Entenda os deslizes mais comuns na contratação de Seguro Frota e caminhos práticos para evitá-los

Quando a operação depende de uma frota para entregar mercadorias, prestar serviços ou viabilizar a logística, a escolha do seguro adequado não é apenas uma formalidade, mas um pilar de continuidade, segurança financeira e tranquilidade administrativa. Contudo, erros recorrentes na contratação de Seguro Frota podem abrir lacunas de cobertura, elevar custos operacionais e deixar a empresa vulnerável a sinistros com impactos significativos. Este artigo apresenta os erros mais comuns e, em seguida, oferece orientações claras para evitá-los, com foco em critérios práticos que ajudam a alinhar a apólice às necessidades reais da sua frota.

1) Não alinhar a apólice ao perfil específico da frota

A composição da frota varia amplamente entre empresas: caminhões pesados, vans, furgões para entregas urbanas, veículos de apoio logístico e até equipamentos acoplados. Cada veículo possui valor de reposição, uso, zonas de atuação, quilometragem média e risco distinto. Quando a apólice é padronizada sem considerar esses elementos, surgem lacunas de cobertura ou custos desproporcionais.

Erros mais comuns na contratação de Seguro Frota e como evitá-los

Para evitar esse erro, vale mapear com precisão o perfil da frota: quais veículos compõem o fleet, qual é o uso principal (entrega urbana, distribuição rodoviária, serviço técnico móvel, etc.), qual é a circulação geográfica, qual o valor de reposição estimado e quais acessórios ou equipamentos ficam vinculados a cada veículo. Só assim é possível definir limites de cobertura, franquias e coberturas adicionais com base na realidade operacional. Além disso, leve em conta a gestão de motoristas: se há frotas com motoristas autônomos ou terceirizados, isso pode demandar coberturas específicas ou regras de endosso para terceiros.

2) Subestimar o valor de reposição ou o valor agregado da frota

É comum que empresas estimem apenas o valor de tabela ou o valor de aquisição de cada veículo, sem considerar o custo de reposição no cenário atual do mercado, nem a necessidade de cobrir itens agregados à frota (equipamentos de telemetria, baú frigorífico, rádios, ferramentas, protetores de caçambas etc.). Essa subestimação pode deixar a indenização aquém do necessário para reposicionar a operação rapidamente, forçando a empresa a arcar com parte da substituição com recursos próprios.

É fundamental manter atualizados os valores de reposição e inclusão de itens adicionais que compõem o custo total de substituição. Uma prática eficaz é realizar revisões semestrais ou anuais do valor de cada veículo, incluindo upgrades, acessórios instalados e o custo estimado de reposição no cenário de mercado atual. Trabalhar com base em planilha de ativos e, se possível, em cotações de reposição com fornecedores ajuda a manter a apólice alinhada à realidade.

3) Escolha inadequada de coberturas e de franquias

A oferta de coberturas para Seguro Frota pode incluir opções como casco (danos aos veículos), responsabilidade civil, danos a terceiros, roubo/furto, incêndio, assistência 24h, proteção de carga, entre outras. A escolha inadequada de coberturas e de níveis de franquia pode tornar a apólice inadequada para a operação ou economicamente pouco eficiente. Franquias muito altas reduzem o valor mensal, mas aumentam o custo efetivo em sinistros, enquanto coberturas insuficientes deixam a frota desprotegida em eventos de maior impacto.

Para evitar esse erro, considere as seguintes diretrizes ao definir coberturas e franquias:

  • Avalie a necessidade de cobertura para cada tipo de veículo e para cada rota de operação, incluindo risco de roubo em áreas com maior incidência.
  • Defina franquias que caibam no fluxo de caixa mensal da empresa e na frequência esperada de sinistros; uma franquia muito alta pode desencorajar a abertura de sinistros menores, prejudicando a proteção financeira.
  • Inclua coberturas específicas para equipamentos e cargas sensíveis (ex.: equipamento de TI embarcado, cabos de telemetria, baús frigoríficos) quando pertinente à operação.

4) Falta de gestão de sinistros e de documentação

Um bom seguro não é apenas a soma de coberturas, mas também a eficiência com que os sinistros são gerenciados. Documentação incompleta, cadastro de ativos desatualizado, ausência de fluxo interno para reporte de sinistros e demora na comunicação com a seguradora podem prolongar o tempo de indenização e aumentar o custo total da operação. Em muitos casos, a diferença entre uma indenização rápida e uma negativa depende da qualidade da evidência apresentada e da conformidade com as regras da apólice.

Para evitar esse problema, implemente procedimentos simples de sinistralidade: estabeleça um canal único de registro de ocorrências, mantenha fotos e registros de danos atualizados, organize um prontuário com dados de cada veículo (número de VIN, versão de motor, acessório instalado, data de aquisição, seguro anterior) e treine motoristas para relatar incidentes com informações mínimas, porém suficientes para análise pela seguradora. Uma boa prática é revisar o procedimento de sinistro após cada ocorrência, para identificar gargalos na cadeia de atendimento.

5) Falta de atualização de dados e renovação de apólice

A frota evolui com o tempo: novos veículos entram, substituições ocorrem, rotas mudam e o risco muda também. Quando a apólice não é revisada periodicamente, pode ocorrer descompasso entre a cobertura contratada e a realidade operacional. Isso resulta em cobranças desnecessárias ou, em casos de sinistro, em perdas maiores por falta de coberturas adequadas.

Para evitar esse problema, implemente uma rotina de revisão anual da apólice com base em dados atualizados da frota: verifique o inventário de veículos, ajuste valores de reposição, reavalie as coberturas de carga e as restrições geográficas, e alinhe a franquia ao orçamento da empresa. Além disso, ajuste limites de responsabilidade civil e de danos a terceiros conforme o crescimento da operação. A revisão periódica ajuda a manter a proteção adequada sem desperdícios.

Resumo rápido dos erros mais comuns e como evitá-los

Erro comumImpactoComo evitar
Não alinhar a apólice ao perfil da frotaLacunas de cobertura e custos desproporcionaisMapeie a frota, use dados de uso, geografia e valor de reposição; ajuste coberturas e limites
Subestimar o valor de reposiçãoIndenização insuficiente para reposição rápidaAtualize valores de reposição com frequência; inclua acessórios e equipamentos
Coberturas/franquias inadequadasCobertura insuficiente ou custo efetivo elevadoEscolha coberturas com base na operação; alinhe franquias ao fluxo de caixa; inclua proteção de carga

Conselhos práticos para melhorar a contratação de Seguro Frota

Além de evitar os erros discutidos, algumas práticas ajudam a tornar o seguro da frota mais eficiente e alinhado ao negócio:

  • Conte com um corretor especializado em seguros corporativos e, se possível, com foco em gestão de frotas. A visão de um profissional que entende de risco logístico pode fazer a diferença na escolha de coberturas, limites e condições de contratação.
  • Faça um diagnóstico de riscos da frota periodicamente: quais são os pontos de maior probabilidade de sinistro? Quais materiais e acessórios precisam de proteção adicional?
  • Documente bem o inventário da frota e mantenha-o atualizado, com registro de cada veículo, seus acessórios e condições.
  • Guarde evidências de telemetria ou de gestão de frotas que possam facilitar a análise de sinistros e a comprovação de uso adequado das coberturas.

Quando a seguradora compreende o funcionamento da operação, é mais fácil obter condições que realmente protejam a empresa sem onerar o custo. A repetição de avaliações e o alinhamento entre gestão de frotas e apólice de seguros reduzem falhas recorrentes e promovem uma cobertura mais próxima da realidade do negócio.

Para encerrar, vale a pena revisar a apólice com calma e, se fizer sentido, pedir uma cotação com a GT Seguros para comparar opções personalizadas à sua frota.