Valor FIPE Atual
R$ 121.844,00
↓ 0,2% vs mês anterior
FIPE: 060006-7
Ano: 2015-3
MêsPreço
Jan/26R$ 121.844,00
Dez/25R$ 122.076,00
Nov/25R$ 122.260,00
Out/25R$ 122.555,00
Set/25R$ 122.949,00
Ago/25R$ 123.208,00
Jul/25R$ 123.406,00
Jun/25R$ 123.530,00
Mai/25R$ 123.778,00
Abr/25R$ 123.890,00
Mar/25R$ 124.077,00
Fev/25R$ 124.152,00

Guia técnico e aplicação da Tabela FIPE para o Agrale Marruá AM 150 2.8 CD TDI Diesel (2015)

A Tabela FIPE é um referencial amplamente utilizado no mercado brasileiro para estimar o valor de mercado de veículos usados. Quando se trata de modelos especiais, como o Agrale Marruá AM 150 2.8 CD TDI Diesel de 2015, a leitura da tabela precisa ser contextualizada pela ficha técnica, pelo histórico da marca e pelas especificidades de uso. Este artigo apresenta, de forma educativa, os componentes que influenciam a avaliação de seguros e como a FIPE dialoga com a proteção veicular para um veículo com perfil 4×4, motor diesel e aplicação de serviço pesado.

Quem é a marca Agrale

Agrale é uma empresa brasileira com uma trajetória marcada pela construção de veículos leves de uso comercial, militar e institucional. Fundada na década de 1960, a marca consolidou-se pela capacidade de oferecer soluções robustas para condições adversas de terreno e clima — características que permeiam toda a linha Marruá. A proposta da Agrale não é apenas produzir caminhões ou veículos utilitários; é criar plataformas que atuem como bases para aplicações específicas, como transportes logísticos, unidades de defesa, operações de resgate e apoio a serviços públicos. Esse posicionamento faz com que as versões Marruá sejam vistas como ferramentas de operação especializada, e não apenas como simples meios de transporte. O resultado é uma reputação de durabilidade, resistência e disponibilidade de peças em rede de assistência técnica dedicada, fatores que pesam na hora de contratar seguros com coberturas ajustadas às reais necessidades de uso e de manutenção.

Tabela FIPE Agrale MARRUÁ AM 150 2.8 CD TDI Diesel 2015

Ao considerar a Tabela FIPE para um veículo da Agrale, é importante entender que a marca, pela sua natureza industrial e pelas variações de configuração entre uso civil e uso institucional, pode apresentar valores de referência que refletem, ainda que indiretamente, a disponibilidade de peças, a complexidade de reparos e a demanda por serviços especializados. Assim, a avaliação de seguro para o Marruá exige uma leitura cuidadosa do conjunto de dados: a ficha técnica, o histórico de uso, o estado de conservação e a atividade para a qual o veículo foi designado. A FIPE funciona como um norte, mas não supre sozinho a necessidade de avaliar risco, custo de reposição e cenários de sinistro em um veículo com outras características que vão além de um automóvel de passeio comum.

Ficha técnica do Marruá AM 150 2.8 CD TDI Diesel (2015)

Abaixo, apresentam-se os elementos técnicos centrais, organizados de forma objetiva para apoiar a compreensão do desempenho, da capacidade de trabalho e do perfil de manutenção do Marruá. Vale lembrar que diferentes configurações podem existir de acordo com a finalidade (civil, missão institucional, transporte de carga, entre outras); as especificações descritas são representativas da linha AM 150 com motor 2.8 CD TDI Diesel, ano de referência 2015.

  • Motorização: 2.8 L, turbodiesel (TDI), com alimentação direta de combustível e tecnologia de injeção avançada.
  • Câmbio e transmissão: manual, típico de 5 marchas, com sistema de tração 4×4 e reduzida para uso off-road ou em terrenos desafiadores.
  • Potência e torque: potência aproximada entre 120 e 130 cv; torque na faixa de 300 a 340 Nm, dependendo da configuração específica da unidade.
  • Capacidade de uso/off-road: tração 4×4 com eixo dianteiro e traseiro sincronizados para manter a mobilidade em solos difíceis; carroceria adequada para suportar diferentes tipos de carrocerias de serviço.

Além dos itens acima, o Marruá apresenta características que costumam influenciar a avaliação de seguro, como robustez de chassis, suspensão preparada para terreno acidentado, capacidade de carga útil variando com a configuração da carroceria e peso próprio que tende a ficar próximo de 1,9 a 2,3 toneladas, dependendo do equipamento instalado. As dimensões de espaço interno e externo também podem variar com o tipo de carroceria e com itens adicionais instalados pela instituição usuário. O tanque de combustível costuma ser dimensionado para operações de campo, com capacidade compatível com jornadas prolongadas sem necessidade de reabastecimento frequente.

É relevante destacar que, em veículos de uso institucional ou militar, a variação de configuração pode impactar diretamente a franquia e as coberturas contratadas. Por exemplo, unidades com carroceria de paramédico, viaturas de resgate ou de transporte de equipes podem exigir itens específicos de proteção, como acessórios de comunicação, jaquetas de proteção, iluminação adicional, e reforços estruturais. Em termos de manutenção, o acesso a peças originais e a disponibilidade de mão de obra especializada influenciam o custo de reparo, o tempo de retorno e, consequentemente, o custo total de propriedade do veículo.

Contexto da Tabela FIPE e seu impacto na seguradora

A Tabela FIPE funciona como referência de valor de mercado para veículos usados no Brasil. Para a maioria dos modelos de passeio, o cruzamento entre ano, modelo, versão e quilometragem gera um número de referência que as seguradoras podem empregar ao calcular prêmios, coberturas de casco e garantias adicionais. No caso do Agrale Marruá AM 150 2.8 CD TDI Diesel de 2015, a aplicação da FIPE pode exigir complementos por conta da natureza específica do veículo. Existem fatores que inscrevem-se na prática de seguro para veículos utilitários pesados e de uso institucional, como:

  • Risco de sinistro relacionado a uso em áreas rurais ou de terreno acidentado, que tende a ser maior do que o de veículos urbanos comuns.
  • Custos de reparo mais elevados por conta de componentes especializados, como eixos, sistemas de transmissão 4×4 e peças diesel compatíveis com motores TDI de alto torque.
  • Possibilidade de configuração de carrocerias especiais, o que pode exigir avaliação de reposição ou cobertura de peças específicas.
  • Necessidade de informações adicionais para a determinação de valor de reposição, como o tipo de carroceria e a presença de acessórios instalados pela instituição.

Para seguradoras, o desafio é aliar o valor de mercado indicado pela FIPE com o custo de reposição em caso de sinistro total, levando em conta o estado de conservação, a quilometragem, o histórico de manutenção e a configuração de uso atual. Em muitos casos, o valor de reposição pode divergir do valor de mercadoFIPE, sobretudo para veículos de uso público ou institucional onde peças, módulos e carrocerias são customizados. Por isso, o corretor atua como elo de confirmação entre o cliente e a seguradora, buscando a melhor combinação entre custo de prêmio, proteção adequada e valor de reposição compatível com o custo de substituição do bem.

Como pensar a cobertura para o Marruá na prática de seguros

Quando se trata de um veículo com perfil de uso institucional, a proteção veicular deve contemplar não apenas a responsabilidade civil, mas também a proteção contra danos, furto, incêndio e riscos acessórios que costumam acompanhar operações de campo. Abaixo estão algumas diretrizes para orientar a decisão de coberturas de forma educativa e prática:

  • Casco/KK (Kasko): cobre danos ao próprio veículo, incluindo colisão, capotamento, rompimento de componentes da carroceria e danos em eventos de fora de estrada. Em veículos 4×4 com uso intenso, o nível de proteção costuma ser recomendado com franquias moderadas e reposição de peças originais ou equivalentes.
  • Roubo/furto e itens de acessórios: a proteção contra roubo pode incluir não apenas o veículo, mas também acessórios instalados (iluminação extra, comunicações, dispositivos de resgate). Em Marruá, com carroceria especializada, vale a pena assegurar itens que, em caso de sinistro, implicam custo elevado de reposição.
  • Responsabilidade civil obrigatória e facultativa: cobre danos a terceiros, incluindo danos materiais e pessoais. Em operações institucionais, esse componente é essencial para cumprir requisitos legais e para minimizar impactos financeiros em operações de serviço público.
  • Assistência 24h e serviços especializados: reforçar a assistência em caso de pane em campo, guincho para trechos remotos, suporte técnico de manutenção em unidades móveis. Para veículos com uso regular em áreas de difícil acesso, esse tipo de benefício pode reduzir o tempo de inatividade.

Emergências, vistoria de frota e planejamento de substituição são boas práticas. A FIPE funciona como uma referência para a avaliação do valor de mercado, mas, em operações institucionais com Marruá, a seguradora pode considerar o “valor de reposição” com base em um custo estimado para adquirir uma unidade com configuração equivalente, especialmente quando a carroceria tem especificações únicas ou é adaptada para missões especiais. Por isso, a coleta de informações precisas sobre o veículo, inclusive a versão exata, o tipo de carroceria instalada e o histórico de manutenção, é crucial para chegar a uma cotação justa e adequada ao uso pretendido.

Além disso, vale ressaltar que a vida útil de peças-chave em veículos 4×4 com propulsão diesel pode ser maior, mas exige manutenção periódica rigorosa — como verificação de sistemas de alimentação de combustível, troca de filtros, revisão de transmissão e inspeção de componentes de suspensão. A qualidade do serviço de assistência técnica e a disponibilidade de peças originais influenciam diretamente a experiência de segurado, o que por sua vez impacta a percepção de custo-benefício da cobertura contratada. Em resumo, para o Marruá, como para qualquer veículo de uso institucional com projeto off-road, o seguro ideal não é apenas aquele que protege contra o sinistro, mas aquele que minimiza inatividade, custos de reparo e complexidade de reposição.

Considerações finais sobre o uso da Tabela FIPE no contexto do Marruá

O objetivo da Tabela FIPE é oferecer uma referência de mercado para veículos usados, auxiliando clientes, corretores e seguradoras a estabelecerem uma base comum de comparação. Para o Marruá AM 150 2.8 CD TDI Diesel de 2015, a leitura da FIPE deve vir acompanhada da compreensão de que o veículo pertence a uma linha de uso mais específica, com características de robustez, capacidade de manobra em terrenos desafiadores e requisitos de manutenção diferenciados. Em termos de planejamento de seguro, esse conjunto de fatores impacta diretamente na avaliação de risco, no dimensionamento de coberturas e na definição de valores de reposição. A prática recomendada é alinhar a FIPE com a ficha técnica e com o histórico de uso do veículo, sempre em diálogo com a seguradora e com o corretor de seguros, para chegar a uma cobertura que proteja de forma eficaz o ativo, sem surpresas no momento de um eventual sinistro.

Se você busca uma solução de proteção adequada para este veículo, considere avaliar as opções de cotação com a GT Seguros. Eles podem orientar sobre as coberturas mais compatíveis com o perfil de uso do Marruá e facilitar o alinhamento entre o valor de referência da FIPE, o custo de reposição e o orçamento do seguro.