Valor FIPE Atual
R$ 25.211,00
↓ 0,2% vs mês anterior
FIPE: 504033-7
Ano: 1986-3
MêsPreço
Jan/26R$ 25.211,00
Dez/25R$ 25.259,00
Nov/25R$ 25.297,00
Out/25R$ 25.358,00
Set/25R$ 25.440,00
Ago/25R$ 25.494,00
Jul/25R$ 25.535,00
Jun/25R$ 25.561,00
Mai/25R$ 25.613,00
Abr/25R$ 25.637,00
Mar/25R$ 25.676,00
Fev/25R$ 25.692,00

Panorama da Tabela FIPE aplicada ao Ford Cargo 1617 2P Diesel (1986) e seus desdobramentos no seguro

Quando pensamos em seguros de veículos pesados, principalmente caminhões antigos, a Tabela FIPE funciona como um referencial essencial para estimar valor de mercado, indenizações e premiações. Apesar de a FIPE trabalhar com uma variedade de veículos modernos, os dados relativos a modelos clássicos ou de circulação regional ainda são usados como referência pela maioria das seguradoras. No caso específico do Ford Cargo 1617 2P com motor diesel, ano de 1986, a interação entre o histórico do veículo, seu estado de conservação e a base de dados FIPE influencia diretamente a cotação e o tipo de cobertura recomendado. Este artigo explora, de forma educativa, como essa tabela se aplica a esse modelo, quais informações técnicas costumam compor a ficha e de que modo isso impacta a gestão de seguros para frotas que utilizam caminhões mais antigos.

O que é a Tabela FIPE e por que ela importa para caminhões de época

A Tabela FIPE, mantida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, é um levantamento de referência do mercado automotivo brasileiro. Ela reúne valores médios de mercado de veículos em circulação, com faixas de idade, versionamento e condições gerais. Para caminhões, o uso da FIPE não se limita a veículos de passeio: modelos de utilidade como o Ford Cargo são avaliados considerando o histórico de peças, desgaste de componentes e a demanda por reposição. Em seguros, esse índice serve para diversas funções, entre elas:

Tabela FIPE FORD CARGO 1617 2p (diesel) 1986
  • Definição de valor de indenização em casos de perda total ou parcial, ajudando a evitar sub ou supervalorização.
  • Base para o cálculo de prêmios, de modo que veículos com valores médios mais estáveis podem apresentar perfis de risco diferentes conforme a idade e a condição.
  • Avaliação de risco agregado à frota, levando em conta a probabilidade de falha de componentes críticos, como motor diesel, sistema de transmissão e conjunto de suspensão, que costumam influenciar o custo de sinistros.
  • Guia de comparação entre opções de seguro, permitindo que frota antiga tenha alternativas que priorizam reposição de itens específicos, captação de peças originais e coberturas para danos ao carregamento.

Importante: para caminhões com idade avançada, as seguradoras costumam complementar a base FIPE com avaliações técnicas próprias, inspeções de estado de conservação, histórico de manutenção e quilometragem. Assim, a tabela funciona como um ponto de partida, enquanto o valor final da cobertura pode incorporar ajustes de acordo com o estado real do veículo, de modo a oferecer proteção compatível com o uso pretendido.

Ficha técnica do Ford Cargo 1617 2P Diesel (1986)

Abaixo está uma ficha técnica resumida, com dados típicos dessa configuração de caminhão da linha Cargo na década de 1980. As informações são apresentadas de forma resumida e com valores aproximados, pois variáveis como condições de uso, retrofit e alterações originais podem impactar números exatos.

  • Motor e desempenho: diesel, 6 cilindros em linha, deslocamento estimado entre 6,0 e 7,0 litros; potência nominal entre 145 e 180 cavalos-fortes; torque entre 500 e 750 Nm. O sistema de alimentação é por injeção direta, com configuração que suportava operação com combustível de boa qualidade da época.
  • Transmissão e tração: caixa manual de 6 marchas, tração traseira; câmbio robusto voltado para desempenho em carretas de carga, com detalhes de sobremarcha para manter a eficiência em rodovias longas. Freios com sistema de serviço adequado ao período, com arreios de freio em bom estado de manutenção.
  • Carroceria, peso e capacidade: cabine simples com dois lugares, chassi rígido preparado para montagem de caçamba, baú ou carroceria de carga conforme a configuração da frota. PBT (peso bruto total) em torno de 16.000 kg, peso próprio estimado entre 6.500 e 8.500 kg, e capacidade de carga útil aproximadamente entre 7.000 e 9.500 kg, dependendo da configuração de eixos e peso de cabine.
  • Dimensões, combustível e consumo: comprimento aproximado entre 6,5 e 7,5 metros, largura entre 2,1 e 2,4 metros. Capacidade de tanque de combustível variando entre 200 e 300 litros, o que influenciava a autonomia em rotas de entrega. O consumo é fortemente dependente da carga e do trajeto, com médias próprias de caminhões dessa faixa de peso variando conforme o tipo de operação.

Observação: as especificações acima refletem a configuração típica do Ford Cargo 1617 2P Diesel de 1986, mas podem haver variações conforme fábrica, atualizações técnicas ao longo dos anos e reformas realizadas pela frota. Em avaliações de seguro, o estado atual do motor, a condição da transmissão, a integridade da suspensão e o estado do chassi são fatores que costumam ter peso relevante na cotação final.

Como o estado de conservação afeta a leitura da FIPE e a apólice de seguro

Para caminhões antigos, a consequência prática da relação entre a FIPE e o seguro é que o valor de referência pode não capturar plenamente o custo de reposição de um carroceria ou motor específico, quando peças originais estão mais difíceis de encontrar. Nesse cenário, as seguradoras costumam ponderar itens adicionais, como:

– Histórico de manutenção e disponibilidade de peças, que influencia o tempo de imobilização em caso de sinistro.
– Condição estrutural do chassi, estado da carroceria e integridade da cabine, itens críticos para caminhões de carga que operam em percursos desafiadores.
– quilometragem efetiva, uso real (carga, poeira, condições de estrada) e eventual retrofit com componentes modernos.

Essa abordagem ajuda a equilibrar o valor de indenização com a realidade de reposição ou reparo para veículos do período, evitando distorções excessivas que poderiam comprometer a cobertura desejada pela empresa. Para o Ford Cargo 1617 2P, um diagnóstico de manutenção atualizado pode permitir uma cotação mais estável ao longo do tempo, especialmente se o veículo operou com rotinas de revisão regulares, troca de componentes críticos e conservação adequada da cabine e do chassi.

A marca Ford e o legado no segmento de caminhões no Brasil

Fundada como uma das marcas mais tradicionais da indústria automotiva, a Ford trouxe para o Brasil um portfólio de caminhões que acompanhou a demanda de transporte de cargas pesadas ao longo de décadas. A linha Cargo foi um pilar desse portfólio, oferecendo robustez, facilidade de manutenção e disponibilidade de peças em diversos períodos. O Ford Cargo, incluindo variantes como o 1617, destacou-se pela relação entre potência do motor, capacidade de carga e confiabilidade nas rotas de longo percurso. Mesmo em anos de evolução tecnológica, a reputação da Ford no segmento de caminhões ajudou a construir uma imagem de marca associada à durabilidade, à engenharia prática e ao suporte técnico local, aspectos que de maneira direta acabam influenciando as decisões de seguradoras e tomadores de seguro.

Além disso, a presença histórica da Ford no Brasil estimulou a rede de assistência técnica, peças originais e parcerias com oficinas especializadas. Isso é relevante para quem celebra a vida útil de uma frota antiga, pois facilita o acesso a reposições e serviços que ajudam a manter o veículo em condições aceitáveis de uso. Em termos de seguro, a confiabilidade percebida da marca pode colaborar para uma percepção de menor risco em algumas situações, especialmente quando o histórico de sinistros da linha Cargo é bem documentado e as condições de uso são conhecidas pela seguradora.

Implicações práticas para quem administra uma frota com Ford Cargo 1617 2P Diesel

Para quem gerencia uma frota com esse perfil de veículo antigo, algumas práticas ajudam a alinhar melhor a leitura da FIPE e a política de seguros:

– Manter um programa de manutenção documentado, com registros de revisões, trocas de filtros, óleo, velas (quando aplicável), e inspeções de componentes críticos (motor, transmissão, sistema de freios e suspensão). Documentação comprovada costuma ter peso positivo na hora de negociar prêmios com seguradoras.

– Registrar informações de uso, como quilometragem mensal, tipo de carga transportada e condições das vias frequentes. Dados reais ajudam a calibrar o risco de sinistro e a estabelecer coberturas mais adequadas, como proteção de carga, responsabilidade civil e danos a terceiros.

– Considerar opções de coberturas que valorizem a reposição de peças originais ou de reposição equivalente, bem como coberturas específicas para danos à carroceria, baú e sistemas de carga. Em muitos casos, a substituição de componentes críticos pode ser mais viável financeiramente quando a frota é antiga, desde que haja disponibilidade de peças.

– Avaliar periodicamente a necessidade de reavaliação de prêmio, especialmente após mudanças significativas na frota (desativação de caminhões antigos, aquisição de unidades adicionais, ou mudanças de rota). A atualização de dados com a seguradora ajuda a manter o equilíbrio entre proteção e custo.

Considerações finais sobre o uso da FIPE na gestão de seguro de caminhões antigos

O uso da Tabela FIPE para veículos históricos, como o Ford Cargo 1617 2P Diesel, não substitui a necessidade de avaliações técnicas específicas, inspeções ou cotações personalizadas. Entretanto, ela funciona como uma bússola que orienta decisões de valor de reposição e comparação entre propostas de seguro. Para empresas que dependem de frotas com caminhões de meia-idade, a combinação de referência FIPE com relatórios de manutenção, avaliação de condições de conservação e conhecimento do uso real do veículo costuma resultar em prêmios mais condizentes com o risco por trás da operação.

Ao planejar a proteção do seu Ford Cargo 1617 2P Diesel, pense na FIPE como uma base de referência e, ao mesmo tempo, reconheça as particularidades da sua frota: o tipo de carga, a estrada, o regime de uso e a disponibilidade de peças originais. Com essa visão holística, a seguradora poderá oferecer soluções mais alinhadas com a sua realidade, garantindo tranquilidade nas operações do dia a dia.

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