Valor FIPE Atual
R$ 10.750,00
↑ 1,0% vs mês anterior
FIPE: 003071-6
Ano: 1993-1
MêsPreço
Jan/26R$ 10.750,00
Dez/25R$ 10.644,00
Nov/25R$ 10.539,00
Out/25R$ 10.435,00
Set/25R$ 10.469,00
Ago/25R$ 10.492,00
Jul/25R$ 10.509,00
Jun/25R$ 10.520,00
Mai/25R$ 10.542,00
Abr/25R$ 10.552,00
Mar/25R$ 10.568,00
Fev/25R$ 10.622,00

Guia detalhado para interpretar a Tabela FIPE do Ford Versailles GL 2.0i e suas versões 2p e 4p, modelo 1993

Quando falamos de seguro e de avaliação de risco, a Tabela FIPE é uma referência essencial no Brasil. Ela padroniza o valor de referência de um veículo usado, servindo como base para indenizações, premiações de seguro e até para negociações de venda. No caso de modelos antigos, como o Ford Versailles GL 2.0i, lançado no início dos anos 1990, compreender como a FIPE classifica cada versão — incluindo as variações de carroceria 2 portas (2p) e 4 portas (4p) — é fundamental para quem busca coberturas adequadas, limites de valor segurado compatíveis com a realidade de mercado e uma leitura honesta sobre o risco envolvido. Este texto explora a Tabela FIPE para o Versailles 1993, aponta nuances das versões disponíveis naquela década, apresenta a ficha técnica básica do veículo e oferece insights úteis para quem atua como corretor de seguros ou como proprietário que pretende entender melhor o preço de seguro de um carro clássico de 2.0.

Contexto da Tabela FIPE no seguro de veículos clássicos e a importância de entender o Versailles

A Tabela FIPE é mantida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e representa uma média de preço de mercado de veículos usados no país, com atualizações mensais. Para seguradoras, ela serve como referência para estimar o valor de mercado de um veículo no momento do seguro, influenciando o prêmio, o valor de indenização em caso de sinistro e as condições de cobertura. Em veículos com mais de duas décadas, como o Versailles 1993, o valor de mercado pode variar por vários fatores: estado de conservação, histórico de manutenção, alterações mecânicas, quilometragem e até mesmo a disponibilidade de peças originais no mercado de reposição. Por isso, entender como a FIPE trata a versão GL 2.0i e as variantes de carroceria é crucial para uma avaliação de risco mais precisa e para evitar surpresas no momento da indenização.

A Ford no Brasil nos anos 90 e o papel do Versailles na linha de produção

Durante a década de 1990, a Ford consolidou sua presença no mercado brasileiro com um portfólio de modelos voltados para famílias e uso diário. O Versailles surgiu como uma proposta de sedan médio com foco em espaço interno, conforto e praticidade, refletindo uma tendência de consumo da época: o automóvel nacional que oferecia desenho moderno aliava robustez mecânica e facilidade de manutenção. O modelo 2.0i, com injeção eletrônica, representou uma evolução tecnológica para o parque automotivo do período, respondendo às exigências de eficiência de combustível e desempenho em uma época em que a injeção eletrônica já era um padrão em muitos segmentos. Já as versões de carroceria 2 portas (2p) e 4 portas (4p) atendiam a diferentes perfis de uso: o 2p costumava agradar quem buscava um visual mais esportivo e uma linha de carroceria mais compacta, enquanto o 4p era procurado por famílias e usuários que valorizavam maior praticidade no acesso aos bancos traseiros e na capacidade de transportar passageiros com conforto. Esses elementos influenciavam, direta ou indiretamente, a percepção de valor na FIPE e, por consequência, o cálculo do prêmio de seguro ao longo do tempo.

Como interpretar a Tabela FIPE para o Versailles GL 2.0i e as variações de 1993

Para quem negocia seguro, é essencial entender que a FIPE contempla diferentes itens que podem impactar o valor de referência de um mesmo modelo ao longo de anos. No caso do Ford Versailles GL 2.0i, a versão com injeção eletrônica tende a ser avaliada de forma distinta da versão com alimentação por carburador (quando disponível). Além disso, a divisão entre 2 portas e 4 portas implica em variações de consumo, custo de manutenção e, consequentemente, no que se refere ao valor de reposição ou de mercado. Em termos práticos, a FIPE costuma segmentar por ano/modelo, por versão (incluindo motorizações específicas) e, quando pertinente, por tipo de carroceria. No cenário do Versailles 1993, é comum observar que a variação entre 2p e 4p, assim como entre 2.0i (injeção) e outras configurações de motor, se reflita na leitura da tabela apenas na faixa de referência de preço: não se trata de uma variação dramática no longo prazo, mas pode representar diferenças relevantes para o cálculo de cobertura de roubo, colisão, incêndio ou granulação de sinistros, dependendo da política da seguradora. Em síntese, a FIPE orienta o valor de referência, mas a apólice deve ajustar o valor segurado com base no estado real do veículo e na avaliação do risco específico do segurado.

Ficha técnica resumida do Ford Versailles GL 2.0i / 2.0 2p e 4p 1993

  • Motor e performance: motor 2.0 litros, 4 cilindros; alimentação na versão 2.0i é por injeção eletrônica (injeção). Potência típica na faixa de aproximadamente 90 a 95 cavalos, com torque em torno de 12 a 14 kgfm, dependendo da calibração e do ano de fabricação dentro da linha 1993. Transmissões comuns incluem manual de 5 marchas; versões com câmbio automático também podem ter existido, mas eram menos frequentes na configuração básica de GL da época.
  • Carroceria, dimensões e peso: carroceria 2 portas (2p) ou 4 portas (4p), com comprimento próximo de 4,3 a 4,4 metros, largura ao redor de 1,6 a 1,65 metros e altura em torno de 1,4 a 1,45 metros. Entre-eixos e peso variavam conforme a versão e o acabamento, com o peso de ordens aproximadas que costumam ficar entre 1.000 kg e 1.200 kg em condição de veículo de fábrica. Capacidade do porta-malas e do tanque de combustível também podem variar entre as versões, influenciando o comportamento do veículo no uso diário e, em última instância, na avaliação FIPE.
  • Equipamentos e acabamento: a linha GL da época priorizava itens de conforto e utilidade como vidros dianteiros elétricos, travas elétricas, acabamento interno simples, ar condicionado em algumas opções, rádio com leitura de fita/croas, e volante de design funcional. Itens de segurança de época eram menos robustos que os padrões atuais, com freios a disco na dianteira e pneus que variavam conforme a versão, sem integração de sistemas avançados de assistência. Vale lembrar que a disponibilidade de itens pode ter variações regionais e de lote de fabricação, e que as condições do veículo certamente impactam a avaliação FIPE quando o seguro é contratado ou renovado.
  • Potencial de manutenção e disponibilidade de peças: a manutenção de modelos antigos da Ford no Brasil depende da disponibilidade de peças originais e de peças de reposição compatíveis. Por se tratar de um carro da primeira metade dos anos 1990, a rede de assistência pode exigir atenção especial para itens como sistema de alimentação (injeção ou carburador, conforme a versão), componentes elétricos e mecânicos de época, bem como peças do câmbio e suspensão. Nesses casos, a FIPE pode refletir a depreciação de peças em função da disponibilidade atual, o que é um ponto relevante para quem busca uma proteção de seguro com valores adequados e para quem pretende manter a responsabilidade de um veículo clássico com orçamento estável para manutenção.

Diferenças entre as versões 2 portas e 4 portas e a motorização 2.0i

O Versailles oferecia, na prática, opções de carroceria que atendiam a perfis distintos de uso. A versão 2 portas (2p) costumava ter um visual mais esportivo, com acesso traseiro reduzido e foco em quem valorizava o estilo e a agilidade de manobra. Já a versão 4 portas (4p) ampliava a praticidade para o dia a dia, oferecendo maior espaço para os passageiros traseiros e facilitando a entrada e saída da família ou de passageiros adicionais. Em termos de seguridade e de custos de seguro, as diferenças entre 2p e 4p podem influenciar o prêmio de seguro principalmente pela avaliação de risco de roubo e de danos, pelo custo de reposição de para-choques, vidros e peças estruturais, bem como pelo valor do veículo no mercado na sua configuração específica. A motorização 2.0i, com injeção eletrônica, costuma apresentar melhor resposta de aceleração, consumo mais eficiente e menor emissão de poluentes em comparação com versões sem injeção, o que, de forma indireta, pode colaborar para uma avaliação de risco mais favorável — desde que o veículo esteja em bom estado de conservação, com manutenção regular de acordo com as especificações originais. No entanto, a disponibilidade de peças para veículos tão antigos pode impactar o custo de reparo e, por consequência, o custo de sinistro, caso haja danos que exijam substituição de componentes. Em termos de confiabilidade, muitos proprietários relatam que a reputação de robustez de Ford, associada à simplicidade mecânica de época, favorece a experiência de uso cotidiano, desde que haja uma manutenção diligente e um histórico de revisões bem documentado. Por fim, vale sempre considerar a condição atual do veículo, especialmente a quilometragem, o estado de ferrugem, a integridade da carroceria, o estado de componentes mecânicos críticos (motor, cabeçote, sistema de arrefecimento, suspensão) e a documentação de originárias peças originais para uma avaliação FIPE fiel e uma cobertura de seguro adequada.

Dicas para consultar a FIPE e entender o valor do Versailles 1993 na prática

Ao consultar a Tabela FIPE para o Versailles GL 2.0i e suas variações, leve em consideração os seguintes pontos práticos, que ajudam a alinhar expectativa com o valor de referência e com o prêmio de seguro:

  • Verifique exatamente a versão do veículo ao consultar a FIPE: 2.0i (injeção) versus outras configurações de motor. A diferenciação entre intra-anos pode impactar o valor de referência na linha 1993.
  • Se você estiver lidando com carros de colecionador ou de uso esporádico, tenha em mente que a FIPE tende a refletir valores de mercado médios. Em situações especiais, como exemplar em estado excepcional de conservação, pode haver discussões com a seguradora para ajuste de valor segurado acima da média de mercado, desde que haja documentação e avaliação que comprovem o estado do veículo.
  • Considere o histórico de manutenção e a originalidade de peças: itens originais, histórico de revisões e registro de substituição de peças podem influenciar positivamente a aceitação pela seguradora e o custo de prêmio, especialmente em modelos de décadas passadas.
  • Esteja atento às particularidades regionais e à disponibilidade de peças no seu mercado local: regiões com maior densidade de veículos clássicos tendem a oferecer melhores opções de peças, assistência e suporte técnico, o que pode refletir positivamente na percepção de risco por parte da seguradora.

Além disso, ao longo da vida útil de um seguro, o uso intensivo, a locomoção diária e a exposição a riscos de roubo ou colisão são fatores que geram alterações na taxa do serviço. A FIPE não é o único fator: seguradoras também consideram o perfil do proprietário, o histórico de sinistros, a localização do veículo, a média de uso (quilometragem anual prevista) e as coberturas escolhidas. Por isso, entender a leitura da FIPE é essencial, mas acompanhar a leitura de cada apólice com foco na proteção correta para o Versailles 1993 evita surpresas no momento de acionar o seguro. Em suma, a FIPE serve como referência, e a prática de seguro deve considerar o estado real do veículo e o uso pretendido para