Seguro viagem para quem tem mais de 90 anos: caminhos e opções viáveis para viajar com tranquilidade

Viajar após os 90 anos é uma possibilidade real para muitos brasileiros, seja para rever a família, conhecer novos lugares ou manter uma rotina de lazer. No entanto, contratar um seguro viagem nessa faixa etária envolve particularidades que vão além do preço. Aos 90 anos, cada viagem pode exigir uma avaliação cuidadosa do que é realmente necessário para proteção médica, emergências, repatriação e custos adicionais que podem surgir em território internacional. Este artigo busca apresentar caminhos práticos e opções disponíveis, com foco em alternativas que costumam funcionar bem para quem está nesse grupo etário, sem perder de vista a importância de ler com atenção as condições de cada contrato e de consultar uma seguradora ou corretora especializada para esclarecer dúvidas específicas.

Contexto da aceitação de seguros na faixa etária mais elevada

Os seguros viagem costumam basear as decisões de aceitação e o valor do prêmio em riscos associados à idade, ao estado de saúde e às atividades previstas durante a viagem. Quanto maior a idade, maior é a probabilidade de ocorrência de eventos médicos complexos ou supostos, como internações, necessidade de repatriação ou evasões de custos hospitalares em destinos com sistema de saúde caro. Por isso, não é incomum encontrar seguradoras que adotem underwriting rígido para 90+, com exigência de informações médicas prévias, histórico de doenças e, muitas vezes, limitações de coberturas (ou elevação de prêmios). Em alguns casos, a aceitação pode depender de uma consulta médica pré-viagem, de exames e do envio de prontuário para avaliação. Isso não significa que não haja opções: significa, principalmente, que escolher a cobertura adequada exige verificar com cuidado o que cada apólice oferece, quais são as exclusões e quais limites se aplicam a idosos com necessidades especiais.

Seguro viagem para mais de 90 anos: alternativas

Além disso, a geografia da viagem influencia bastante: alguns planos são mais robustos para determinados destinos (países com sistemas de saúde mais caros ou com exigências administrativas específicas), enquanto outros costumam oferecer condições mais simples para trajetos de curta duração ou para embarques com cuidadores acompanhantes. Por fim, vale destacar que, para quem viaja com alguém que atua como cuidador ou acompanhante, é comum encontrar opções que contemplam esse apoio adicional, desde que o contrato esteja alinhado às necessidades de ambos os viajantes. É essencial observar que nem todo plano é igual para quem tem mais de 90 anos.

Principais alternativas de cobertura para 90+

  • Planos com aceitação para idosos com underwriting moderado, com limites mais baixos e exclusões comuns, mas com cobertura para emergências médicas e repatriação.
  • Seguro de viagem com aceitação de idades avançadas mediante avaliação médica prévia, priorizando a cobertura de emergência médica e gastos hospitalares.
  • Cobertura com rede de atendimento e repatriação médica internacional, útil para quem viaja com acompanhantes ou cuidadores, oferecendo suporte 24 horas e apoio logístico.
  • Opções alternativas com assistência de viagem incluída em alguns cartões premium ou seguros de viagem vinculados a planos de saúde, que podem oferecer condições mais flexíveis para quem tem 90 anos ou mais.

O que observar ao contratar

Ao buscar seguro viagem para indivíduos com mais de 90 anos, alguns aspectos merecem atenção especial para evitar surpresas desagradáveis. Primeiro, é imprescindível verificar se há exigência de underwriting (avaliação de riscos) e quais são as limitações de coberturas para emergências médicas, internações e repatriação. Muitos planos costumam restringir a cobertura para doenças preexistentes ou condições crônicas, e alguns podem excluir atividades consideradas de maior risco ou exigir documentação médica adicional para aprovação. Em todos os casos, leia com cuidado as exclusões, prazos de carência, regimes de franquia ou coparticipação e as regras de reajuste de prêmio ao longo do tempo.

Outro ponto crucial é a decisão sobre a duração da viagem. Planos que cobrem viagens curtas (até 30, 60 ou 90 dias) podem oferecer condições mais simples para aceitação e custos menores, enquanto viagens prolongadas costumam exigir apólices com carência menor e cobertura mais ampla, o que tende a impactar o preço. Em viagens para destinos com rede médica limitada ou onde o custo de procedimentos é elevado, a astúcia está na seleção de uma cobertura que inclua assistência 24h, possibilidade de transporte de retorno ao país de origem e, quando possível, assistência para acompanhantes ou cuidadores.

Não menos importante é a avaliação de doenças pré-existentes. Mesmo planos que aceitam idosos costumam impor restrições para condições como doenças cardíacas estáveis, diabetes, hipertensão mal controlada, câncer em tratamento ou condições neurológicas. Será comum exigir documentos recentes do médico, laudos que comprovem a estabilidade clínica e, em alguns casos, a inclusão de um parecer médico que autorize a viagem. Em todas as situações, quanto mais transparente for o relato de saúde no momento da contratação, maiores as chances de ajustarmos a cobertura de forma adequada e evitar complicações durante a viagem.

Outra dimensão relevante é a rede de atendimento. Em viagens internacionais, a rede credenciada e a disponibilidade de atendimento em língua local podem fazer diferença na qualidade da assistência. Algumas apólices destacam a necessidade de utilização de médicos ou hospitais credenciados pela seguradora, o que pode reduzir custos e facilitar o repatriamento. Já outras opções permitem maior flexibilidade, com a possibilidade de escolha de prestadores sem rede, porém a um custo maior em caso de eventos graves. Avaliar a viabilidade prática dessas escolhas, considerando o destino, é uma etapa essencial do planejamento.

Por fim, considere o papel do cuidador ou acompanhante durante a viagem. Em muitos casos, o seguro oferece cobertura para custos adicionais quando há acompanhante necessário para acompanhar o viajante, bem como para deslocamentos, estadas em hotéis ou traslado médico de volta ao país. A presença de um cuidador pode exigir apólice específica ou inclusão de uma cláusula adicional, portanto vale confirmar essa possibilidade antes de fechar contrato.

Para quem está navegando por opções, é útil entender que o equilíbrio entre cobertura e custo costuma depender de: idade, estado de saúde, destino, duração da viagem e disponibilidade de rede. Embora seja comum encontrar prêmios mais altos nessa faixa etária, há soluções viáveis que conciliam proteção essencial com um custo administrável, desde que a escolha seja baseada em uma avaliação honesta do risco e nas necessidades reais do viajante.

Tabela: cenários comuns de cobertura por idade

CenárioCobertura típicaCondições comunsObservações
90-94Emergência médica, hospitalização, repatriaçãoUnderwriting moderado; exclusões para doenças graves; limites menoresAlta sensibilidade à idade; pode exigir laudos recentes
95-99Emergência médica, gastos hospitalares limitadosCuidados com pré-existentes; maior necessidade de documentaçãoCusto elevado; cobertura mais restrita
100+Opções especiais (quando aceitas) com alto custoRisco muito alto para seguradoras; disponibilidade variávelNem todas as seguradoras oferecem para esse intervalo

Como funciona a cobertura na prática

Quando a contratação é aprovada, a apólice define regras claras sobre o que está coberto, como acionar o seguro e quais situações são excluídas. Em especial, para 90+, costuma haver carência em determinadas coberturas, principalmente aquelas relacionadas a doenças pré-existentes não esclarecidas no momento da contratação. A carência significa que, mesmo com a apólice vigente, alguns serviços só passam a ter cobertura após um período de permanência do seguro. Em viagens internacionais, a assistência 24h é um diferencial importante, pois facilita a comunicação com médicos, coordenação de internação, orientação sobre a melhor rede de hospitais no destino e, se necessário, apoio para o retorno ao país de origem. Além disso, muitas apólices incluem serviços de repatriação médica, que consistem no retorno do viajante a um hospital adequado ou ao país de origem quando o tratamento necessário não é disponível localmente ou é mais seguro fazer o tratamento em casa.

Exclusões comuns podem incluir: doenças não estáveis no momento da viagem, condições que exigem cirurgia de urgência, tratamentos experimentais, participação em atividades consideradas de alto risco (escalada, mergulho autônomo, paraquedismo) sem a anuência da seguradora, entre outras. Por isso, é essencial alinhar as atividades previstas com o consultor da seguradora e deixar claro se haverá cuidadores, acompanhantes ou deslocamentos grandes entre cidades ou países. Em termos práticos, a viabilização de uma viagem segura para 90+ passa pela escolha de uma apólice com cobertura suficiente para emergências graves, disponibilidade de assistência internacional, boa rede de atendimento e clareza sobre as situações que não entram na cobertura.

Além disso, vale considerar a forma de pagamento e a flexibilidade de prazos. Planos com parcelas mensais podem facilitar o ajuste financeiro, especialmente quando o viajante tem gastos recorrentes com saúde. Em alguns casos, as seguradoras permitem a compra de apólice com validade apenas para a data de viagem específica, o que ajuda a manter o custo sob controle. Já para quem pretende viajar com frequência, pode haver opções de planos de temporada ou pacotes anuais com condições diferentes, que devem ser avaliados com cuidado para não comprometer a cobertura necessária em cada viagem.

Por fim, a comunicação com a corretora ou com a seguradora é decisiva. Um atendimento especializado que entenda as particularidades de idade avançada, doenças crônicas e necessidades de cuidadores pode evitar frustrações no momento do uso da apólice. Um processo de underwriting bem conduzido, com a entrega dos documentos corretos, o preenchimento honesto de informações de saúde e a verificação de compatibilidade entre as atividades pretendidas e as coberturas disponíveis, pode reduzir significativamente o risco de negativas ou de cobranças inesperadas durante a viagem.

Para este público, a escolha da apólice não é apenas sobre o preço, e sim sobre coberturas de emergência, repatriação e assistência. É essencial observar que nem todo plano é igual para quem tem mais de 90 anos.

Conclusão prática: etapas rápidas para avançar

1) Defina a duração e o destino da viagem, levando em conta a disponibilidade de rede de atendimento no local. 2) Reúna informações médicas atualizadas (diagnósticos, tratamentos em andamento, medicações), pois a seguradora provavelmente solicitará um histórico clínico recente. 3) Consulte corretores de seguros ou empresas com experiência em produtos para idosos, para entender as opções com melhores condições de aceitação e de cobertura. 4) Compare pelo menos três propostas, verificando coberturas, carências, exclusões e o valor efetivo a pagar no prêmio, incluindo a possibilidade de acionar atendimento fora do país. 5) Verifique se há possibilidade de incluir acompanhante ou cuidador, caso isso seja relevante para a viagem.

Escolher a opção certa pode fazer a diferença entre uma viagem tranquila e a necessidade de lidar com custos médicos elevados em território estrangeiro. Com orientação adequada, é possível viajar com maior segurança, sabendo que há um suporte sólido caso haja necessidade de atendimento ou reembolsos relacionados a despesas médicas.

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