro e para o cálculo de prêmios, sobretudo em veículos de grande porte que operam sob condições de peso elevado.
  • Pneus e rodas: configuração típica com rodas de 22,5 polegadas e pneus largos, como 315/80 R22.5, compatíveis com a capacidade de carga e com a estabilidade necessária para manter o controle em curvas, frenagens e operações de manobra com peso elevado.
  • Capacidade de combustível: tanque único com capacidade de combustível em torno de 350 a 400 litros, o que favorece autonomia para trajetos de média a longa distância sem necessidade de reabastecimento frequente, dependendo da eficiência do motor, da carga transportada e do perfil de uso.
  • Dimensões e entre-eixos: as dimensões variam conforme a carroceria instalada e as opções de entre-eixos escolhidas pela fábrica ou pelo concessionário. Em linhas gerais, os caminhões dessa categoria costumam apresentar entre-eixos que permitem boas opções de distribuição de carga, estabilidade na condução e compatibilidade com diferentes espaços de operação.
  • Emissão e certificação: Euro 5, que define o nível de emissões do veículo na norma vigente na época de produção. A adoção de tecnologias de controle de emissões é um elemento relevante para a avaliação de responsabilidade ambiental, bem como para a conformidade com exigências de frotas em determinadas regiões.

Essa ficha técnica enxuta oferece fundamentos para que corretores e clientes entendam a natureza do veículo presente na Tabela FIPE. Vale lembrar que a FIPE atualiza seus references periodicamente conforme dados de mercado e especificações de versão. Por isso, para uma cotação de seguro, é fundamental confirmar a versão exata do veículo, a configuração de carroceria e as particularidades de fábrica que influenciam o risco segurado.

Como a Tabela FIPE consolida esses dados e por que isso importa para o seguro

A Tabela FIPE funciona como referência nacional para valores de reposição de veículos usados, incluindo caminhões e chassis com carroceria. No caso de veículos de grande porte, ela agrega informações que ajudam as seguradoras a estimar o sinned a partir de valores médios praticados no mercado para aquela configuração específica. Embora a FIPE não seja um documento de especificação técnica, ela sintetiza dados sobre o modelo, a versão, o ano e o estado de conservação típico do veículo. Isso facilita a comparação entre propostas de seguro, bem como a definição de valores de indenização em caso de sinistro envolvendo o veículo descrito. Para a Tector 240E28 6×2 2p de 2012, a referência FIPE oferece uma base de valor que facilita a comunicação entre corretor, seguradora e cliente, ajudando a estabelecer prêmios proporcionais ao risco e a definir coberturas que façam sentido para o uso real da frota.

É comum que corretores utilizem a FIPE como ponto de partida para estimar o valor de reposição em caso de perda total ou de ferramenta de cálculo para a indenização de sinistros durante o período de vigência. Contudo, é importante entender que o valor FIPE pode divergir do preço de aquisição, do valor da manutenção corrente ou de eventuais alterações na configuração de fábrica ao longo do tempo. Por isso, a cotação de seguro para uma Tector 240E28 deve considerar não apenas a referência FIPE, mas também dados práticos sobre a condição do veículo, o histórico de sinistros, a utilização operacional, o tipo de carroceria instalada e as coberturas desejadas pelo segurado. Nesse contexto, a função de um corretor é traduzir esses dados em uma proposta segura, clara e alinhada com as necessidades da operação do cliente.

Fatores que influenciam o custo do seguro para a Tector 240E28

Para conduzir uma cotação eficaz, é útil ter clareza sobre os elementos que costumam impactar o preço do seguro de um caminhão dessa configuração. Abaixo estão quatro fatores-chave que costumam guiar as avaliações das seguradoras ao analisar a Tector 240E28 6×2 2p. Cada item influencia a probabilidade de sinistro, o custo de reparação e o valor que será investido na proteção.

  • Perfil de uso operacional: se o veículo atua em operações urbanas com paradas frequentes, rota de entrega em áreas com tráfego intenso ou trajetos rodoviários longos, as seguradoras avaliam diferentes perfis de risco. Caminhões usados em rotas com muitas subidas, trechos de morro ou condições de pavimento ruins podem exigir cuidados adicionais na apólice, como assistência 24h, proteção de motor e cláusulas específicas para preservação de componentes sensíveis ao desgaste.
  • Tipo de cobertura e valor de reposição: a relação entre a cobertura de casco, responsabilidade civil, proteção de terceiros, itens de proteção de carga e valores de reposição pode alterar significativamente o custo. Em veículos com maior peso e carroceria especializada, faz sentido considerar opções adicionais que cubram danos a acessórios, gaiolas, tanques ou módulos de energia, dependendo da operação. A escolha de franquias também impacta o prêmio final.
  • Histórico de sinistros e perfil do condutor: um histórico com poucos sinistros, aliás, costuma favorecer prêmios mais baixos. O perfil do motorista, incluindo formação, tempo de atuação e histórico de condução segura, também pesa na avaliação de risco. Em frotas com supervisão de condutores e políticas de treinamento, o prêmio tende a ser mais estável ao longo do tempo.
  • Estado de conservação, manutenção e idade do veículo: caminhões mais novos ou bem mantidos costumam ter risco reduzido de falhas mecânicas graves, o que pode refletir em prêmios mais baixos, sobretudo quando o cliente dispõe de planos de manutenção documentados. Por outro lado, veículos com histórico de falhas recorrentes ou com peças de desgaste acelerado podem ter custos mais altos de seguro, pois representam maiores probabilidades de sinistros e de custos de reparo.

Além desses fatores, a escolha da cabine, a possibilidade de suspensão pneumática, a disponibilidade de componentes específicos da carroceria, a região de atuação e a frequência de reboques também podem influenciar o cálculo do prêmio. Por isso, ao solicitar uma cotação com a GT Seguros, é útil ter à mão informações detalhadas sobre o uso real do veículo, a composição da frota e as coberturas desejadas, para que a proposta reflita com precisão o risco envolvido.

Conselhos práticos para quem precisa proteger a Tector 240E28

Ao planejar a proteção do veículo, vale considerar aspectos que ajudam a criar uma apólice mais alinhada com as necessidades da operação. Abaixo estão sugestões úteis para quem atua na área de corretagem de seguros, especialmente ao lidar com caminhões pesados com configuração 6×2 2p:

  • Mapeie o uso da frota: registre a natureza das operações (transporte regional, logística urbana, distribuição de cargas pesadas), para orientar a escolha de coberturas que realmente cubram eventos típicos do dia a dia do veículo.
  • Inclua proteção de carga adequada: dependendo da natureza da carga transportada (materiais perigosos, itens frágeis ou de alto valor), a seguradora pode exigir coberturas específicas para carga, com termos de inspeção e requisitos de acondicionamento.
  • Considere serviços adicionais: assistência 24h, carro reserva e serviços de guincho podem ser decisivos em operações críticas. A presença de serviços integrados pode reduzir o tempo de inatividade e, por consequência, o custo indireto de um sinistro.
  • Documentação de manutenção: ter registros de manutenção regulares e comprovantes de inspeções aumenta a confiança da seguradora na confiabilidade do veículo, o que pode se traduzir em condições mais favoráveis de prêmio.

Para o operador de frotas e o corretor, esse conjunto de informações permite uma visão mais clara da proteção ideal para a Tector 240E28, levando em conta as características da configuração 6×2 2p e as particularidades da linha FIPE. O objetivo é harmonizar a proteção com o uso real do veículo