Valor FIPE Atual
R$ 222.554,00
↑ 0,4% vs mês anterior
FIPE: 031009-3
Ano: 1996-1
MêsPreço
Jan/26R$ 222.554,00
Dez/25R$ 221.674,00
Nov/25R$ 220.753,00
Out/25R$ 221.286,00
Set/25R$ 219.475,00
Ago/25R$ 218.629,00
Jul/25R$ 217.731,00
Jun/25R$ 217.950,00
Mai/25R$ 217.099,00
Abr/25R$ 215.073,00
Mar/25R$ 214.512,00
Fev/25R$ 214.641,00

Tabela FIPE Ferrari 355 GTS 1996: como interpretar o valor de referência e o contexto do modelo

Quando se fala em carros de alto desempenho e coleção, a Tabela FIPE é uma referência comum para entender o valor de mercado no Brasil. No entanto, modelos exclusivos ou de produção limitada, como o Ferrari 355 GTS de 1996, apresentam particularidades que vão além de uma simples comunicação de preço. Este artigo explora como a Tabela FIPE aborda esse modelo específico, quais fatores influenciam a sua posição de referência e como entender a ficha técnica para fins de seguro, avaliação de reparos e planejamento financeiro. A Ferrari, marca italiana icônica no mundo dos supercarros, incorporou, com o 355 GTS, uma combinação entre design marcante, engenharia de ponta e uma experiência de condução que ainda hoje é lembrada pelos entusiastas.

Ficha técnica resumida do Ferrari 355 GTS (1996)

  • Motor: V8 central de 3.5 litros, com tecnologia de 5 válvulas por cilindro, desempenho orientado para altas rotações; distribuição de potência típica da era.
  • Potência e torque: aproximadamente 380 cv a altas rotações, torque compatível com a resposta rápida do motor em curva de potência elevada.
  • Transmissão e tração: 6 velocidades manuais com transmissão “transaxle” típica da linha Ferrari, com tração traseira; opção de sistema semiautomatizado (F1) disponível em versões subsequentes da linha 355.
  • Desempenho e peso: aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 4,7 segundos e velocidade máxima em torno de 290–300 km/h; peso em ordem de marcha próximo de 1.300 kg, dependendo da configuração e de acessórios instalados.

A ficha técnica acima apresenta um quadro compacto de características que, ainda que enxuto, é útil para compreender o posicionamento do modelo no mercado de seguros, de avaliações e de reposição de peças. O Ferrari 355 GTS representa uma configuração com teto removível (targa) que combina esportividade com usabilidade, mantendo a aura de exclusividade que caracteriza a marca. Em termos de engenharia, o motor V8 de 3,5 litros, aliado a uma carroceria leve e ao conjunto mecânico de alta resposta, cria uma experiência de condução que exige atenção especial de manutenção e de seguros, especialmente quando comparada a veículos de produção em maior escala.

Tabela FIPE Ferrari 355 GTS 1996

Sobre a Ferrari: tradição, design e engenharia de uma marca icônica

A Ferrari, fundada por Enzo Ferrari em 1939, consolidou-se ao longo de décadas como sinônimo de performance, luxo esportivo e exclusividade. A marca nasceu no automobilismo, com uma mentalidade voltada para competir em alta cilindrada, com motores potentes, chassis ágeis e uma filosofia de engenharia que prioriza a ligação emocional entre o motorista e a máquina. O logotipo do cavalo rampante, reconhecido mundialmente, tornou-se um símbolo de status e excelência tecnológica. O 355, em particular, é uma página importante desse legado, representando a transição entre o design agressivo dos anos 1980 e a abordagem mais limpa e contemporânea de meados dos anos 1990.

Em termos de design, a Ferrari mantém uma identidade visual que dialoga entre a aerodinâmica eficiente, a elegância das linhas e a presença de elementos que comunicam velocidade mesmo em repouso. O 355 GTS, com o seu teto removível, é uma expressão dessa filosofia: oferece uma combinação de performance e experiência de dirigir ao ar livre, sem abrir mão do desempenho que tornou a marca reconhecida globalmente. Também é relevante mencionar que a Ferrari tem investido em tecnologia de chassis e aerodinâmica ao longo das gerações, o que influencia diretamente na percepção de valor por parte de colecionadores e seguradoras.

Para quem pensa em seguros, o histórico de produção, a disponibilidade de peças originais, a recorrência de manutenções específicas de Ferrari e a reputação de valor de revenda da marca exercem papel significativo. O 355, e dentro dele a variante GTS, é visto como modelo de transição entre a geração dos V8 dos anos 90 e as evoluções que vieram no final da década, mantendo o apelo estético e a experiência de condução característica da Ferrari daquela época. Esses aspectos costumam ser considerados pelas seguradoras na avaliação de risco, na determinação de coberturas adequadas e na construção de condições de reposição de itens originais ou de memória de coleção.

Como a Tabela FIPE aborda o Ferrari 355 GTS 1996

A Tabela FIPE funciona como um índice de referência de preços médios de veículos usados no Brasil, com base em transações de mercado, anúncios e dados de consultorias automotivas parceiras. Para modelos de produção limitada ou com forte apelo de colecionismo, como o Ferrari 355 GTS 1996, a leitura exige cuidado adicional. O valor de referência da FIPE para esse modelo tende a refletir, entre outros fatores, o interesse de colecionadores, o estado de conservação, a quilometragem, a originalidade de peças (particularmente do motor, da transmissão e do interior), assim como a disponibilidade de peças de reposição no mercado. Em geral, quanto mais íntegro e original for o exemplar, mais estável tende a ser a leitura da FIPE.

É comum observar que veículos de marcas premium importados, com baixa produção anual, aparecem na FIPE com variações mais sensíveis a flutuações do mercado de usados. No caso do 355 GTS, a diferença entre um exemplar bem conservado, com histórico de manutenção completo e com documentação de origem, e um carro com manutenção irregular pode ser significativamente refletida no valor de referência. O estado de conservação — avaliado por laudos e pela reputação do histórico de serviços — costuma ter peso relevante na percepção de valor, tanto para seguradoras quanto para potenciais compradores.

Além disso, a FIPE pode tratar diferentes versões do mesmo modelo (por exemplo, Berlinetta, Spider e GTS) como linhas distintas. Isso significa que o Ferrari 355 GTS 1996 pode ter seu próprio intervalo de referência, separado de outras variantes da série 355, como o 355 GTB ou o 355 Spider. Assim, ao consultar a Tabela FIPE, é essencial confirmar a versão exata do veículo, o ano de fabricação e, quando disponível, o estado de conservação. A presença de itens originais, como o teto removível, o acabamento interno e o conjunto de rodas originais, pode influenciar a leitura da tabela para esse exemplar específico.

Para profissionais de seguros, o uso da FIPE como um dos insumos de precificação não substitui avaliações técnicas. Em muitos casos, as seguradoras recomendam uma avaliação especializada para veículos de alto valor, que pode envolver um perito que verifique a originalidade da carroceria, a integridade do motor, a compatibilidade de peças com os números de chassi e motor, bem como a documentação de procedência. Essa prática ajuda a embasar uma cobertura adequada ao risco real, reduzindo a possibilidade de subvalorizações ou cobranças indevidas em caso de sinistro.

Fatores que influenciam o valor de referência na FIPE para o Ferrari 355 GTS 1996

Existem variáveis que, de modo geral, afetam diretamente o posicionamento do 355 GTS na Tabela FIPE. Abaixo, destacamos alguns elementos que costumam ter impacto significativo, sem reproduzir qualquer preço específico:

Estado de conservação: carros bem mantidos, com revisões em dia, histórico de proprietários e documentação completa tendem a figurar em faixas de valores mais estáveis e positivos dentro da FIPE. A apresentação externa (carroceria sem danos significativos) e interna (estofados, painéis, instrumentos funcionando) contribuem para essa percepção.

Originalidade e documentação: veículos com peças originais, sem modificações que comprometam a autenticidade, com livretos de manutenção, notas fiscais e history reports apresentam maior credibilidade. A disponibilidade de peças de reposição originais para a Ferrari pode ser um fator a mais na avaliação de seguro, impactando, por consequência, a leitura de FIPE.

Quilometragem: em carros de alto valor, a quilometragem faz diferença, mas muitas vezes uma contagem de uso moderada, associada a manutenções adequadas, é preferível a um veículo com quilometragem muito baixa que não tenha histórico de uso real. A FIPE tende a interpretar a quilometragem como um paralelo à condição física do veículo.

Versão e opções: a presença de itens de série e opções específicas (por exemplo, teto removível, acabamentos, rodas originais, sistema de freios, etc.) pode fazer com que determinados exemplares recebam uma avaliação de referência diferente em relação a outras unidades do mesmo modelo. No caso da linha 355, a forma como o teto é armazenado, bem como o conjunto de equipamento, pode influenciar trilhas de valor na FIPE.

Mercado de importados e disponibilidade de peças: para carros de nicho, o mercado de usados pode responder com maior volatilidade, especialmente em períodos de alta demanda por colecionáveis. A disponibilidade de peças originais para restauração ou substituição pode impactar o custo associado à propriedade, o que, por sua vez, influencia a percepção de valor na FIPE.

Condição de uso e histórico de sinistros: registos de acidentes, danos estruturais ou reparos não originais podem ter efeito negativo na leitura de FIPE, uma vez que impactam a confiabilidade mecânica e a integridade do veículo ao longo do tempo. Por outro lado, carros com histórico de manutenção comprovado e com laudos de conformidade tendem a apresentar leitura mais estável.

Impacto da Tabela FIPE para seguros e para decisões de compra

Para seguradoras, a FIPE é uma referência inicial que ajuda a calibrar prêmios, limites de cobertura e condições de indenização. Em modelos de alto valor, como o Ferrari 355 GTS 1996, é comum que a seguradora combine a leitura da FIPE com uma avaliação técnica especializada. O objetivo é estimar com maior acurácia o custo de reposição ou de reconstrução, principalmente em casos de perdas totais. A ausência de preço fixo na FIPE não significa ausência de valor: o que muda é a interpretação. Seguradoras muitas vezes utilizam uma curva de depreciação que leva em conta a idade do veículo, o estado de conservação, o histórico de manutenção e o contexto de mercado para chegar a uma proposta de cobertura que reflita o risco real.

Para compradores e colecionadores, entender a relação entre FIPE e valor de mercado ajuda a estabelecer expectativas realistas ao negociar a compra de um exemplar como o 355 GTS. Além disso, é prudente considerar custos adicionais de manutenção, eventual necessidade de peças originais, e o tempo potencial de reposição dessas peças. O conhecimento da dinâmica entre a FIPE e o valor de um veículo de coleção pode evitar surpresas financeiras, especialmente em um modelo de produção limitada em que o custo de substituição de componentes pode ser mais elevado do que o de veículos comuns.

É importante reforçar que o objetivo da FIPE é oferecer uma referência média, não uma garantia de preço em cada transação. Transações reais podem sair para cima ou para baixo do valor indicado pela tabela, dependendo de fatores como a localização do vendedor, o estado de conservação, a disponibilidade de documentação e as peculiaridades de cada exemplar. Por isso, ao planejar uma compra ou uma venda, considerar uma avaliação independente, juntamente com a leitura da FIPE, tende a proporcionar uma visão mais sólida do que apenas consultar o valor de referência.

Implicações para corredores de seguros e planejamento de proteção do Ferrari 355 GTS 1996

Do ponto de vista do corretor de seguros, modelos como o Ferrari 355 GTS 1996 requerem uma abordagem especializada. Além da avaliação de valor com base na FIPE, é comum considerar a necessidade de coberturas específicas, como seguro de casco com cobertura para peças originais, assistência 24 horas, proteção de chassi com documentação de procedência e, quando aplicável, cláusulas de “parte substituível” para eventos de sinistro que envolvam componentes delicados ou de alto custo. A avaliação de risco também envolve o histórico do proprietário, o uso pretendido (condução ocasional, participação em eventos, uso diário), bem como as condições de guarda, que podem impactar diretamente nos custos de seguro.

Para quem investe ou coleciona, é aconselhável manter a documentação de manutenção atualizada, manter os itens originais ou suas substituições compatíveis com o veículo de forma documentada e guardar registros de avaliação de condição. Isso facilita a negociação com a seguradora e pode contribuir para uma cobertura mais alinhada com o valor real do veículo.

Outro aspecto relevante é a possibilidade de utilizar coberturas específicas para carros de desempenho ou para carros de coleção, que podem oferecer opções de indenização diferenciadas, como reposição com modelo equivalente ou cobertura de valor de substituição com atualização baseada na FIPE ou em avaliações de mercado especializadas. Em qualquer caso, é recomendável consultar um corretor experiente para personalizar a apólice de acordo com as características únicas do Ferrari 355 GTS 1996.

Por fim, entender como a Tabela FIPE se aplica a um exemplar específico ajuda na comunicação com o corretor, na avaliação de propostas de seguro e na definição de estratégias de proteção financeira. O conjunto entre valor de referência, estado de conservação, histórico do veículo e a escolha de coberturas adequadas forma uma base sólida para manter a segurança do patrimônio e a tranquilidade de possuir um biocordo automotivo tão icônico.

Se você está avaliando a melhor forma de proteger um exemplar como o Ferrari 355 GTS 1996, vale considerar uma cotação com a GT Seguros. Uma avaliação cuidadosa, alinhada à FIPE e às necessidades específicas do automóvel, pode fazer toda a diferença na tranquilidade do dono e na viabilidade de manter esse ícone em ótimo estado por muitos anos.