Valor FIPE Atual
R$ 336.991,00
↓ 1,5% vs mês anterior
FIPE: 530009-6
Ano: 2018-3
MêsPreço
Jan/26R$ 336.991,00
Dez/25R$ 342.019,00
Nov/25R$ 342.534,00
Out/25R$ 337.737,00
Set/25R$ 332.530,00
Ago/25R$ 333.231,00
Jul/25R$ 339.159,00
Jun/25R$ 338.176,00
Mai/25R$ 338.855,00
Abr/25R$ 339.161,00
Mar/25R$ 345.539,00
Fev/25R$ 343.070,00

Como interpretar a Tabela FIPE para o DAF XF 105 FTS 510 6×2 (E5) 2018 e entender suas especificações

A Tabela FIPE é uma referência amplamente utilizada no Brasil para entender o comportamento do mercado de veículos usados, incluindo caminhões de grande porte como o DAF XF 105 FTS 510 6×2 (diesel, E5) 2018. Embora o objetivo principal da FIPE seja orientar negociações e cálculos de seguros, é preciso olhar além do número bruto e considerar as particularidades de cada configuração. Este texto apresenta uma leitura educativa sobre a versão 2018 do XF 105 com motor Euro 5, destacando a ficha técnica, aspectos da marca e elementos que impactam a avaliação na FIPE, tudo alinhado a uma visão prática para corretores, frotistas e interessados em proteção veicular. A ideia é oferecer um guia claro sobre como esse modelo específico pode aparecer na prática de seguradoras e na hora de planejar a frota, sem apresentar valores de venda ou preço no corpo do texto.

Ficha técnica do DAF XF 105 FTS 510 6×2 (E5) 2018

Abaixo estão os elementos-chave que costumam compor a ficha técnica de referência para esse modelo, organizados para facilitar a leitura de quem gere frotas, avalia seguros ou negocia a aquisição de uma unidade usada:

Tabela FIPE DAF XF 105 FTS 510 6×2 (diesel)(E5) 2018
  • Motor: MX-13 de 12,9 litros, diesel, versão Euro 5 (E5)
  • Potência: 510 cv
  • Torque: próximo de 2.600 Nm (valor máximo pode variar conforme a configuração específica do motor e da transmissão)
  • Transmissão: automatizada ZF TraXon, com opções de 12 a 16 velocidades, dependendo da configuração de eixo e do mercado

Essa combinação de motor robusto, torque elevado e câmbio automatizado é típica de aplicações de transporte de carga pesada em longas distâncias, com demanda por desempenho estável, boa resposta em subida e eficiência operacional num regime de uso intenso. Além disso, a configuração 6×2 indica que o veículo utiliza seis rodas, com duas rodas de tração, uma configuração comum para caminhões de alcance médio a longo que exigem equilíbrio entre capacidade de carga, manobrabilidade e desempenho em estradas. Em termos de emissões, o registro Euro 5 (E5) está alinhado às normas vigentes na data de fabricação do veículo e pode influenciar tanto o consumo quanto a aceitação por determinadas frotas ou seguradoras.

Sobre a marca DAF: tradição em caminhões pesados

A DAF Trucks é uma fabricante holandesa com décadas de atuação no segmento de caminhões pesados. Fundada originalmente como Van Doorne’s Automobiel Fabriek, a marca ganhou reputação pela engenharia voltada à durabilidade, conforto do motorista, eficiência de consumo e facilidade de manutenção em frotas de grande porte. Ao longo dos anos, a DAF consolidou-se como um player global, integrando, em muitos casos, redes de serviço e peças que atendem diferentes mercados mediante padrões de qualidade reconhecidos. Mesmo quando comparada a marcas com presença mais antiga no Brasil, o DAF XF 105 costuma ser lembrado pela robustez de seus componentes, pela performance em transporte de carga volumosa e pela capacidade de operação em condições adversas, características valorizadas por seguradoras e administradores de frotas.

É comum que as decisões de seguro e de avaliação de tarifa na FIPE levem em conta não apenas o modelo, mas a configuração específica do veículo. A marca, associada a um histórico de confiabilidade e a uma rede de assistência técnica, pode influenciar a percepção de valor residual e o custo de manutenção, aspectos relevantes para a precificação de seguros. Além disso, o DAF XF 105, com revisão de linha mais recente, representa uma proposta de hardware moderno que, quando bem mantida, tende a apresentar boa disponibilidade de peças e menor probabilidade de falhas graves, pontos que ajudam na construção de propostas de seguro mais estáveis ao longo do tempo.

Entendendo a configuração 6×2 com Front Twin Steering (FTS)

A expressão 6×2 refere-se à configuração de rodas do veículo: ele tem seis rodas, sendo apenas duas rodas de tração acionadas. Essa organização equilibra a capacidade de carga com a necessidade de manobrabilidade e custo de operação. Em muitos desenhos de 6×2, há a presença de um eixo auxiliar que pode estar fixo ou ser retrátil, dependendo da versão, o que impacta o peso, o desempenho e a flexibilidade de uso em diferentes rotas e tipos de carga. Já a sigla FTS, quando associada a DAF XF 105, aponta para uma configuração específica relacionada à direção dianteira, conhecida como Front Twin Steering (dupla direção dianteira) em algumas versões. Essa solução de direção adicional pode melhorar a manobrabilidade em trechos urbanos com carretas ou combis pesadas, além de facilitar o retorno de curva em trechos de curva acentuada com peso elevado. Embora o FTS seja mais comum em determinadas variantes e mercados, ele é relevante para a avaliação de risco de colisões leves, desgaste de componentes de direção e comportamento em manobras, fatores que influenciam a avaliação de seguro e, consequentemente, a posição do veículo na FIPE quando houver interoperabilidade entre modelos com direção adicional e sem ela.

Para o gestor de frotas ou corretor de seguros, entender o impacto da configuração 6×2 e do FTS na prática é essencial. Em termos de custo de operação, essa combinação pode oferecer bom equilíbrio entre payload e consumo, especialmente em trajetos que misturam autoestradas e trechos urbanos. Em termos de segurança, a direção adicional pode ajudar a reduzir zonas de atrito em manobras de reboque, mas também requer planejamento de manutenção de componentes de direção, suspensão e eixo dianteiro. Ao considerar a Tabela FIPE, essas nuances constroem o contexto de avaliação do veículo e ajudam a justificar as variações de classificação de acordo com a configuração específica, ano-modelo e estado de conservação.

O que a Tabela FIPE reflete para caminhões de grande porte: principais fatores

A FIPE, ao compilar valores de caminhões usados, não trabalha com um único número fixo para cada configuração. Ela agrega dados de transações reais, levando em conta fatores como ano de fabricação, quilometragem média, estado de conservação, histórico de manutenções e alterações de configuração (por exemplo, terapia de eixos, rebaixos, adição de equipamentos). No caso do DAF XF 105 FTS 510 6×2 de 2018, o que tende a aparecer na FIPE é uma faixa de referência que reflete a aplicação típica desse conjunto motor-transmissão e carroceria, bem como a disponibilidade de unidades equivalentes no mercado. Em termos práticos para seguros, isso significa que a seguradora pode usar a referência FIPE como balizador para estimar o custo de cobertura do veículo ao lado de outros fatores operacionais, como uso da frota, histórico de sinistros, trechos percorridos e perfil de motorista.

Outro ponto relevante é a relação entre a idade do veículo e o desgaste de componentes críticos. Caminhões pesados com motor MX-13, transmissão TraXon e configuração 6×2 costumam exigir atenção particular a itens como sistema de embreagem, eixos, suspensão, sistema de freios e componentes de motor. Investimentos em manutenção preventiva tendem a manter o veículo dentro de condições aceitáveis para o mercado de seguros, o que, por sua vez, pode impactar positivamente as tarifas ao longo do tempo, mesmo sem depender de mudanças extremas de configuração. Em resumo, a FIPE funciona como um referencial, mas a avaliação final de cada unidade dependerá de um conjunto de características observadas no momento da transação ou da cotação de seguro.

Implicações práticas para corretores, frotistas e seguradoras

Para corretores de seguros e gestores de frota, compreender a relação entre a ficha técnica, a configuração de eixo e a leitura da FIPE ajuda a estruturar propostas com mais precisão. Alguns pontos práticos a considerar incluem:

  • Os dados de motor, potência e torque ajudam a dimensionar a cobertura de responsabilidade civil, bem como a avaliar a necessidade de coberturas adicionais para ativos de alto valor e para operadores que atuam em rotas desafiadoras.
  • A configuração 6×2 com FTS pode impactar a avaliação de risco de manobra, desgaste de direção e custos de manutenção, o que pode refletir em perguntas técnicas na cotação de seguro.
  • A disponibilidade de peças e a rede de assistência no Brasil para a linha DAF influenciam o custo de manutenção. Em frotas com várias unidades, isso pode ser um fator de decisão entre manter veículos de origem DAF ou considerar opções com redes de suporte mais amplas.
  • A idade, o histórico de uso (horas técnicas ou quilômetros percorridos), o estado geral de conservação e o registro de intervenções de serviço são componentes que, somados, ajudam a estimar a robustez da proteção contratada e a definir franquias, coberturas de casco e assistência 24h para atuação com o XF 105 6×2.

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