Seguro viagem para quem tem mais de 90 anos: como funciona, opções disponíveis e cuidados essenciais

Viajar é uma experiência valiosa em qualquer fase da vida, e para quem está próximo ou acima dos 90 anos, a curiosidade de conhecer novos destinos pode ser real e motivadora. No entanto, contratar um seguro viagem nesse grupo etário envolve particularidades que vão além da escolha de coberturas “genéricas”. A aceitação, os limites de coberturas, as exigências de saúde e as carências variam bastante entre as seguradoras, e entender o funcionamento desse processo ajuda a planejar viagens com mais tranquilidade e segurança. A boa notícia é que, com o planejamento adequado, é possível encontrar opções compatíveis com necessidades de idosos de alta idade, reduzindo surpresas desagradáveis em situações de uso.

1. Por que as seguradoras costumam restringir ou ajustar para viajantes acima de 90 anos?

As seguradoras trabalham com avaliação de risco para prever gastos com assistência médica no exterior, que costumam ser muito altos em casos de complicações de saúde durante viagens. Em faixas etárias avançadas, o risco de internações, procedimentos médicos complexos e evacuações médicas aumenta, o que impacta diretamente o custo do seguro. Por isso, é comum encontrar limites de idade, exigência de informações médicas adicionais, ou até a recusa de alguns tipos de cobertura para indivíduos com 90 anos ou mais. Além disso, a duração da viagem, o destino, o tipo de atividades planejadas e o histórico de saúde do segurado influenciam a decisão de aceitação e as condições contratadas. Em termos práticos, nem todos os planos disponíveis para viajantes mais jovens estão disponíveis para quem tem idade muito avançada, e, quando existem opções, costumam vir com exigências específicas e custos mais altos.

Seguro viagem acima de 90 anos: é possível?

Entender essa lógica ajuda a separar o que é essencial para uma viagem segura do que pode gerar custos adicionais sem necessidade. É comum que, para esse grupo, as seguradoras adotem medidas como: limitar a cobertura médica a determinados montantes, restringir alguns tipos de despesas, estabelecer carências para certas coberturas ou exigir avaliações médicas prévias. A boa notícia é que há operadoras e produtos especializados que aceitam segurados com 90 anos ou mais, desde que haja transparência sobre o estado de saúde e as condições de viagem.

2. Como funciona a aceitação de segurados acima de 90 anos?

A aceitação em seguros de viagem para pessoas com idade muito avançada costuma passar por uma etapa de underwiring médico, ou seja, avaliação de risco com base na saúde atual do segurado. Nessa etapa, as seguradoras costumam considerar fatores como:

  • Histórico de saúde estável: doenças crônicas controladas, sem episódios recentes graves, aumentam as chances de aceitação, embora com condições específicas;
  • Condições agudas em tratamento: condições não estáveis ou em tratamento ativo podem levar à recusa ou a exigência de declarações adicionais;
  • Tipo de viagem: destino, duração, tipo de hospedagem e atividades previstas influenciam o custo e a cobertura; viagens de longa duração para zonas com acesso médico limitado costumam exigir planos mais robustos;
  • Documentação médica: laudos, exames ou atestados podem ser solicitados para comprovar aptidão para viajar e manter o plano vigente;

É comum encontrar duas possibilidades nesse contexto: aceitar o segurado com restrições (limites de cobertura, exclusões específicas, ou prazos de carência mais longos) ou oferecer opções com prêmios mais altos e condições mais rigorosas. Em alguns casos, as seguradoras trabalham com produtos específicos para idosos, que costumam prever atendimento 24 horas, assistência médica emergencial, traslado de emergência e repatriação, sempre com clareza sobre o que está coberto e o que fica fora.

3. Quais coberturas normalmente são oferecidas e onde há limitações?

Para viajantes com 90+ anos, as coberturas mais relevantes costumam incluir:

  • Cobertura médica emergencial: despesas médicas no exterior, internação, cirurgias, exames e serviços de gama semelhante;
  • Evacuação médica e repatriação: remoção de emergência para o local mais próximo com capacidade adequada ou retorno ao país de origem;
  • Custos com retorno antecipado ou cancelamento de viagem por questões médicas graves;
  • Perda ou atraso de bagagens e documentos;
  • Assistência 24 horas para orientação médica, informações sobre serviços locais e suporte em situação de emergência.

Por outro lado, algumas limitações costumam aparecer com mais frequência nesta faixa etária:

  • Limites máximos de cobertura médica: frequentemente mais baixos do que em planos para faixas etárias mais jovens; há cidades onde despesas exorbitantes podem exigir cuidado extra na escolha do plano;
  • Exclusões relacionadas a condições pré-existentes não estáveis: muitas apólices condicionam a cobertura a doenças sob controle ou podem excluir tratamentos relacionados a condições que não estejam estáveis há determinado período;
  • Períodos de carência: alguns itens, especialmente os que envolvem assistência médica, podem ter carência, ou seja, só entra em vigor depois de um tempo de vigência do contrato;
  • Atividades de alto risco: esportes radicais ou atividades perigosas costumam ficar excluídos, o que é relevante para quem planeja trilhas, mergulho, ou viagens com atividades de alto esforço físico;

É essencial ler com atenção as condições de cada apólice e, se necessário, conversar com o corretor para entender se há possibilidades de incluir coberturas adicionais específicas para o viajante com 90+ anos. Em muitos casos, o ajuste de expectativa está associado ao equilíbrio entre o custo da apólice e a amplitude da proteção.

4. Dicas práticas para quem tem 90+ e quer viajar

Planejar com antecedência e manter a documentação organizada faz toda a diferença. Abaixo estão orientações úteis, com foco em condições comuns para viagens na faixa de idade elevada:

  • Prepare a documentação médica: leve históricos de saúde, diagnósticos estáveis, medicamentos em uso, alergias e contatos de emergência. Levar a receita em formato legível facilita o atendimento local e a aprovação de cobertura.
  • Opte por planos com avaliação médica prévia, se possível: alguns produtos exigem uma declaração de saúde estável para aprovação, o que pode evitar surpresas durante a viagem.
  • Considere planos com cobertura de evacuação/repatriação de alto custo: em destinos com serviços médicos menos accesíveis, esse recurso pode significar a diferença entre tratamento adequado e custos elevados.
  • Verifique atividades permitidas e exclusões: se pretende praticar atividades com algum grau de risco, confirme se o plano cobre tais situações ou se haverá recusas de cobertura para esse tipo de prática.

Em síntese, a idade avançada não impede viajar, desde que as coberturas estejam alinhadas às necessidades do viajante e que haja uma compreensão clara do que é oferecido pela apólice. O segredo está em escolher produtos que combinem cobertura adequada, custo aceitável e condições de aceitação que não comprometam a viagem.

Tabela: opções e características comuns para viajantes com 90+ anos

AspectoO que observarComo varia para 90+
AceitaçãoQuestionário médico, declaração de saúde, histórico controladoPode exigir documentação adicional e ter aceitação com ressalvas ou com prêmio mais alto
Cobertura médicaDespesas hospitalares, consultas, examesPossível teto menor; importância de verificar limites por região/país
Evacuação/repatriaçãoTransporte médico para o local com atendimento adequadoUso mais provável para condições graves; pode ter teto específico
Condições pré-existentesDeclaração médica necessáriaPodem ficar excluídas ou cobertas apenas se estáveis por período definido
Exclusões comunsAtividades de alto risco, tratamentos não cobertosGeralmente mais restritas para 90+

Ao comparar opções, vale considerar não apenas o preço, mas a abrangência real das coberturas, a credibilidade do atendimento de suporte 24 horas e a clareza das condições de aceitação. Em alguns casos, o que parece caro pode representar economia real em situações de emergência, especialmente quando envolve evacuação médica ou retorno sanitário ao país de origem.

Para quem está avaliando o próprio caso, vale o hábito de anotar perguntas-chave antes de falar com o corretor, como: Qual é o teto máximo de cobertura médica? Existem carências para doenças pré-existentes estáveis? Existem limites por país ou por tipo de internação? Quais extrassessões são permitidas ou excluídas? E, por fim, o que acontece se a viagem for interrompida por motivos médicos?

Em resumo, planejar com antecedência e contar com um parceiro de confiança no momento da contratação faz toda a diferença. A escolha de uma apólice adequada para uma pessoa com 90+ anos envolve equilíbrio entre necessidade real de proteção, custo e condições de aceitação pela seguradora. Um corretor experiente sabe orientar nessa trilha de escolhas, ajudando a entender as particularidades de cada produto, comparar propostas e encontrar o melhor encaixe para o perfil do viajante.

Se você está preparando uma próxima viagem ou pretende renovar o seguro para um familiar nessa faixa etária, vale considerar a consultoria de uma corretora especializada que compreenda os cenários específicos de idosos. A GT Seguros está pronta para avaliar o seu caso, apresentando opções que combinem tranquilidade, cobertura adequada e um atendimento ágil em situações de necessidade.

Para conhecer opções competitivas e adequadas ao seu caso, peça uma cotação com a GT Seguros.