| Mês | Preço |
|---|---|
| Mar/26 | R$ 32.625,00 |
| Fev/26 | R$ 32.697,00 |
| Jan/26 | R$ 32.770,00 |
| Dez/25 | R$ 32.833,00 |
| Nov/25 | R$ 32.883,00 |
| Out/25 | R$ 32.963,00 |
| Set/25 | R$ 33.069,00 |
| Ago/25 | R$ 33.139,00 |
| Jul/25 | R$ 33.193,00 |
| Jun/25 | R$ 33.227,00 |
| Mai/25 | R$ 33.294,00 |
| Abr/25 | R$ 33.324,00 |
Análise detalhada da Tabela FIPE para o Ford Cargo 1215 com 3 eixos e motor diesel de 1991
A Tabela FIPE funciona como uma referência de mercado para veículos usados no Brasil, servindo como base para seguros, negociações entre comprador e vendedor e, muitas vezes, para cálculos de indenização em caso de sinistro. Quando o tema envolve caminhões pesados de idade avançada, como o Ford Cargo 1215 fabricado em 1991, a leitura da FIPE ganha camadas adicionais: não se trata apenas do preço atual, mas do indicador de depreciação, da disponibilidade de peças, da evolução da demanda por esse tipo de caminhão e do impacto dessas variáveis no custo de reposição e na proteção financeira da frota. Neste artigo, exploramos o que a Tabela FIPE representa para esse modelo específico, discutimos a presença e a força da marca Ford no segmento de caminhões no Brasil, apresentamos uma ficha técnica resumida do veículo e destacamos aspectos práticos para quem atua no seguro e na gestão de frota com esse tipo de caminhão diesel de 1991.
Contexto da marca Ford e o papel do Cargo no mercado brasileiro
A Ford chegou ao segmento de caminhões pesados no Brasil há várias décadas, respondendo à demanda de operações de transporte que exigiam robustez, confiabilidade e um amplo suporte de assistência técnica. O Ford Cargo, linha que consolidou presença significativa no país, tornou-se familiar em rotas urbanas e longas, em operações de distribuição, construção e logística de carga geral. O sucesso dessa linha decorreu de uma combinação de fatores: uma estrutura de chassis sólida, projetos de motor diesel confiáveis e uma rede de concessionárias com peças disponíveis, que, em muitos períodos, foi um diferencial frente a concorrentes estrangeiros. A década de 1990, em especial, viu o Cargo competir com outras grandes famílias do transporte brasileiro, como Volvo, Mercedes-Benz e Iveco, cada uma trazendo suas próprias fortalezas em termos de torque, capacidade de pista e disponibilidade de serviço.

Em termos de confiabilidade, veículos da linha Cargo costumavam ser reconhecidos por motores que, quando bem mantidos, ofereciam longa vida útil com manutenção relativamente previsível. No entanto, a idade entre as unidades, a intensidade de uso e o histórico de manutenção impactam fortemente o valor de mercado e, por consequência, o valor segurado refletido pela FIPE. Por se tratar de caminhões com 3 eixos, como o 1215, esses veículos geralmente operavam com payloads expressivos, exigindo componentes de suspensões, freios e transmissão com capacidade de aguentar cargas constantes. Esse cenário é relevante para seguradoras e corretores, pois o custo de reparo, a disponibilidade de peças originais e a frequência de revisões pesam na hora de definir coberturas, franquisas e limites de indenização. Além disso, o histórico de uso — se a unidade atuou em rotas com pavimento irregular, em obras de infraestrutura ou em transporte de cargas perigosas — pode influenciar a avaliação de risco e, por consequência, a parametrização da apólice.
Para quem atua na corretagem de seguros ou na gestão de frota, compreender o papel da FIPE em caminhões antigos ajuda a alinhar expectativas entre o valor de reposição e o custo de proteção. A FIPE não é apenas um número fixo; ela representa uma fotografia de mercado que pode oscilar conforme disponibilidade de peças, disponibilidade de mão de obra especializada, mudanças regulatórias e tendências de demanda. Em modelos como o Cargo 1215 1991, essa leitura fica ainda mais sensível, já que a idade do veículo aumenta o peso de fatores como desgaste natural, necessidade de peças de reposição e desvalorização por obsolescência tecnológica. Portanto, o entendimento da tabela, aliado a uma análise cuidadosa das condições da frota, permite calibrar o seguro de forma mais fiel, evitando tanto a subproteção quanto o sobrevalor de prêmio.
Ficha técnica do Ford Cargo 1215 3-Eixos 2p (diesel) 1991
Para oferecer uma leitura prática e aplicável à gestão de seguros e de frotas, apresentamos a ficha técnica essencial do modelo em questão. Abaixo, quatro itens-chave que costumam compor o conjunto de informações mais utilizadas pelos profissionais do setor, sobretudo na hora de ajustar coberturas, validar garantias e entender a capacidade operacional do veículo:
- Motorização: diesel turboalimentado, configuração de 6 cilindros em linha, com deslocamento estimado entre 9,0 e 10,0 litros; a potência e o torque variam conforme o lote de fabricação e a aplicação, mas o conjunto é voltado para oferecer torque de baixo regime suficiente para movimentar cargas consideráveis em subidas e em trechos com diferentes condições de piso.
- Tração e chassi: 3 eixos com tração 6×4, desenho típico para caminhões de alto desempenho em payload, com eixo dianteiro para direção e dois eixos traseiros, cada um equipado com diferenciais capazes de suportar a distribuição de peso em situações de demanda elevada, além de proporcionar boa estabilidade em curvas com carga.
- Transmissão: caixa manual com várias marchas à frente; a configuração costuma ficar entre 6 e 9 velocidades, ajustada para oferecer boa resposta de torque em áreas urbanas, bem como eficiência de marcha em trechos rodoviários de carga pesada, ainda que a disponibilidade de peças possa influenciar o desempenho ao longo do tempo.
- Dimensões e peso: peso bruto total (PBT) típico na faixa de 12,0 a 12,5 toneladas; payload útil varia conforme a configuração da carroceria e o estado de conservação, com chassis que suportam operações de transporte de carga significativa; o dimensionamento de pneu e roda se alinha a padrões de operação em asfalto e rodovias, com pneus robustos para suportar o peso e a carga durante deslocamentos diários.
