Seguro viagem Brasil x Europa: diferenças de exigências e como se preparar

A decisão sobre qual seguro viagem contratar envolve mais do que escolher o preço ou a marca. Diferentes destinos impõem regras distintas, principalmente quando comparamos o Brasil com a Europa, especialmente a área Schengen. Enquanto alguns requisitos são mandatórios para quem precisa de visto, outros são recomendações que ajudam a evitar gastos imprevisíveis com assistência médica no exterior. Este artigo apresenta de forma educativa as principais diferenças de exigências entre Brasil e Europa e oferece caminhos práticos para planejar uma apólice que realmente proteja a viagem, sem surpresas no orçamento.

1) Contexto: por que as exigências variam entre Brasil e Europa

A primeira diferença relevante está na natureza regulatória. O Brasil não estabelece, de modo geral, uma exigência legal única para seguros de viagem de turistas que vão ao exterior. A escolha do seguro costuma depender da rota, do tipo de visto (quando houver) e das regras específicas de cada país de destino. Em termos práticos, isso significa que não existe uma “universal” exigência brasileira para viagens internacionais no turismo comum.

Seguro viagem Brasil x Europa: diferenças de exigências

Já na Europa, especialmente para quem pretende entrar na área Schengen, as exigências são mais explícitas e, em muitos casos, vinculadas a um visto. O objetivo é garantir que, em caso de doença, hospitalização ou necessidade de retorno/evacuação, o viajante tenha cobertura suficiente sem onerar excessivamente o sistema de saúde local. Por isso, a exigência de cobertura médica mínima aparece com mais clareza e costuma ser um fator decisivo na aprovação de vistos. Em resumo: a Europa impõe um patamar mínimo que sirve como “garantia de proteção” para o viajante, enquanto o Brasil não impõe uma regra única para todos os cenários de saída do país.

Essa diferença não se limita a uma fronteira física: o planejamento do seguro é também uma questão de planejamento financeiro. Ter uma cobertura adequada reduz o risco de você assumir custos inesperados — por exemplo, internações, transportes médicos emergenciais ou repatriação — que podem comprometer o orçamento da viagem e até a própria viagem de retorno.

2) O que pedir de documentação ao contratar o seguro

Ao buscar uma apólice de seguro viagem, alguns itens de documentação costumam ser determinantes para aprovar ou não a viagem, sobretudo quando há necessidade de visto para a Europa. Em termos práticos, vale trazer em mente três blocos de informações que costumam aparecer nas exigências formais:

  • Dados da apólice e contatos de emergência 24h: o viajante precisa ter easy acesso aos contatos da seguradora para acionar a assistência em qualquer fuso horário.
  • Comprovante de cobertura médica internacional adequada: quando o destino inclui Schengen, a exigência comum é de pelo menos 30.000 EUR para despesas médicas, hospitalização e repatriação.
  • Validade da apólice alinhada com as datas da viagem: a cobertura precisa abranger toda a estadia, com início e fim bem definidos para evitar lacunas.
  • Detalhes de cobertura adicionais: informações sobre evacuação médica, repatriação de restos mortais, cancelamento/interrupção de viagem, e exclusões relevantes.

Um ponto importante é entender que, embora a exigência europeia para vistos seja clara (quando aplicável), é comum que as apólices incluam também benefícios adicionais que ajudam em situações como cancelamento de viagem, atraso de voo ou perda de bagagem. Por isso, vale comparar não apenas o preço, mas o conjunto de coberturas inclusas e as limitações de cada plano.

3) Coberturas-chave: o que considerar para atender às regras da Europa e proteger o Brasil

Para quem viaja para a Europa com objetivo de obter visto Schengen, a referência é clara: o seguro precisa cobrir despesas médicas e evacuação/repatriação com um teto mínimo, geralmente expresso em euros. Além desse requisito, outras coberturas costumam ser altamente recomendadas para uma viagem tranquila. Abaixo, descreverei os itens centrais a considerar, destacando o que pode fazer diferença no custo e na tranquilidade da viagem:

– Cobertura médica e hospitalização compatible com o padrão europeu: a regra prática é buscar um teto mínimo de 30.000 EUR para despesas médicas, com possibilidade de adicionar evacuação médica e repatriação em caso de necessidade. Patamares maiores costumam reduzir a exposição financeira em situações mais graves. Essa exigência orienta o planejamento financeiro da viagem e o tipo de apólice que deve ser contratado.

– Evacuação médica e repatriação: a evacuação médica é um benefício essencial quando a gravidade da doença ou acidente exige atendimento em centros especializados ou em outros países. O ideal é verificar se a apólice prevê a evacuação para o país de origem e se há cobertura para repatriação de restos mortais, caso necessário. Em cenários de viagem de longa duração, esse recurso pode significar a diferença entre retornar rapidamente ou permanecer com custos elevados no exterior.

– Cancelamento e interrupção de viagem: situações imprevistas, como doença própria ou de familiares, podem levar ao cancelamento ou à interrupção da viagem. Ter uma cobertura que inclua despesas não reembolsáveis, reacomodação e custos de passagem de retorno ajuda a reduzir o impacto financeiro. Embora não seja uma exigência legal da Europa, é uma proteção valiosa para quem pretende investir tempo e recursos em uma experiência internacional.

– Coberturas adicionais: dependendo da natureza da viagem, algumas coberturas extras podem fazer diferença (por exemplo, cobertura para atividades esportivas de risco, eventual turismo de aventura, ou pré-existentes médicos com condições controladas). É importante ler as exclusões e limites para entender o que está incluído e o que não está, especialmente se você tem necessidades especiais ou viaja com crianças, idosos ou pessoas com condições médicas.

Para facilitar a visualização, segue uma síntese prática que ajuda a comparar rapidamente o que é mais relevante para o contexto Brasil vs Europa.

CritérioBrasilEuropa/Schengen
Cobertura médica mínimaVaria conforme a apólice; não há exigência única para turismo sem vistoNormalmente exige mínimo de 30.000 EUR para despesas médicas (quando há visto Schengen)
Repatriação/evacuaçãoIncluída conforme a apólice; depende do planoEssencial e com teto definido em muitos planos; recomendável verificar
Cancelamento/interrupção de viagemOpção disponível em muitas apólices; depende do contratoPode estar incluída; varia com a cobertura escolhida
Assistência 24hNormalmente incluída; verifique o suporte e o idiomaEspecificamente valorizada, com suporte ativo em várias línguas

Observação: as exigências específicas podem variar conforme o país de destino, o tipo de visto (quando aplicável) e o perfil da viagem. Sempre verifique as exigências do consulado ou da autoridade responsável pelo visto para o seu caso particular, antes de fechar a apólice.

4) Diferenças por tipo de viagem: turismo, estudo, trabalho

As necessidades de seguro de viagem podem se comportar de forma diferente conforme o objetivo da viagem. Abaixo, exploramos algumas situações comuns e como as exigências costumam se refletir na prática:

– Turismo de curta duração (turismo puro): para quem não planeja permanecer muito tempo e não tem exigência de visto, a decisão sobre o seguro fica mais flexível. Ainda assim, escolher uma apólice com pelo menos 30.000 EUR em cobertura médica (quando há destino europeu) ou equivalente global é uma prática comum para evitar surpresas com custos médicos no exterior. Além disso, vale considerar cancelamento/interrupção e assistência 24h para maior tranquilidade.

– Viagem com visto Schengen: quem entra na Europa com visto costuma ter exigência explícita de seguro com cobertura médica mínima de 30.000 EUR, repatriação e evacuação. Nesse cenário, o tempo gasto para providenciar a documentação pode ser menor se você já tiver uma apólice que atenda aos requisitos, mas é fundamental confirmar os limites e as inclusões com antecedência, pois a comprovação de seguro é parte do processo de visto.

– Estudos ou estágios de curta/Duração prolongada: estudantes costumam precisar de prazos de cobertura maiores, especialmente se a estadia for além de alguns meses. Algumas escolas ou instituições podem exigir documentação adicional, como carta de confirmação da instituição de ensino e prova de seguro com cobertura adequada. Além disso, estudantes podem buscar planos que incluam assistência odontológica e suporte a emergências em língua estrangeira, conforme a localidade.

– Trabalhar no exterior ou intercâmbio: quando há atividade remunerada, a percepção de risco aumenta e é comum que as companhias de seguro proponham coberturas com valores mais elevados, franquias menores e inclusão de responsabilidade civil em alguns casos. Em geral, vale ter clareza sobre o que a apólice cobre em relação a consequências de acidentes de trabalho, bem como o que ocorre em termos de assistência no país de acolhimento.

– Viagens longas ou movimentos entre países europeus: para viagens que envolvem várias entradas/saídas ou uma estada mais extensa, convém escolher uma apólice com validade contínua, sem lacunas, que cubra também eventual retorno antecipado por motivos de saúde. A flexibilidade de extensão de cobertura pode ser útil nesses cenários.

5) Dicas rápidas para contratar sem surpresas

Para facilitar a escolha e evitar retrabalho, seguem orientações práticas que ajudam a alinhar a apólice às exigências reais da viagem:

– Verifique o requisito mínimo de cobertura para o destino europeu quando houver necessidade de visto. Se a sua viagem inclui a Europa com visto Schengen, confirme se a apólice atende ao mínimo de 30.000 EUR para despesas médicas, bem como a evacuação e a repatriação.

– Analise as datas e a duração da viagem no momento da cotação. Uma apólice que não cobre toda a viagem pode gerar lacunas de proteção, especialmente em viagens com várias etapas ou repetições de viagem ao longo de meses.

– Leia as exclusões com atenção. Condições pré-existentes, esportes de risco, atividades específicas e eventos catastróficos costumam ter limitações. Entender o que não está coberto evita frustrações durante uma eventual necessidade de atendimento.

– Compare custo-benefício entre diferentes planos. Não se prenda apenas ao preço; verifique o teto de cobertura médica, as transferências de evacuação, o serviço de apoio 24h e a facilidade de acionar a seguradora no exterior.

– Considere opções adicionais de cobertura. Se você tem necessidades especiais, viaja com crianças ou planeja atividades com risco moderado, pode valer a pena escolher um plano com cobertura extra que inclua assistência odontológica, reembolso de despesas com saúde na fronteira, ou cobertura para cancelamento por motivos específicos.

– Prepare a documentação com antecedência. Tenha à mão a confirmação de reserva, datas, vínculos com o destino e dados básicos de identificação. Isso pode facilitar a emissão da apólice e a comprovação para fins de visto, se necessário.

– Consulte a reputação da seguradora e o atendimento ao cliente. Em emergências no exterior, o que realmente importa é a rapidez e a clareza no atendimento. Converse com a corretora ou com a seguradora sobre os canais de contato, idiomas disponíveis e tempo de resposta.

Ao planejar uma viagem Brasil x Europa, o conjunto de decisões envolve entender o tema de exigências, escolher coberturas adequadas e assegurar que a apólice cubra as situações mais prováveis de ocorrer durante a estadia. A Europa, com a exigência de seguro para vistos, costuma exigir um patamar de proteção mais definido, enquanto o Brasil oferece maior flexibilidade, mas sem abrir mão da necessidade de cuidado com o orçamento da viagem. Com a orientação certa, é possível encontrar uma solução que atenda tanto às exigências legais quanto às necessidades reais de proteção.

Se você está pronto para avançar na seleção da cobertura ideal para o seu caso, vale buscar uma cotação que leve em conta as exigências específicas do destino e o seu perfil de viajante.

Para facilitar, peça já uma cotação com a GT Seguros e compare coberturas ideais para Brasil e Europa.