| Mês | Preço |
|---|---|
| Mar/26 | R$ 76.886,00 |
| Fev/26 | R$ 77.056,00 |
| Jan/26 | R$ 77.226,00 |
| Dez/25 | R$ 77.374,00 |
| Nov/25 | R$ 77.491,00 |
| Out/25 | R$ 77.678,00 |
| Set/25 | R$ 78.069,00 |
| Ago/25 | R$ 78.234,00 |
| Jul/25 | R$ 78.360,00 |
| Jun/25 | R$ 78.439,00 |
| Mai/25 | R$ 78.597,00 |
| Abr/25 | R$ 78.992,00 |
Entenda a Tabela FIPE para o Scania R-143 H 450 4×2 2p (diesel) 1992 e como isso impacta a proteção contratual
A Tabela FIPE é amplamente usada no Brasil como referência para estimar o valor de mercado de veículos usados, incluindo caminhões pesados como o Scania R-143 H 450 4×2, fabricado em 1992. Para quem atua no setor de seguros, entender como essa tabela se aplica a modelos antigos ajuda a definir coberturas, valores segurados e, consequentemente, os níveis de proteção necessários. Quando o veículo é de uma geração mais antiga, como o R-143 H 450, a leitura da FIPE precisa considerar não apenas o estado de conservação, mas também a disponibilidade de peças, a depreciação natural de caminhões de produção anterior e o cenário de uso típico, que varia entre frete rodoviário, transporte de carga geral e operações logísticas específicas. Neste artigo, vamos explorar o que significa a Tabela FIPE para esse modelo, além de trazer uma ficha técnica resumida, informações sobre a marca Scania e orientações úteis para quem quer planejar a proteção veicular com base nesse referencial de preço.
Ficha técnica resumida do Scania R-143 H 450 4×2 (1992)
- Motor e desempenho: diesel, configuração de 6 cilindros em linha, deslocamento próximo de 13 litros; potência nominal de 450 CV, com torque expressivo para atividades de transporte de carga pesada em rodovias.
- Transmissão e tração: caixa manual, tipicamente com várias velocidades (na ordem de 9 a 12 marchas), com reduzida para manobras; tração 4×2, adequado para condução em vias asfaltadas e trajetos rurais, conforme configuração da frota.
- Cabine e versatilidade: cabine com 2 portas, layout projetado para operações de longa distância e com espaço de conforto para motoristas que percorrem jornadas extensas; configuração de eixos e suspensão ajustadas para o peso da carga.
- Dimensões e peso: peso bruto total (GVW) típico variando conforme configuração de eixo e carroceria, com faixas comuns entre 18 e 26 toneladas para caminhões dessa categoria; a capacidade de carga real depende da vocação da carroceria, do eixo traseiro e da legislação local.
Sobre a marca Scania
A Scania é uma fabricante sueca de caminhões, ônibus e motores diesel com uma presença global consolidada há décadas. Fundada no final do século XIX, a empresa construiu uma reputação marcada pela robustez, eficiência e foco em serviços de valor agregado, como assistência técnica, soluções de manutenção e conectividade de telemetria. Nos anos 90 e início dos anos 2000, a Scania consolidou seu portfólio para atender às demandas de transporte rodoviário de carga pesada, oferecendo motorização de alto torque, sistemas de gestão de motor e transmissão, além de uma ampla rede de concessionárias e oficinas autorizadas ao redor do mundo. Em termos de seguros, a marca simboliza confiabilidade operacional: caminhões Scania costumam ser escolhidos por frotistas que valorizam disponibilidade de frota, menor tempo de indisponibilidade e rede de suporte técnico que facilita a gestão de sinistros ou reparos emergenciais.

Esse histórico de qualidade influencia, de forma indireta, a percepção de valor e de risco na FIPE e nas seguradoras. Um caminhão de uma marca consolidada pode ter menor percepção de risco técnico quando comparado a modelos menos conhecidos, especialmente em rotas com maior incidência de desgaste de componentes críticos. Contudo, a idade do veículo, o estado de manutenção e as condições operacionais continuam sendo fatores determinantes para a avaliação de risco e para a determinação de coberturas, franquias e prêmios. Assim, mesmo que a marca inspire segurança operacional, o modelo 1992 exige atenção especial quanto ao estado de conservação, disponibilidade de peças e histórico de uso.
Interpretação da Tabela FIPE para o Scania R-143 H 450 4×2 (1992)
A FIPE classifica veículos com base em dados de mercado observados ao longo do tempo, levando em consideração fabricante, modelo, versão, ano de fabricação ou fabricação-referencia e o combustível. No caso do Scania R-143 H 450 4×2 (diesel) de 1992, a leitura envolve identificar o segmento correto dentro da linha da Scania, a versão que caracteriza o conjunto motriz (o 450 cv indica a performance da motorização), bem como o ano de referência. Para motores diesel usados há mais de duas décadas, a FIPE tende a refletir uma depreciação significativa, ajustada por fatores como estado de conservação, kilometragem, histórico de manutenção e modificações na carroceria ou na motorização. É importante notar que a FIPE não substitui uma avaliação de terceiros para fins de sinistros, mas serve como referência comum para a negociação entre compradores, vendedores e seguradoras.
Existem nuances relevantes para veículos dessas características. Em caminhões pesados, a idade avançada aumenta a probabilidade de necessidade de peças de reposição, de atualizações de componentes críticos (sistema de freios, suspensão, direção, transmissão) e de retrabalho em itens de desgaste. Por isso, ao consultar a FIPE, corretores e seguradoras costumam acompanhar também dados internos da seguradora sobre a probabilidade de sinistro envolvendo ativos com esses perfis. Além disso, furto e roubo podem ter incidência diferente conforme o tipo de carga, rotas e zonas geográficas. Em resumo, entender a FIPE para esse modelo envolve cruzar o valor de mercado com o histórico de conservação do veículo, com a finalidade de definir o valor segurado adequado e as coberturas indicadas para o veículo e para a carga transportada.
Quando o objetivo é definir o custo do seguro para o Scania R-143 H 450 4×2, a FIPE atua como referência para o valor de reposição ou de mercado. Em algumas apólices, o valor segurado pode ser definido com base no “valor de reparação” ou no “valor de reposição” do veículo, sempre lembrando que esse parâmetro impacta diretamente no prêmio, na franquia e na cobertura de terceiros. Em modelos mais antigos, pode haver discussões sobre depreciação acelerada ou limites de cobertura para peças antigas. Por isso, a leitura atenta da FIPE ajuda a alinhar expectativas entre o contratante e a seguradora no que diz respeito a garantias, limites e condições de sinistro.
Impacto da FIPE na escolha de coberturas e no cálculo de prêmio
Para fiadores, donos de frota e motoristas, a FIPE funciona como um ponto de partida para dimensionar o valor segurado. Em caminhões como o Scania R-143 H 450, o conjunto da proteção costuma incluir, pelo menos, cobertura contra colisão, incêndio, roubo e danos a terceiros, além de possíveis coberturas adicionais para guinchos, pane seca, assistência em viagem e proteção para a carga. Quando o valor FIPE é mais baixo devido à idade do veículo, o prêmio também tende a reduzir, porém isso não é automático: seguradoras costumam avaliar o risco de mudança na disponibilidade de peças, o tempo de reparo e a probabilidade de imobilização da frota. Assim, veículos com histórico de sinistros ou manutenção irregular podem ter reajustes maiores, mesmo que o valor FIPE seja relativamente baixo. A leitura da FIPE, portanto, não deve ser encarada como um único fator, mas como parte de um conjunto de elementos que compõem o risco global da operação de transporte.
Adicionalmente, é comum que proprietários de caminhões de gerações mais antigas mantenham uma atenção especial aos itens de segurança, como sistema de rastreamento, monitoração de geolocalização, freios, pneus, airbags (quando aplicável) e a correta configuração da carga. Essas práticas podem influenciar a aceitação da seguradora e contribuir para a obtenção de prêmios mais competitivos. Em resumo, a FIPE facilita um referencial de valor de mercado, mas a avaliação de risco depende de um conjunto de dados do veículo, do uso operacional e das medidas de mitigação adotadas pelo segurado.
