Valor FIPE Atual
R$ 31.650,00
↓ 0,2% vs mês anterior
FIPE: 079001-0
Ano: 2012-1
MêsPreço
Mar/26R$ 31.650,00
Fev/26R$ 31.721,00
Jan/26R$ 31.792,00
Dez/25R$ 31.853,00
Nov/25R$ 31.902,00
Out/25R$ 31.399,00
Set/25R$ 30.905,00
Ago/25R$ 30.970,00
Jul/25R$ 31.020,00
Jun/25R$ 31.052,00
Mai/25R$ 31.115,00
Abr/25R$ 31.144,00

Guia detalhado sobre a Tabela FIPE para a Fyber Buggy 2000W e as variantes 1.8 8V/1.8 8V Flex (2012)

A Tabela FIPE é um referencial amplamente utilizado no Brasil para estimar o valor de mercado de veículos usados, com impactos diretos em seguros, financiamentos e avaliações em sinistros. Quando se trata de modelos menos comuns, como a Fyber Buggy de 2012, é ainda mais relevante entender como essa referência funciona e quais variáveis a seguradora considera na hora de oferecer cobertura. Este artigo é pensado para quem atua no âmbito de corretagem de seguros e precisa explicar de forma didática como a Tabela FIPE se aplica a uma máquina recreativa com duas possibilidades de motorização: elétrica de 2000W e um motor a combustão 1.8 8V Flex. Além disso, traremos a ficha técnica da Fyber Buggy 2012 para embasar a análise de risco, bem como dicas úteis para acompanhar as cotações com maior segurança e assertividade na hora de proteger esse veículo.

Entendendo a Tabela FIPE e o seu papel na determinação do seguro

A Tabela FIPE funciona como um referencial agregado de preços médios de veículos usados no mercado nacional. Ela não é o preço de venda definitivo nem o custo de reposição do veículo novo, mas serve como base para cálculos de cobertura, indenização por perda total, depreciação e, por consequência, o valor contratado para o seguro. Para modelos tradicionais, a leitura é direta: o segurado apresenta o veículo, a seguradora consulta a tabela, que aponta um valor de referência conforme o ano, a versão, o estado de conservação e outros itens relevantes. Já no caso de um buggy com duas motivações distintas — elétrico e flex —, a avaliação exige cuidado extra, já que o conjunto de componentes, o desempenho, o uso pretendido e a disponibilidade de peças impactam fortemente a percepção de risco e o valor de reposição ou indenização.

Tabela FIPE Fyber Buggy 2000W 1.8 8V/ 1.8 8V Flex 2012

Para quem trabalha com corretagem, a leitura da FIPE deve contemplar alguns pontos-chave. Primeiro, a FIPE diferencia versões dentro de um mesmo modelo, quando existem alterações relevantes no propulsor, na carroceria ou nos equipamentos. Em seguida, o estado de conservação, a quilometragem, a periodicidade de uso (lazer, trilha, eventos), além de itens de segurança como alarme, rastreador e itens de proteção da cabine, influenciam o valor de referência que aparece na notação da seguradora. Por fim, a disponibilidade de peças originais para a Fyber Buggy, especialmente para a versão elétrica, pode alterar o custo de reposição e, com isso, o prêmio de seguro ao longo do tempo.

É prudente destacar que a aplicação da FIPE não substitui a avaliação de sinistro ou a metodologia de correção aplicada pela seguradora. O valor de referência é utilizado para calibrar o risco e, a partir dele, a seguradora define limites de cobertura, franquias, descontos por itens de proteção e, é claro, o prêmio final. No caso de veículos com uso recreativo, como buggies, a seguradora pode ainda ponderar fatores adicionais como a finalidade de uso (eventos, pista particular, trilhas autorizadas) e as condições de armazenamento (garagem, cobertura).

Ficha Técnica da Fyber Buggy 2000W / 1.8 8V Flex (2012)

A Fyber Buggy, lançada em 2012, apresenta duas possibilidades de motorização, cada uma com características próprias que afetam o desempenho, a manutenção e o seguro. Abaixo está a ficha técnica consolidada para facilitar a compreensão do risco segurável, levando em conta as duas versões disponíveis naquele ano.

Versão elétrica – Fyber Buggy 2000W

Tipo de propulsão: motor elétrico com potência nominal de 2,0 kW. O sistema entrega torque imediato, típico de motores elétricos, o que confere bom reforço de arrancada em ambientes urbanos ou recreativos. O conjunto elétrico tende a exigir menos componentes móveis sujeitos a desgaste rápido do que um motor a combustão, mas demanda avaliação específica de baterias, controle de motor e infraestrutura de recarga.

Potência e desempenho: potência nominal de 2,0 kW; velocidade máxima estimada entre 60 e 70 km/h, com aceleração adequada para uso recreativo. Torque disponível imediato, o que pode influenciar a percepção de desempenho em subidas ou em terrenos irregulares.

Transmissão: configuração projetada para uso recreativo com transmissão simplificada. Em muitos setups, há uma transmissão direta ou com poucas marchas para veículos de baixa velocidade. Em termos de seguro, a presença de uma transmissão robusta e componentes elétricos protegidos pode reduzir, em parte, o risco de falhas mecânicas graves, dependendo do histórico de manutenção.

Dimensões e massa: comprimento próximo de 2,0 a 2,2 metros; largura entre 1,1 e 1,3 metros; altura ao redor de 1,3 a 1,4 metros. Peso aproximado de 480 a 540 kg, variando conforme a carroceria, o tipo de cabine e a inclusão de acessórios. Espaço para dois ocupantes em configuração dupla, com coxias de assento adaptadas para segurança em uso recreativo.

Capacidades: tanque de energia correspondente à bateria instalada (em geral, com eletrônica de proteção e gestão de carga). Autonomia variável conforme a capacidade da bateria, o perfil de condução e as condições de uso. Em termos de manutenção, o conjunto elétrico exige verificação periódica de bateria, conectores e sistema de carregamento.

Segurança e freios: sistema de freios com discos nas quatro rodas, equipado com dispositivos de assistência conforme a versão, além de suspensão calibrada para absorção de impactos em terrenos irregulares. O conjunto de suspensão pode incluir atenção especial a pontos de desgaste em componentes de direção e molas, dependendo do uso.

Outros itens relevantes: carroceria com proteções básicas, cabine aberta ou semi-fechada conforme a versão, com opções de acessórios para proteção contra intempéries. Disponibilidade de alarmes e dispositivos antirroubo pode influenciar o prêmio do seguro, especialmente em modelos de uso recreativo que costumam ficar estacionados em áreas com disponibilidade de estacionamento sem proteção constante.

Versão flex (1.8 8V) – Fyber Buggy 1.8 8V Flex

Tipo de propulsão: motor a combustão interna, 1,8 litro, 8 válvulas, equipado com tecnologia flex que permite o uso de diferentes etanóis ou gasolina conforme disponibilidade. O motor a combustão costuma oferecer maior autonomia em distâncias maiores, especialmente em áreas sem infraestrutura de recarga para o elétrico.

Potência e desempenho: potência típica de um motor 1,8 L 8V na faixa de cerca de 110 CV (valores variam com o combustível utilizado) com torque suficiente para condução recreativa. Velocidade máxima estimada entre 70 e 110 km/h, dependendo da configuração de câmbio, peso total e aerodinâmica da carroceria.

Transmissão: em muitos veículos dessa categoria, a configuração é manual, com 4 a 5 marchas, oferecendo maior controle em trilhas ou estradas de terra. A presença de câmbio manual pode exigir maior atenção na condução, o que também se reflete na percepção de uso por parte de seguradoras — a condução esportiva pode influenciar o risco de sinistro se houver aceleração em situações de manobra ou terreno desafiador.

Dimensões e massa: dimensões similares à versão elétrica, com leve variação conforme a carroceria. Peso pronto para rodagem em torno de 520 a 560 kg, dependendo de equipagens, gaiolas de proteção e acessórios instalados.

Capacidades: tanque de combustível com capacidade típica suficiente para uso recreativo e viagens curtas, com autonomia dependente do combustível e da eficiência do motor. A motorização a combustão facilita reabastecimento rápido em locais sem infraestrutura de recarga, o que pode ser um fator relevante na avaliação de custo-benefício do seguro.

Segurança e freios: sistema de frenagem com discos em todas as rodas (ou configuração com discos/cartões conforme a versão), com suspensão que busca conforto em uso recreativo. Assim como na versão elétrica, a proteção da carroceria e a presença de dispositivos de segurança extra influenciam o custo do seguro.

Observação geral sobre as duas versões: a dualidade de motorização de 2012 faz da Fyber Buggy um veículo com perfil de uso bem específico — recreativo, com possibilidade de aplicação em pista particular ou trilha leve, sempre com atenção às regras de tráfego e às exigências do seguro. A escolha entre elétrica e flex dependerá do tipo de uso, da disponibilidade de infraestrutura de recarga e da preferência de condução do proprietário. Em termos de seguro, isso implica em diferenciações de prêmio, cobertura de danos elétricos (no caso da versão 2000W) e, para a versão a combustão, considerações sobre consumo e manutenção periódica do motor.

Observação importante: os parâmetros acima são descrições técnicas consolidadas para facilitar o entendimento da seguridade. Em cada proposta, a seguradora poderá solicitar documentos específicos, como manual do proprietário, histórico de manutenções, fotos da carroceria, comprovantes de armazenamento e, se houver, registros de uso em eventos ou trilhas autorizadas. A FIPE é apenas um referencial de valores, enquanto a avaliação de risco envolve o conjunto de dados fornecidos pela proposta e pela análise de risco pela seguradora.

Como a FIPE influencia o seguro da Fyber Buggy

Ao considerar o valor segurado com base na Tabela FIPE, o corretor precisa alinhar-se à realidade do veículo, à versão (elétrica ou flex) e ao uso pretendido. Para a Fyber Buggy, a FIPE fornece uma linha de referência que ajuda a estabelecer o “valor de indenização” em caso de sinistro total. Esse valor serve como base para determinar o limite de cobertura, a franquia e também para eventuais reajustes de prêmio. Em veículos com duas motivações de propulsão, é comum que as seguradoras tratem as versões de forma diferenciada na apólice, com o objetivo de refletir os custos de reposição de peças, disponibilidade de componentes e peculiaridades de manutenção de cada motor.

Além do valor de referência, as seguradoras costumam considerar fatores específicos para a Fyber Buggy: o local de armazenamento, a frequência de uso, o perfil de condução (recreativo, trilhas, pistas), a presença de dispositivos de segurança (alarme, rastreador, imobilizador), e a estimativa de depreciação com base na idade, no desgaste e na disponibilidade de peças de reposição. O estado de conservação é um elemento-chave; veícular com boa manutenção, com documentação de inspeções e com histórico de reparos confiável tende a ter prêmio mais competitivo do que um veículo com evidentes sinais de desgaste ou sem documentação adequada.

Para o corretor, é fundamental explicar ao cliente que a FIPE não é o preço de venda, nem a reposição exata no momento do sinistro. Ela funciona como uma referência estável que facilita a comunicação entre o proprietário e a seguradora, permitindo uma base comum para negociação e pacotes de coberturas. A presença das duas versões, elétrica e flex, exige ainda uma checagem minuciosa na hora de fechar a apólice, para evitar surpresas caso haja necessidade de acionar a garantia de indenização ou de reposição de componentes específicos da motorização escolhida pelo consumidor.

Boas práticas para quem tem Fyber Buggy e busca seguro adequado

Para assegurar uma cobertura adequada e, ao mesmo tempo, evitar surpresas em caso de sinistro, algumas práticas são recomendadas. Abaixo, apresentamos orientações que ajudam a alinhar a Tabela FIPE