Valor FIPE Atual
R$ 12.921,00
↑ 1,0% vs mês anterior
FIPE: 045003-0
Ano: 1990-1
MêsPreço
Jan/26R$ 12.921,00
Dez/25R$ 12.794,00
Nov/25R$ 12.668,00
Out/25R$ 12.927,00
Set/25R$ 13.191,00
Ago/25R$ 13.461,00
Jul/25R$ 13.328,00
Jun/25R$ 13.601,00
Mai/25R$ 13.629,00
Abr/25R$ 13.362,00
Mar/25R$ 13.230,00
Fev/25R$ 13.501,00

BR-800 (Supermini) de 1990: leitura da Tabela FIPE, ficha técnica e contexto da marca

O Gurgel BR-800, também conhecido como Supermini, é um exemplar marcante da indústria automobilística nacional: um microcar de perfil urbano que surgiu em um período turbulento da economia brasileira, quando a FIPE passou a desempenhar um papel cada vez mais relevante na avaliação de usados. Este artigo mergulha na Tabela FIPE para o BR-800 (todos)/Supermini 1990, explorando como os seus dados técnicos e a história da marca influenciam a forma como seguros e proprietários encaram esse veículo. O objetivo é oferecer uma leitura educativa sobre como as informações técnicas, históricas e de mercado se inter-relacionam, ajudando a entender o valor de reposição, as garantias de seguro e as peculiaridades de se manter um carro tão único no portfólio brasileiro.

Contexto histórico da marca Gurgel e o BR-800

A história da Gurgel Auto-Esportes é um capítulo singular no Brasil. Fundada por João Augusto Conrado Gurgel, a empresa nasceu com a ambição de fabricar carros leves, econômicos e de montagem relativamente simples, mirando a mobilidade urbana em um país de dimensões continentais e estradas desafiadoras. Nos anos 70 e 80, a Gurgel ficou conhecida por explorar fibras plásticas e soluções de construção que se diferenciavam das técnicas tradicionais do setor, produzindo modelos compactos que combinavam simplicidade de mecânica com soluções criativas de design.

Tabela FIPE Gurgel BR-800 (todos)/Supermini 1990

O BR-800, apresentado no fim da década de 1980 e fabricado no início dos anos 90, representa uma das últimas apostas da marca em microcarros de uso urbanístico. O conceito por trás do BR-800 era claro: oferecer um veículo com footprint pequeno, baixo consumo e custo de manutenção contido, adequado às ruas congestionadas das grandes cidades brasileiras. Em termos de arquitetura, o BR-800 seguia a linha dos chamados superminis: compacto, ágil no trânsito, com foco na praticidade diária. Entretanto, o contexto econômico—inflação, custos de importação, crédito ao consumidor e políticas de incentivo—impondo limitações para a produção em maior escala, acabou influenciando a trajetória da Gurgel e, consequentemente, a disponibilidade de peças, assistência técnica e valor de mercado no pós-uso.

Essa combinação de inovação tecnológica, foco urbano e um cenário financeiro instável é crucial para entender a Tabela FIPE aplicada ao BR-800. A FIPE, ao mapear o valor de referência de veículos usados, utiliza dados de mercado, histórico de venda e condições específicas de cada exemplar. Modelos como o BR-800 aparecem na lista de referência não apenas como itens de classificados, mas como referências para seguros, avaliações de sinistros e negociações entre compradores e vendedores. Além disso, a forma como o BR-800 foi produzido—em baixa escala, com componentes e chassis que podem exigir cuidado particular em reposição—impacta diretamente nas avaliações de seguro e nas condições de cobertura oferecidas pelas seguradoras.

Ficha técnica do Gurgel BR-800 (Supermini) 1990

Abaixo estão itens-chave da ficha técnica do BR-800, com valores aproximados que ajudam a entender o desempenho típico desse modelo na época. Observação: pequenas variações podem ocorrer entre exemplares, dependendo da conservação, da origem do veículo e de eventuais modificações realizadas ao longo do tempo.

  • Motor: 799 cm³, quatro cilindros, gasolina; potência aproximada de 44 cv a ~5.000 rpm; torque próximo de 60 Nm entre 3.000 e 4.000 rpm.
  • Transmissão e tração: manual de 4 velocidades; tração dianteira.
  • Dimensões e peso: comprimento ≈ 3,75 m; largura ≈ 1,59 m; altura ≈ 1,40 m; entre-eixos ≈ 2,30 m; peso em ordem de marcha ≈ 720 kg; tanque de combustível ≈ 30 litros.
  • Portas e porta-malas: configuração típica de 4 portas; capacidade do porta-malas estimada entre 180 e 220 litros, variando conforme a versão e o acabamento.

Esses números ajudam a entender a aplicação prática do BR-800 no uso diário: o carro é dimensionado para trajetos urbanos curtos, com foco na manobrabilidade, economia de combustível e custo de manutenção. A estrutura do veículo, aproveitando materiais leves, também influencia o comportamento em impactos e a proteção aos ocupantes, tema relevante para avaliações de seguros e de reposição na FIPE. Vale destacar que as informações acima refletem dados de referência da época, com variações entre unidades e condições de conservação.

Desempenho, conforto e uso prático no trânsito urbano

O BR-800 foi pensado para o ambiente urbano, onde pequenas dimensões, raio de giro moderadamente compacto e visibilidade que facilita manobras se tornam diferenciais. Em termos de condução, o veículo costuma apresentar respostas simples e diretas: o motor de 0,8 litro entrega potência suficiente para rotinas de cidade, especialmente em vias planas ou com trechos curtos entre semáforos. A transmissão de 4 marchas facilita a condução em trânsito misto, embora, em deslocamentos mais longos ou com subidas desafiadoras, o motor possa demonstrar limitações típicas de microcarros de baixa cilindrada da época.

Quanto ao conforto, o BR-800 atende ao que pode ser esperado de um veículo de segmento urbano. O espaço interno, compacto, prioriza a disponibilidade para dois ocupantes na maioria dos cenários, com capacidade de acomodar bagagens limitadas. O acabamento interno, típico de carros comerciais de sua linha, valoriza praticidade, com toques funcionais de fácil reposição. A suspensão, ajustada para absorver irregularidades de vias brasileiras com pavimento não perfeito, oferece conforto suficiente para o dia a dia, embora em estradas com ondulações mais acentuadas possa haver maior percepção de ruídos e impacto do piso.

Um ponto relevante para quem avalia o BR-800 na FIPE, e para quem pensa na seguradora, é o custo de reparos. Como a produção foi de menor escala do que a de grandes modelos, peças originais podem ter disponibilidade variável conforme o tempo e a região. Em muitos casos, oficinas especializadas em veículos clássicos ou históricos da marca acabam sendo a opção mais prática, com a isto associando-se um custo de mão de obra que pode variar conforme a demanda do mercado local. Tudo isso entra na equação de seguro, pois o custo de reposição e a facilidade de encontrar peças influenciam diretamente na avaliação de prêmio e cobertura.

A Tabela FIPE e o seguro: por que isso importa para o BR-800

A Tabela FIPE é a referência de mercado para a avaliação de preços de veículos usados no Brasil. Ela não representa um preço de venda de antemão, mas sim uma base de referência que as seguradoras, lojas e consumidores utilizam para estimar o valor de reposição, indenização em caso de sinistro e parâmetros de seguro. No caso de modelos raros como o BR-800, a FIPE funciona como um ângulo de referência: a classificação do veículo dentro da tabela, associada a fatores como estado de conservação, quilometragem, histórico de sinistros e manutenção, orienta a seguradora a definir o valor segurado e as condições de cobertura.

Ao considerar o BR-800 para seguro, é comum que as seguradoras peçam informações adicionais: histórico de manutenção, peças originais disponíveis, autenticidade de documentação, alterações em peças críticas (motor, câmbio, sistemas de freio) e o estado geral de conservação. Esses elementos afetam não apenas o prêmio, mas também a viabilidade de certas coberturas, como cobertura total, parte de roubo/furto, colisão ou danos a terceiros. Em termos práticos, o uso da FIPE para esse veículo facilita uma avaliação mais objetiva do valor de reposição, evitando exageros ou subavaliação. Para colecionadores e entusiastas que mantêm BR-800 em condições originais, é comum que o valor na FIPE seja mais estável quando o exemplar apresenta documentação de origem, histórico de manutenção e peças compatíveis com a configuração de fábrica.

Como a FIPE influencia na avaliação de seguro para o BR-800

Quando uma seguradora analisa um BR-800, o processo envolve, entre outros fatores, a comparação com valores de referência da FIPE. Em veículos de baixa produção como o BR-800, a FIPE ajuda a calibrar um patamar de indenização a partir do estado de conservação, idade do veículo e documentação. Se o exemplar estiver em estado excelente, com histórico de manutenção íntegro e peças originais, a indenização pode seguir a linha de referência mais alta da faixa FIPE para esse modelo, refletindo o valor de reposição. Por outro lado, exemplares com desgaste significativo, falta de peças originais ou histórico de sinistros podem ter avaliação menor.

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