Valor FIPE Atual
R$ 6.538,00
↓ 0,2% vs mês anterior
FIPE: 003132-1
Ano: 1989-1
MêsPreço
Jan/26R$ 6.538,00
Dez/25R$ 6.551,00
Nov/25R$ 6.561,00
Out/25R$ 6.577,00
Set/25R$ 6.599,00
Ago/25R$ 6.613,00
Jul/25R$ 6.624,00
Jun/25R$ 6.631,00
Mai/25R$ 6.645,00
Abr/25R$ 6.682,00
Mar/25R$ 6.616,00
Fev/25R$ 6.551,00

Guia detalhado sobre a Tabela FIPE para o Ford Del Rey Belina L 1989

Entendendo o papel da Tabela FIPE na avaliação de veículos históricos

A Tabela FIPE é uma referência amplamente utilizada no Brasil para estimar o valor de reposição de veículos usados. Mantida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), ela agrega dados de transações de mercado, levando em conta variações regionais, estado de conservação, quilometragem e histórico de uso. Para quem trabalha com seguros, compra ou venda de veículos, entender como a FIPE funciona é essencial para interpretar oscilações de valor ao longo do tempo. Quando pensamos na Tabela FIPE aplicada a modelos históricos, como o Ford Del Rey Belina L de 1989, a análise fica ainda mais relevante: trata-se de um veículo com identidade própria, que mistura memória de época com características úteis para o cotidiano. A ideia central é ter uma base de referência que ajude a dimensionar, com prudência, o custo de proteção, a manutenção de peças originais e a previsibilidade de eventuais reajustes no seguro. Vale reforçar que a FIPE não determina um preço único de venda, mas sim um patamar de referência que orienta diversas decisões no mercado automotivo.

Para corretoras de seguros, entender a curva da FIPE para veículos de linha histórica significa considerar não apenas a idade, mas também o estado de preservação, a originalidade de componentes, o histórico de restaurações e a disponibilidade de peças. Em carros como o Del Rey Belina L de 1989, que pertencem a uma era de transição na indústria automotiva brasileira, a avaliação de risco se aproxima da avaliação de colecionáveis: há uma soma de fatores que pode elevar ou reduzir o prêmio, sempre mantendo o quadro técnico e documental como referência dominante.

Tabela FIPE Ford Del Rey Belina L 1989

Ficha técnica do Ford Del Rey Belina L 1989

Essencial para entender a identidade do veículo, a ficha técnica reúne informações sobre motor, transmissão, dimensões, peso e capacidades. A versão Belina L, fabricada pela Ford no Brasil no final dos anos 1980, representa uma combinação de utilidade, conforto básico e robustez típica da linha Del Rey. Abaixo, apresentamos uma síntese da configuração mais comum dessa edição, com observação de que variações podem ocorrer conforme o lote de produção, região de montagem e condições do exemplar específico.

Dados-chave (versão Belina L, 1989)

Motor: 1.6 L (1595 cm3), quatro cilindros, alimentação por carburador. O conjunto é característico da linha na época, priorizando simplicidade de manutenção e disponibilidade de peças no mercado brasileiro.

Potência: em torno de 75–85 cv, com torque estimado na faixa de 12–13 kgf.m. Esses valores refletem a variabilidade de unidades fabricadas em 1989, bem como pequenas diferenças de calibração entre lotes de produção.

Transmissão: quatro velocidades manuais. A opção de câmbio automático não era comum na Belina L daquela época, o que privilegiava custo, confiabilidade e facilidade de reparo para o público de uso diário.

Tração: traseira (motor longitudinal, tração traseira). A disposição facilita o espaço interno, sobretudo na versão Belina, que combina carroceria de uso familiar com capacidade de carga adicional.

Dimensões e peso: o conjunto fica próximo a um comprimento na casa de 4,0 a 4,2 metros, largura de 1,6 a 1,7 metros e altura de cerca de 1,5 a 1,6 metros. O peso em ordem de marcha costuma ficar entre 1.050 e 1.150 kg, variando conforme acabamento, itens instalados e eventual restauracão. A distância entre eixos fica em torno de 2,4 metros, contribuindo para a dirigibilidade estável e para a acomodação de passageiros e bagagens.

Capacidade de carga: com a carroceria Belina, há uma área de carga ampla para a época, aliando o espaço de uma perua com a praticidade do acesso aos bancos traseiros. A capacidade efetiva depende da configuração interna (bancos traseiros, reboques, proteções de carga) e de acessórios originais ou adicionados ao longo dos anos.

Sistema de freios: configuração típica com freios dianteiros a tambor (em algumas versões, discos na dianteira existiam em linhas similares), freios traseiros a tambor. Não havia ABS na época, o que exigia uma condução atenta e manutenção regular para manter o desempenho adequado de frenagem.

Suspensão: dianteira independente e eixo traseiro com feixe de molas ou molas helicoidais, dependendo do conjunto específico. Esse parque de suspensão oferecia equilíbrio entre conforto de uso diário e capacidade de absorção de irregularidades de vias brasileiras.

Consumo: varia conforme estado de conservação, manutenção do carburador, calibragem e uso de itens como ar condicionado. Em média, carros da linha Del Rey com motor 1.6 usados em rotina urbana apresentavam números que, embora não replicáveis exatamente para cada veículo, apontavam para uma faixa de eficiência compatível com a categoria de uso diário da época.

Transporte de passageiros: acomodação típica para 5 ocupantes, mantendo o espaço adicional para bagagens na área de carga, o que era um ponto de venda relevante para famílias que buscavam versatilidade sem abrir mão do conforto básico.

Contexto da marca Ford no Brasil e a linha Del Rey/Belina

A Ford tem um histórico rico no Brasil, com atuação marcante na indústria automotiva nacional ao longo das décadas. A presença da marca na produção local envolveu adaptações técnicas para condições de vias, clima e disponibilidade de peças no mercado brasileiro. A linha Del Rey, que surge como evolução do modelo Corcel, incorpora melhorias em acabamento, conforto e tecnologia de época. A Belina, por sua vez, amplia a proposta de uso prático com uma versão station wagon, oferecendo espaço de carga e flexibilidade para famílias e pequenas empresas. Essa combinação entre Del Rey e Belina moldou um segmento de veículos utilitários com apelo familiar, mantendo uma identidade de marca reconhecível para quem viveu a transição tecnológica e de estilo de fim dos anos 1980. Hoje, a relevância histórica dessas versões pode ser observada tanto no interesse de colecionadores quanto no impacto que tiveram na popularização de carros acessíveis, confiáveis e com perfil utilitário no Brasil.

Como a Tabela FIPE reflete o Del Rey Belina L 1989 no contexto atual

A Tabela FIPE é atualizada mensalmente, com base em uma amostra de transações de veículos usados e outros dados relevantes. Para modelos como o Del Rey Belina L, com circulação relativamente possivelmente limitada em determinadas regiões, as variações da FIPE podem refletir fatores como disponibilidade de unidades, estado de conservação da exemplar específico, histórico de propriedades e intervenções de restauração. O valor de referência indicado pela FIPE serve como base para seguradoras, lojas e compradores avaliarem a posição do veículo no mercado. Não é incomum ver oscilações entre meses consecutivos em função de volumes de transação regionais, disponibilidade de peças de reposição originais e mudanças de percepção sobre o conjunto mecânico e estético. Por isso, a FIPE funciona como uma métrica estável, mas não determinante: cada veículo pode exigir uma avaliação individual, especialmente quando se trata de modelos históricos com variações de configuração, raridade de peças e histórico de restauração.

É importante notar que veículos de época costumam ter depreciação e valorização distintas em curto prazo, dependendo de como o exemplar é mantido, da originalidade de componentes e da documentação disponível. A FIPE, nesse cenário, cumpre o papel de guiar o seguro e a negociação, fornecendo um ponto de referência que facilita a comunicação entre proprietários, seguradoras e compradores. Em linhas gerais, quanto melhor preservado estiver o conjunto motor, a carroceria, o interior e os componentes originais, mais estável tende a ser o índice de referência da FIPE para o exemplar específico.

Impactos para seguro e avaliação de risco

Para seguradoras, o valor de referência da FIPE funciona como entrada central na determinação de prêmios. Em veículos como o Del Rey Belina L, com histórico de uso diário e idade considerável, a avaliação de risco passa por múltiplos aspectos. Além do valor de referência, as seguradoras consideram estado geral de conservação, originalidade de números de chassis e motor, histórico de acidentes e intervenções de restauração. A disponibilidade de peças de reposição originais e a presença de itens de conforto (por exemplo, bancos, painel, acabamentos) influenciam o custo potencial de reparo. A documentação de manutenção, laudos de oficinas e registros de restauro também ajudam a compor uma avaliação mais precisa, pois demonstram cuidado com o veículo ao longo do tempo. Em termos práticos, veículos bem cuidados costumam ter prêmios mais estáveis e, muitas vezes