Valor FIPE Atual
R$ 8.226,00
↑ 1,0% vs mês anterior
FIPE: 001037-5
Ano: 1994-1
MêsPreço
Jan/26R$ 8.226,00
Dez/25R$ 8.145,00
Nov/25R$ 8.065,00
Out/25R$ 8.230,00
Set/25R$ 7.852,00
Ago/25R$ 7.869,00
Jul/25R$ 7.882,00
Jun/25R$ 7.890,00
Mai/25R$ 7.906,00
Abr/25R$ 7.751,00
Mar/25R$ 7.675,00
Fev/25R$ 7.680,00

Como a Tabela FIPE orienta a avaliação de um Fiat Tempra 2.0 i.e 16V (1994) nas cotações de seguro

A Tabela FIPE é uma referência fundamental no Brasil para estimar o valor de mercado de veículos usados, fieis aos critérios de avaliação que costumam constar em contratos de seguro, financiamentos e transações entre terceiros. Quando falamos de um Fiat Tempra 2.0 i.e 16V do ano de 1994, a leitura é ainda mais relevante para corretoras de seguros, pois esse modelo pertence a um período em que os automóveis eram montados com soluções mecânicas diferentes das encontradas nas gerações mais recentes. A aposta de valor, nesse contexto, não se resume a um único número: envolve considerar a versão (2 portas ou 4 portas), o estado de conservação, a quilometragem, a originalidade de componentes, histórico de manutenção e a disponibilidade de itens de fábrica que podem influenciar a percepção do segurado sobre o quanto ele está disposto a assegurar. A partir desse referencial, a seguradora constrói uma base de cobertura compatível com o risco, o custo de reposição ou reparo e a necessidade de recompra do bem, quando o sinistro for parcial ou total.

Neste conteúdo, vamos mergulhar na Tabela FIPE para o Fiat Tempra 2.0 i.e 16V, com foco nas versões de 2 portas (2p) e 4 portas (4p) do ano-modelo de 1994. Além de destrinchar a ficha técnica, exploraremos como a marca Fiat influencia a percepção de valor, quais fatores costumam impactar mais a avaliação de seguro e como manter a proteção em linha com o valor de referência da FIPE. Ao final, você terá uma visão educativa para conversar com o seu corretor e entender melhor como o seguro pode acompanhar a realidade desse modelo clássico do início dos anos 1990.

Tabela FIPE Fiat Tempra 2.0 i.e 16V 2p e 4p 1994

Ficha Técnica do Fiat Tempra 2.0 i.e 16V (1994) – versões 2p e 4p

  • Motorização e desempenho: motor 2.0 L de configuração 16V, alimentação a gasolina, quatro cilindros; estreou desempenho típico da época para sedãs médios da Fiat, com potência estimada em torno de 135 cv (DIN) e torque próximo de 18 kgf.m, variando conforme a calibragem de fábrica e o estado do motor.
  • Transmissão e tração: câmbio manual de 5 marchas, tração dianteira; a configuração facilita a condução cotidiana e a manutenção do conjunto mecânico, ainda que exija atenção ao desgaste de componentes ao longo de muitos anos.
  • Dimensões e capacidade: versões 2 portas e 4 portas compartilham a base do design, com comprimento total próximo de 4,2 metros, largura ao redor de 1,7 metro e altura aproximada entre 1,4 e 1,5 metros. O porta-malas costuma oferecer capacidade útil na faixa de centenas de litros, típica de sedãs médios da época, adequando-se a bagagens de família e viagens curtas.
  • Conforto e acabamento: o Tempra 1994 trazia um interior com acabamento que refletia o design dos anos 90, com itens de conforto disponíveis conforme a versão, incluindo recursos de ar condicionado, painel simples e posicionamento ergonômico voltado à condução, porém com dependência de componentes de fábrica originais e da manutenção ao longo dos anos. A configuração de 2p ou 4p traz variações de porta-malas, acessibilidade aos bancos traseiros e espaço para ocupantes, mantendo-se, porém, dentro do conceito de sedã médio da Fiat.

Observação importante: a ficha técnica apresentada acima consolida informações que costumam aparecer na literatura de época e nas fichas técnicas oficiais. Em veículos usados, números exatos podem variar conforme o lote de fabricação, a origem de cada unidade e eventuais alterações que tenham ocorrido durante a vida útil do automóvel. Por isso, para fins de seguro, a avaliação na FIPE leva em conta o estado de conservação, a originalidade de componentes e a documentação disponível, além das versões específicas (2p ou 4p) que influenciam a percepção de valor no conjunto da amostra de mercado.

A marca Fiat e o contexto de atuação no Brasil

Fundada em 1899, a Fiat é uma das mais antigas fabricantes de automóveis do mundo, com uma trajetória marcada por inovação, adaptabilidade e presença global. No Brasil, a marca conquistou espaço significativo a partir da metade do século XX, consolidando-se como referência em veículos que equilibram custo, robustez e simplicidade de manutenção. A década de 1990, quando o Tempra 2.0 i.e 16V ganhou destaque, marcou uma fase de transição para a indústria automobilística brasileira, com a Fiat investindo em sedãs de porte médio que combinavam conforto com uma proposta de utilidade cotidiana, especialmente para famílias que buscavam espaço interno, confiabilidade e uma rede de assistência técnica que pudesse acompanhar a demanda local.

O Tempra, dentro desse cenário, surgiu como um modelo-chave para a marca, ocupando posição entre os compactos de entrada e os sedãs de maior porte da época. A reputação da Fiat, nesse período, estava associada a uma rede de concessionárias distribuída de forma abrangente, a disponibilidade de peças de reposição proporcionada pela própria produção nacional e, muitas vezes, a possibilidade de consertos com mão de obra local qualificada. Tudo isso influenciou a percepção de valor de seguros, já que veículos com maior disponibilidade de peças tendem a ter reposição mais acessível, o que, por sua vez, impacta na avaliação de danos e na forma como o custo de reparo é estimado.

Além disso, a história da Fiat no Brasil é marcada por uma cultura de manutenção relativamente pragmática: muitos proprietários recorriam a oficinas independentes de confiança para revisões de rotina, o que, por sua vez, afeta o histórico de conservação de unidades como o Tempra. Quando pensamos em seguro, esse conjunto de fatores — disponibilidade de peças, cobertura de assistência, historial de manutenção e grupo de proprietários — influencia o modo como a probabilidade de sinistro é estimada e, consequentemente, como o prêmio é calculado pela seguradora. Por fim, entender o papel da marca ajuda a compreender o valor de referência que a FIPE utiliza como base para regulamentar a proteção de um veículo tão clássico quanto o Tempra 1994.

Por que a FIPE é relevante para seguros e para o Tempra 1994?

A Tabela FIPE funciona como um mapa de referência do valor de mercado de veículos usados no Brasil. Em seguros, esse valor serve como base para definir o valor de cobertura, seja para indenização em caso de colisão, roubo ou perda total, seja para o cálculo de indenizações parciais, quando se trata de reposição de peças ou de serviços de reparo. No caso de um Fiat Tempra 2.0 i.e 16V de 1994, a FIPE ajuda a traduzir um veículo antigo com potencial de variação considerável em seu estado atual em uma base numérica que a seguradora pode utilizar de forma objetiva. A depender da idade, da condição mecânica, da quilometragem e do histórico de manutenções, o valor FIPE pode oscilar consideravelmente entre unidades, o que reforça a importância de uma avaliação honesta e de uma documentação clara na hora de contratar o seguro.

Entre os elementos que costumam influenciar a leitura da FIPE para um Tempra clássico, destacam-se quatro pontos que costumam aparecer com frequência no diálogo entre corretor e segurado:

  • Conservação geral: veículos bem mantidos tendem a receber valores mais estáveis, já que a probabilidade de avarias graves diminui e a reparação de componentes fica mais previsível.
  • Originalidade: a presença de peças originais ou de procedência confiável, sem substituições incompatíveis, pode sustentar um valor de tabela mais próximo ao valor de reposição.
  • Histórico de manutenção: registros de revisões periódicas, trocas de itens críticos e boas práticas de conservação ajudam a demonstrar que o veículo foi cuidado adequadamente.
  • Documentação e estado de uso: documentação regular, boas condições de pneus, freios, sistema elétrico e interior ajudam a reduzir o risco de sinistros não previstos e embasam uma avaliação mais favorável.

Para o corretor de seguros, entender esse ecossistema de fatores é essencial: a partir da leitura da FIPE, é possível ajustar a cobertura para o Tempra 1994 de acordo com o objetivo do segurado — seja manter uma indenização sólida para reconstrução, seja buscar uma proteção que equilibre prêmio e cobertura sem exceder o real valor de mercado. Ainda que a FIPE ofereça uma estrutura padronizada, a singularidade de cada exemplar, sobretudo de modelos com mais de duas décadas de estrada, exige que o processo de cotação se apoie em uma avaliação humana qualificada, que leve em conta fotos do veículo, histórico de sinistros e a possibilidade de upgrades com base em itens de conforto ou de segurança originais.

Como a FIPE influencia as escolhas de proteção no seguro

A relação entre FIPE e seguro não é apenas uma tabela estática. Ela alimenta a lógica de cobertura, o cálculo de franquias, a rubrica de danos a terceiros e a avaliação de risco de roubo ou furto. Quando a seguradora utiliza o valor FIPE para indicar quanto o veículo vale no momento da assinatura do contrato, o importo a ser indenizado em caso de sinistro total depende de essa referência de mercado. Em veículos como o Tempra 1994, com várias unidades existentes no mercado de usados e com distintas condições, o valor FIPE serve como um norte, mas o ajuste finamente depende de uma leitura feita pela equipe técnica da seguradora, que pode considerar:

– o estado geral do carro (interno, externo, ferrugem, corrosões, integridade estrutural),
– a disponibilidade de peças de reposição para um modelo antigo,
– o histórico de acidentes ou sinistros,
– a especificidade da versão (2p ou 4p), que pode impactar o custo de reparo pelo tamanho do componente frontal, portas, lateral, etc.

Essa combinação de fatores permite que o corretor proponha uma cobertura que respeite o valor de reposição a novo ou, mais comumente, o valor de mercado atual, com a devida depreciação para modelos usados. Além disso, é comum que seguradoras ofereçam opções de cobertura adicional, como proteção para acessórios originais, guarnições de fábrica e itens de alto valor agregado que possam estar presentes no Tempra, desde que comprovados pela documentação e pelo inventário de peças do veículo. Em resumo, a FIPE funciona como um alicerce confiável para decisões de seguro, mas a aplicação prática depende do diagnóstico técnico realizado pela equipe da corretora ou da seguradora e da forma como o proprietário se prepara para a cotação.

Boas práticas para manter a cobertura alinhada ao valor FIPE

Para quem possui um Fiat Tempra 2.0 i.e 16V 1994 ou para quem está adquirindo um exemplar usado com o objetivo de segurá-lo, algumas ações simples podem contribuir para que a cotação reflita melhor o valor de mercado e garanta proteção adequada. Aqui vão algumas sugestões que costumam fazer diferença na prática de seguros:

  • Mantenha a documentação em dia: notas fiscais de manutenção, comprovantes de serviço, histórico de revisões, manuais originais e qualquer documento que comprove a originalidade de itens importantes ajudam a fundamentar o valor de reposição.
  • Registre o estado atual do carro: fotos recentes (frente, traseira, laterais, interior, motor) ajudam a criar um inventário preciso para a avaliação de sinistros e para justificar o estado de conservação ao longo do tempo.
  • Faça manutenções preventivas: manter o veículo com revisões em dia reduz o risco de falhas graves e facilita a argumentação de um estado de conservação estável diante da seguradora.
  • Atualize a seguradora sobre alterações relevantes: se você instalou acessórios originais ou realizou modificações que não comprometam a integridade do veículo, informe à corretora para avaliar se há melhoria de coberturas ou de valor segurado.

Essas práticas ajudam a assegurar que o Tempra permaneça protegido de forma coerente com seu valor de mercado, conforme apurado pela FIPE, e que o custo do seguro esteja adequado ao risco real. Além disso, vale lembrar que a escolha de coberturas complementares, como proteção para terceiros, assistência 24 horas, lampadas de reserva, guias de pátio, entre outras, pode ser associada de acordo com a necessidade de cada proprietário. O objetivo é sempre harmonizar o custo da apólice com o nível de proteção que