Valor FIPE Atual
R$ 24.463,00
↑ 1,0% vs mês anterior
FIPE: 045001-4
Ano: 1986-1
MêsPreço
Jan/26R$ 24.463,00
Dez/25R$ 24.221,00
Nov/25R$ 23.982,00
Out/25R$ 23.745,00
Set/25R$ 23.280,00
Ago/25R$ 23.050,00
Jul/25R$ 23.087,00
Jun/25R$ 23.111,00
Mai/25R$ 22.883,00
Abr/25R$ 22.435,00
Mar/25R$ 22.213,00
Fev/25R$ 21.994,00

Panorama da Tabela FIPE para Gurgel 1986: Carajás, Tocantis, Xavante e Vip

Ao falar de veículos clássicos brasileiros, a Tabela FIPE surge como referência fundamental para entender valores de mercado, custo de reposição de peças e impactos em seguros. Quando o assunto é a linha Gurgel de 1986 — incluindo os modelos Carajás, Tocantis, Xavante e Vip — a FIPE atua como base para seguradoras dimensionarem coberturas, quilometragens aceitas e regras de indenização. Embora a ideia central da FIPE seja a estimativa de valores de referência, é importante esclarecer que esses números não devem ser entendidos como preços de venda vigentes, mas como indicadores de mercado que ajudam a tomada de decisão em seguros, avaliações e negociações de aquisição ou venda. Abaixo, exploramos a ficha técnica típica da linha de 1986, o histórico da marca, bem como implicações para a gestão de seguros de um clássico com esse perfil.

História da marca Gurgel e o legado da linha brasileira de 1980

A Gurgel Construtora de Veículos foi uma referência singular no cenário automotivo brasileiro. Fundada por João Batista de Gurgel, a empresa apostou em projetos dedicados a veículos leves, simples, com baixo peso e facilidade de manutenção, ideais para uso urbano, rural e áreas de difícil acesso. O upshot dessa abordagem foi a criação de carros feitos com carrocerias em fibra de vidro (GRP) sobre chassis modulares, pensados para ser fáceis de consertar e econômicos no consumo. Na década de 1980, especialmente em 1986, a linha Gurgel consolidou-se como uma opção prática para quem precisava de robustez, tração em terrenos desafiadores e manutenção relativamente simples, sem depender de peças importadas de difícil reposição. Os modelos Carajás, Tocantis, Xavante e Vip nasceram dentro desse ecossistema, destacando-se pela simplicidade de engenharia, pela leveza e pela vocação para uso misto — urbano e off-road leve. Embora a produção tenha seguido com ciclos curtos e a empresa tenha passado por transformações ao longo dos anos, o espírito de design enxuto, de fácil acesso a peças e de pastoralidade mecânica permaneceu registrando a memória de uma era de inovação local no setor automotivo brasileiro.

Tabela FIPE Gurgel Carajas/Tocantis/Xavante/Vip 1986

Ficha técnica resumida da linha 1986

Abaixo apresentamos uma ficha técnica consolidada, com base na linha Gurgel de 1986. Os dados refletem características comuns desses modelos, visando oferecer uma visão educativa para quem atua no seguro de automóveis clássicos. Informe-se sempre com fontes oficiais, como os documentos do fabricante e as tabelas FIPE atualizadas, para confirmar especificações do veículo específico em sua posse ou negociação.

  • Motor e alimentação: motor a gasolina, de baixa cilindrada típica da linha, com configuração de 2 a 4 cilindros. A alimentação costuma ocorrer por carburador, com foco em simplicidade, leveza e facilidade de reparo. Potência estimada: em faixa de 30 a 45 cavalos, com torque suficiente para uso urbano e vias de terra em condições moderadas.
  • Transmissão e tração: caixa de câmbio manual, geralmente com 4 velocidades mais marcha-à-ré. A tração integral 4×4 era oferecida em versões específicas, priorizando capacidade de deslocamento em terrenos de menor aderência sem comprometer a economia de combustível típica do conjunto leve.
  • Dimensões, peso e capacidade: comprimento aproximado de 3,6 a 3,9 metros; largura em torno de 1,5 a 1,7 metros; altura próxima de 1,6 a 1,8 metros. Peso adequado para manter boa relação peso-potência e consumo moderado. Capacidade de carga útil na faixa de centenas de quilos, com tanque de combustível de dimensões compatíveis com uso misto na cidade e no campo.
  • Sistema de chassis e freios: estrutura simples de chassi rígido com carroceria em fibra de vidro, conferindo leveza e facilidade de reparo. Suspensão voltada para uso cotidiano e serviços leves; freios predominantemente de tambor nas quatro rodas, característica comum de veículos de baixa cilindrada da época, com ênfase na robustez e na manutenção simples. Esses elementos contribuíam para menor custo de reposição de peças e maior praticidade para oficinas locais.

A linha 1986: design, materiais e praticidade de uso

O conjunto de modelos Gurgel de 1986 foi marcado pela adoção de carrocerias em fibra de vidro, o que reduzia peso e facilitava a fabricação de protótipos e reparos em regiões com infraestrutura de peças limitada. A filosofia de engenharia priorizava o mínimo de componentes originais de difícil reposição, o que ajudava a manter o custo total de propriedade mais acessível. Além disso, a leveza, aliado a uma suspensão simples, conferia ao conjunto uma atitude prática para rodar tanto na cidade quanto em estradas de terra ou áreas de solo batido. Embora os veículos apresentassem limitações de desempenho em comparação com veículos de maior porte ou com motores mais potentes, a vantagem estava na facilidade de manutenção, na disponibilidade de peças em redes de assistência locais e no custo de aquisição relativamente contido para a época. Do ponto de vista de seguro, a manutenção de peças de reposição e a disponibilidade de assistência técnica local melhoraram a previsibilidade de custos, o que é especialmente relevante para proprietários de clássicos que desejam manter o veículo com padrões de uso realistas.

Como a FIPE é usada no contexto de seguro para estes modelos

A Tabela FIPE funciona como referência primária para seguradoras avaliarem potenciais coberturas, indenizações em caso de sinistro e critérios de aceitação de risco. Para os Gurgel de 1986, a FIPE consolidada reconhece a linha como veículo histórico com perfil de uso variando entre passeio, recreação e, para algumas unidades, uso leve em deslocamentos diários. Ao consultar a FIPE, a seguradora observa fatores como ano-modelo (1986, no caso), condições do veículo, quilometragem, histórico de manutenção, conservação da carroceria em fibra de vidro e estado geral de mecânica. Com essas informações, é possível estabelecer coberturas adequadas (responsabilidade civil, dano a terceiros, incêndio, roubo, colisão, proteção a acessórios originais, entre outros) sem depender de dados de veículos fabricados em épocas diferentes, o que molda a política de seguro de veículos clássicos. Em termos práticos, isso significa que proprietários de Gurgel 1986 podem se beneficiar de propostas de seguro que considerem a raridade, o custo de reposição de peças originais e o valor de restauração, tudo baseado em referências FIPE atualizadas para aquele conjunto de modelos.

Manutenção, restauração e boas práticas para o proprietário

Manter um Gurgel de 1986 exige atenção contínua a três pilares: originalidade, disponibilidade de peças e registro de histórico de manutenção. O tema não é apenas técnico, pois a qualidade da documentação pode influenciar a avaliação de seguro, o valor de reposição e até mesmo a viabilidade de restaurações mais profundas. Dicas úteis para quem administra um clássico Gurgel:

  • Preserve a integridade da carroceria em fibra de vidro, tratando microfissuras com técnicas apropriadas e mantendo o verniz para evitar infiltrações que comprometam a estrutura.
  • Guarde o histórico de manutenções, trocas de componentes e imagens da evolução do veículo; isso facilita futuras avaliações de FIPE e a própria gestão de seguro, especialmente em casos de restauração parcial ou completa.
  • Busque oficinas com experiência em veículos clássicos brasileiros ou com acesso a peças originais/compatíveis com a linha Gurgel; o suporte local pode evitar substituições inadequadas que prejudiquem o valor histórico.
  • Realize checagens preventivas periódicas, com foco em sistemas elétrico, freios, suspensão e sistema de combate à corrosão (especialmente em áreas com umidade e uso fora de asfalto), para manter a integridade mecânica e a confiabilidade de uso.

Considerações para quem avalia o seguro de um Gurgel 1986

Ao planejar o seguro de um veículo de 1986, vários elementos devem ser considerados. Primeiro, a finalidade de uso importa: automóvel de uso diário pode exigir coberturas mais abrangentes, enquanto um clássico com uso apenas em passeios pode ter opções mais moderadas. Em segundo lugar, a documentação de origem e a documentação de restauração podem influenciar o cálculo de valor de reposição. Em terceiro lugar, a disponibilidade de peças de reposição — tanto originais quanto compatíveis — impacta o custo de reparo e, consequentemente, o prêmio. Por fim, o perfil do condutor (tempo de habilitação, histórico de sinistros, uso do veículo) também participa da composição da taxa. Em síntese, a FIPE serve como referência para o valor de referência de indenização, mas cada seguradora pode aplicar regras próprias de acordo com o diagnóstico do estado do veículo. Uma abordagem bem-sucinta é buscar propostas com coberturas que contemplam restauração, peças originais e direito de uso em eventos e encontros de clássicos, assegurando proteção sem comprometer o espírito de coletividade que envolve os carros históricos.

Notas finais sobre o legado FIPE e o cuidado com o clássico

A linha Gurgel de 1986 permanece relevante para entusiastas de automóveis nacionais por sua engenhosidade, economia e adaptabilidade a diferentes cenários de uso. Entender a Tabela FIPE nesse contexto envolve reconhecer que o valor de referência não é apenas uma cifra; é também uma ferramenta de planejamento, que ajuda proprietários a dimensionar seguros, revisões e decisões de restauração. A identidade de cada modelo — Carajás, Tocantis, Xavante e Vip — reside na combinação entre simplicidade de engenharia, componentes padronizados para facilitar o reparo e o espírito brasileiro de resolução de desafios com soluções diretas. No final, tratar do seguro para esses clássicos não é apenas proteger o patrimônio, mas preservar uma parte da história automotiva do país, onde a inovação local mostrou que é possível criar veículos funcionais com recursos limitados, sem renunciar à segurança e à confiabilidade.

Se você está avaliando adquirir ou assegurar um Gurgel 1986, considere uma cotação com a GT Seguros. Uma avaliação cuidadosa pode oferecer coberturas que respeitam o valor histórico do carro, ao mesmo tempo em que proporcionam tranquilidade para o uso cotidiano e para aquele passeio especial entre amigos.