Descubra quais seguradoras já oferecem seguro para drones e como escolher a melhor opção
O uso de drones vem se revelando uma ferramenta indispensável em diferentes setores, desde produções audiovisuais até inspeções técnicas em infraestrutura, agricultura de precisão e monitoramento ambiental. Com esse crescimento, surge também a necessidade de proteção financeira frente a riscos como danos ao equipamento, perdas durante o transporte, interrupção de operações e, principalmente, danos provocados a terceiros. O seguro para drones deixa de ser um luxo para se tornar uma exigência prática, especialmente para operações comerciais, onde o risco de responsabilidade civil pode acarretar custos significativos. Este artigo orienta sobre quais seguradoras costumam oferecer esse tipo de seguro no Brasil, o que observar ao comparar planos e como estruturar a proteção de acordo com o seu perfil de operação.
Por que é importante segurar um drone?
Antes de escolher um seguro, vale compreender por que ele se torna uma peça fundamental no conjunto de ferramentas de quem usa drones para negócios ou atividades com alto rigor técnico. Em primeiro lugar, o investimento: drones profissionais costumam representar uma soma considerável entre plataforma, gimbal, câmera, baterias adicionais e acessórios. Um dano acidental pode significar perda total ou necessidade de substituição de componentes caros. Em segundo lugar, a responsabilidade civil: quando o drone opera em áreas públicas, privadas ou de terceiros, há uma possibilidade real de danos a pessoas, veículos, estruturas, cultivos ou animais. Nesses casos, o seguro atua como uma rede de proteção financeira e reputacional, facilitando a gestão do sinistro sem impactar o orçamento da empresa. Em terceiro lugar, questões logísticas: algumas operações exigem que o equipamento continue disponível para atendimento a contratos com prazos apertados. Uma cobertura adequada reduz o tempo de indisponibilidade, viabilizando retomadas rápidas das atividades. Por fim, a conformidade profissional: em muitos mercados, clientes e reguladores exigem que provedores de serviços com drones apresentem apólices de seguro como parte da avaliação de risco.

O que cobre um seguro de drone?
As coberturas variam conforme a apólice e a seguradora, mas, de forma comum, os planos contemplam:
• Casco do drone: indenização para reparo ou substituição do equipamento em caso de danos acidentais, colisões, quedas ou falhas mecânicas cobertas pela apólice. Em operações mais complexas, pode haver limites específicos por modelo e por item substituído.
• Responsabilidade civil (RC): cobertura para danos materiais e corporais a terceiros decorrentes da operação do drone, incluindo danos a pessoas, veículos, propriedades ou espaços privados e públicos. Em muitos cenários, a RC é a peça-chave para assegurar que eventuais custos judiciais sejam compartilhados pela seguradora.
• Roubo/furto e danos durante o transporte: proteção contra perda de equipamento durante deslocamentos entre locação, estúdios, canteiros de obra ou eventos.
• Despesas legais e custos de defesa: despesas com honorários legais e custas judiciais relacionadas a sinistros envolvendo o drone, dentro dos limites da apólice.
• Coberturas adicionais comuns: interrupção de operações (quando o equipamento fica indisponível por sinistro), acessórios e itens de reposição (baterias, cartões de memória, cabos, suportes), assistência 24h e até responsabilidades derivadas de uso de dados ou privacidade em contextos de filmagens e coleta de imagens.
É comum encontrar exclusões, limites de cobertura por tipo de uso (profissional versus amador), franquias e requisitos de qualificação do piloto (experiência, certificações, registro do equipamento). Um ponto que merece atenção especial é o tipo de operação: voos em áreas urbanas, próximos a pessoas, em ambientes com restrições aéreas ou em operações de alto risco podem exigir apólices com coberturas mais robustas e franquias menores.
Para reforçar um ponto-chave, pense no equipamento como um ativo de alto valor agregado, muito sensível a impactos em operações críticas. Este aspecto de alto custo e de exposição a riscos é justamente o que costuma diferenciar planos básicos de soluções mais completas para quem realiza atividades com maior grau de complexidade.
Quais seguradoras atuam no Brasil?
- Porto Seguro
- MAPFRE
- Bradesco Seguros
- Allianz
Essas seguradoras são referências no Brasil no que diz respeito a seguros para drones e, em geral, oferecem pacotes que contemplam casco, RC e coberturas adicionais compatíveis com operações profissionais. Vale notar que a disponibilidade de coberturas específicas, limites de indenização, franquias e condições de contratação pode variar conforme o perfil do cliente, o tipo de drone, o peso e a finalidade de uso (ex.: fotografia, inspeção, levantamento topográfico, entrega de itens leves, entre outros). Por isso, ao considerar uma apólice, é essencial discutir com o corretor quais coberturas são mais alinhadas ao seu caso e quais exigências regulatórias ou operacionais podem influenciar a contratação.
Tabela: Coberturas comuns por seguradora
| Seguradora | Casco/Equipamento | Responsabilidade Civil | Roubo/Perda durante transporte | Custos legais e defesa |
|---|---|---|---|---|
| Porto Seguro | Sim | Sim | Sim | Sim |
| MAPFRE | Sim | Sim | Sim | Sim |
| Bradesco Seguros | Sim | Sim | Sim | Alguns casos com franquias |
| Allianz | Sim | Sim | Sim | Sim |
Como comparar planos de seguro para drones
A comparação entre propostas de seguro para drones deve considerar, principalmente, o tipo de operação, o valor do equipamento, o ambiente de atuação e a forma de uso do drone. Abaixo estão orientações práticas para facilitar a escolha correta:
1) Defina o perfil da operação: o que você faz com o drone (fotografia, mapeamento, inspeção, entrega de itens) influencia diretamente as coberturas necessárias. Operações em áreas urbanas, próximas a pessoas ou em ambientes com restrições exigem coberturas mais completas, com menor franquia e maiores limites de indenização.
2) Quantifique o valor do equipamento: inclua o drone principal, câmeras acopladas, gimbal, baterias, carregadores, hélices sobressalentes e acessórios. Quanto maior o valor total, maior a importância de uma cobertura de casco robusta e com limite adequado.
3) Observe a cobertura de responsabilidade civil: verifique o limite de indenização por dano a terceiros, a abrangência geográfica (Brasil, região ou internacional) e se há diferenciação entre danos materiais e danos corporais.
4) Condições de uso e exclusões: leia atentamente as exclusões (uso fora de normas, voos sob efeito de substâncias, competições, voos em áreas de risco) e as exigências de qualificação do operador (certificados, registro do drone, idade mínima). Barganhar termos de franquia também pode impactar o custo.
5) Franquia e teto de indenização: a franquia é o valor que o segurado paga do próprio bolso em cada sinistro. Planos com franquias menores costumam ter prêmio mais alto, mas reduzem o desembolso em caso de ocorrências. Já o teto de indenização determina até onde a seguradora paga, então é crucial alinhá-lo ao valor de reposição do equipamento.
6) Limites de reposição: alguns contratos oferecem reposição “like‑kind” (equipamento igual ou similar) ou reposição com valor atual de mercado. Em operações com equipamentos desatualizados, a escolha entre reposição nova ou equivalente deve ser considerada com cuidado.
7) Assistência e serviços adicionais: disponibilidade de assistência 24h, suporte técnico, avaliação de sinistros, recolhimento do equipamento e serviço de entrega de peças podem acrescentar valor à apólice, especialmente para operações contínuas.
8) Processo de sinistro e tempo de indenização: pergunte sobre prazos médios de avaliação, necessidade de orçamento para reparos, rapidez de pagamento e facilidade de atendimento em caso de sinistro. Um atendimento ágil faz diferença quando a operação depende de um equipamento com alto grau de uso.
Casos de uso e exemplos de cenários de sinistro
Para entender como o seguro atua na prática, considere alguns cenários comuns entre operações com drones:
• Fotografia aérea para imobiliárias e produções cinematográficas: o casco pode cobrir quedas durante manobras em locação de espaços ou falhas mecânicas que danifiquem o drone ou a câmera acoplada. A RC protege danos causados a terceiros, como pedestres ou veículos em vias públicas, caso o drone se desloque de forma inesperada.
• Inspeções industriais (torres de iluminação, linhas de transmissão, estruturas metálicas): a RC é fundamental para reparar danos a terceiros em áreas de difícil acesso. O casco protege o equipamento durante operações em alturas, onde o risco de queda é maior.
• Agricultura de precisão: drones operando em grandes áreas com sensores podem exigir coberturas específicas para o equipamento, bem como RC para eventuais danos a áreas vizinhas (como culturas adjacentes, casas de clientes ou vias públicas próximas).
• Mapear obras e áreas de construção: nesse contexto, o tempo de inatividade pode significar prejuízos contratuais. Planos com cobertura de interrupção de operações e reposição rápida ajudam a manter o cronograma do projeto.
• Eventos e coberturas de filmagens em locais públicos: a RC torna-se relevante para incidentes envolvendo terceiros que possam ser impactados por imagens ou quedas de equipamento em áreas abertas, como feiras, shows ou atividades esportivas.
Entender o tipo de operação, o ambiente de atuação e os objetivos de negócio é crucial para alinhar as coberturas com as necessidades reais. A boa prática é revisar a proteção com o corretor, simulando cenários de sinistro e avaliando se as coberturas cobrem adequadamente cada tipo de risco presente no dia a dia da operação.
Além disso, a escolha entre um seguro com foco exclusivo em casco ou um pacote com RC mais robusta pode depender da probabilidade de incidentes em sua rotina. Em operações com maior exposição a prejuízos a terceiros, priorizar RC e limites de indenização adequados pode evitar custos significativos caso algum incidente ocorra.
Como estruturar a cotação com uma corretora especializada
Ao solicitar cotações para seguro de drone, leve em consideração as informações que costumam agilizar a avaliação do risco e a personalização da apólice. Documentos típicos que costumam ser solicitados incluem:
• Especificações técnicas do drone (modelo, peso, câmera, gimbal, baterias, acessórios);
• Finalidade da operação (profissional, hobby, academias, fotografia de imóveis, inspeção técnica);
• Local de operação (cidades, regiões, se há operações em áreas com restrições de voo);
• Histórico de sinistros ou de soluções de seguro anteriores;
• Informações do operador (experiência, certificações, treinamentos).
O papel da GT Seguros, nesse cenário, é entender o seu uso específico, mapear as coberturas que mais agregam valor ao seu modelo de negócio e apresentar opções de diferentes seguradoras de forma objetiva. Ao comparar propostas, você terá um panorama claro sobre limites, franquias, coberturas adicionais e condições especiais.
Perguntas frequentes (FAQ)
• O seguro para drone cobre falhas mecânicas do equipamento durante o voo? Em muitos casos, sim, desde que estejam contempladas na cobertura de casco, sujeitas aos termos da apólice e aos limites definidos. Questões de manutenção regular, desgaste natural e uso inadequado costumam ficar sob exclusões ou condições específicas.
• É necessário ter um piloto certificado para contratar o seguro? Em operações comerciais, muitas seguradoras pedem comprovação de qualificação do piloto, registro do equipamento e conformidade com as normas locais de operação. Mesmo para uso amador, algumas apólices podem exigir verificação básica de competência para reduzir o risco de sinistros.
• O seguro cobre danos causados a imóveis ou pessoas em áreas públicas? Em grande parte dos planos, sim, desde que o sinistro esteja dentro da cobertura de responsabilidade civil. A apólice define limites por evento ou por período, bem como a cobertura geográfica.
• Qual a diferença entre reposição por valor de nova comparação com reposição por valor atual de mercado? A reposição por valor de nova costuma indenizar com a aquisição de equipamento igual ao modelo segurado ou equivalente, enquanto a reposição por valor de mercado pode levar em conta a depreciação e o custo de reposição atual no mercado. Avaliar qual opção é mais interessante depende do seu planejamento financeiro e da idade do equipamento.
• Existem custos adicionais, como assistência 24h ou serviço de avaliação de sinistro? Muitos contratos oferecem serviços de assistência, avaliação de danos, suporte técnico e facilidades de reposição. Esses benefícios costumam justificar prêmios mais elevados, mas podem reduzir o tempo de retorno às operações.
Se você busca uma abordagem prática para proteger seus investimentos com drone, a GT Seguros está preparada para orientar na escolha de coberturas, limites e condições que melhor atendem ao seu cenário de uso. A expertise de corretor é a chave para uma solução sob medida, alinhando custo, cobertura e tranquilidade operacional.
Para quem quer uma orientação prática, pedir uma cotação com a GT Seguros pode acelerar o processo e comparar ofertas de maneira objetiva.
