Valor FIPE Atual
R$ 30.631,00
↑ 2,0% vs mês anterior
FIPE: 045001-4
Ano: 1992-1
MêsPreço
Mar/26R$ 30.631,00
Jan/26R$ 30.029,00
Dez/25R$ 29.732,00
Nov/25R$ 29.634,00
Out/25R$ 29.342,00
Set/25R$ 28.766,00
Ago/25R$ 28.483,00
Jul/25R$ 28.201,00
Jun/25R$ 27.923,00
Mai/25R$ 27.646,00
Abr/25R$ 27.104,00
Mar/25R$ 26.835,00

Visão detalhada da Tabela FIPE para Gurgel Carajás, Tocantis, Xavante e Vip 1992

A Tabela FIPE é a referência mais utilizada no Brasil para estimar o valor de reposição de veículos na hora de uma indenização ou de uma cotação de seguro. Quando o assunto envolve modelos históricos, como os Gurgel de 1992, o uso dessa tabela exige uma leitura cuidadosa, pois as variações entre versões, estados de conservação e registros oficiais influenciam o valor que aparece como referência. Este artigo aborda, de forma educativa, como a Tabela FIPE se aplica aos modelos Carajás, Tocantis, Xavante e Vip de 1992, destacando aspectos técnicos, históricos e operacionais que ajudam o corretor de seguros a compreender melhor as escolhas de cobertura para veículos que já não estão em produção há décadas. Além disso, apresentamos uma ficha técnica resumida e discutimos o papel da marca Gurgel no cenário automotivo brasileiro, sempre com foco útil para quem planilha ou cotação seguros.

O que a FIPE representa para veículos históricos

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) mantém uma base de dados com valores médios de veículos usados, atualizada mensalmente, que funciona como referência para seguros, financiamentos e negociações. Para carros de época, como os modelos fabricados pela Gurgel no início dos anos 90, a utilização da FIPE é particularmente desafiadora e exige leitura atenta: o levantamento é feito com base em transações recentes de veículos semelhantes, considerando fatores como idade, estado de conservação e eventual originalidade de peças. Em muitos casos, veículos históricos aparecem em faixas de valor diferentes daquelas de modelos mais modernos, e isso tem impacto direto na cotação de seguros, na indenização por perda total e na avaliação de reconstrução ou reposição. Por isso, entender como a FIPE lida com exemplares de 1992, ainda que seja um universo compacto, é essencial para o corretor, para o proprietário e para o segurado.

Tabela FIPE Gurgel Carajas/Tocantis/Xavante/Vip 1992

Além de compreender a lógica da base FIPE, é fundamental reconhecer que os quatro modelos abordados neste texto compartilham uma matriz comum: são produtos de uma indústria automotiva brasileira que, naquele período, priorizava veículos simples, leves e com capacidades de uso tanto urbano quanto rural. A seguir, apresentamos uma visão técnica dos modelos de 1992 para facilitar a leitura das fichas, a avaliação de risco e a eventual atualização de coberturas em seguros históricos.

Ficha técnica resumida dos modelos Gurgel de 1992

Entre Carajás, Tocantis, Xavante e Vip, a Gurgel produzia veículos com foco em utilidade prática, simplicidade de mecânica e versatilidade de uso. As fichas técnicas específicas variavam conforme a versão e o ano, mas há traços comuns que ajudam a situar esses modelos no repertório de seguros como referência de avaliação. Abaixo está uma síntese descritiva, útil para contextualizar as diferenças entre as versões sem assumir números exatos que possam variar conforme a unidade ou o registro histórico:

Tipo de veículo e uso: utilitários leves e SUVs compactos voltados para uso urbano com capacidade para enfrentar estradas menos asfaltadas, inclusive áreas rurais. Essa versatilidade era uma característica marcante da linha da Gurgel, que priorizava robustez, simplicidade de montagem e facilidade de manutenção.

Carroceria e configuração: a linha contemplava diferentes carrocerias, com foco em utilidade prática e espaço para carga em variantes de porte compacto. Em muitos casos, as opções de carroceria permitiam adaptações para uso comercial leve, transporte de pequenas cargas ou deslocamento com menor consumo de combustível em condições urbanas.

Motorização e câmbio: os motores eram de baixa cilindrada, com foco na confiabilidade e na economia de combustível, atendendo a necessidades de uso diário. A transmissão era majoritariamente manual, com várias marchas, o que era comum para modelos daquela época e linha de produto, contribuindo para uma condução simples e com baixo custo de manutenção.

Tração: versões com tração dianteira ou 4×4, dependendo da configuração e da finalidade do veículo. A tração adicional era valorizada nos modelos com uso rural ou em terrenos irregulares, característica apreciada por quem precisava de versatilidade além do asfalto comum das cidades.

Modelos específicos (1992) e seus contornos técnicos

Gurgel Carajás (1992)

O Carajás foi, ao longo de sua história, um dos representantes da proposta Gurgel de oferecer utilitários leves com características de veículo de passeio. Em 1992, dentro do portfólio, o Carajás representava uma linha que combinava robustez com a praticidade de uso diário. Em termos técnicos, costumava apresentar configurações de motor de baixa cilindrada movido a gasolina, com transmissão manual e opções de tração em alguns marcos de produção. A carroceria, voltada para utilidade, privilegiava espaço de carga e facilidade de manutenção, um traço que auxiliava proprietários interessados em custos operacionais menores e em peças de reposição relativamente acessíveis, dadas as dimensões e o escopo de peças originais disponíveis na época.

Para o seguro, o Carajás de 1992 entra no conjunto de veículos que exigem avaliação da condição da carroceria, do estado do motor e da integridade de componentes como sistema de freios, suspensão e componentes elétricos. A raridade de modelos específicos pode elevar o valor de reposição, dependendo da disponibilidade de peças originais ou compatíveis no mercado de reposição. A leitura da FIPE para esse exemplar requer cuidado com a documentação de origem, histórico de manutenção e registro de propriedade, aspectos que influenciam a cotação de seguro e as coberturas recomendadas.

Gurgel Tocantis (1992)

O Tocantis integrava a linha de utilitários com foco em versatilidade para uso misto – urbano e rural –, mantendo a ênfase em robustez e simplicidade de operação. Em 1992, era comum encontrar versões com motor de baixa cilindrada, câmbio manual e opções de tração que permitiam enfrentar vias com menos pavimento. A configuração geral privilegiava espaço útil na cabine e, muitas vezes, modularidade na área de carga, aspectos relevantes para avaliações de seguro que consideram o valor de reposição com base na compatibilidade com peças originais e com o conjunto mecânico original.

Do ponto de vista da seguradora, a avaliação FIPE para o Tocantis de 1992 depende da conservação, da presença de peças originais, do histórico de revisões e da documentação que comprove a procedência. O histórico de uso pode influenciar a depreciação do veículo na apólice, e a disponibilidade de peças para restauração ou manutenção pode impactar a reposição total ao longo do tempo. A leitura cuidadosa da tabela, aliada a uma inspeção detalhada, ajuda o corretor a propor coberturas proporcionais ao valor de reposição, sem subestimar a utilidade histórica do veículo.

Gurgel Xavante (1992)

O Xavante, dentro do repertório Gurgel, tinha traços de design e funcionalidade que o posicionavam como veículo de uso misto, com vocação para atividades off-road leves, especialmente em áreas com menor pavimentação. Em termos técnicos, era comum encontrar motores de baixa cilindrada, transmissões manuais e configurações de tração que podiam variar conforme a versão, incluindo opções com tração 4×4 em alguns modelos da linha, favorecendo a capacidade de enfrentar terrenos irregulares sem comprometer a dirigibilidade em cidade.

Para a FIPE, o Xavante de 1992 pode apresentar maior variação de valor entre unidades, justamente pela diversidade de carrocerias e pela convivência com exemplares que ainda possuem peças originais compatíveis. O seguro de um Xavante pode exigir documentação que comprove a procedência, bem como histórico de manutenções que demonstre a integridade mecânica e estrutural do veículo ao longo dos anos. A avaliação aqui é feita com foco na preservação da originalidade e na disponibilidade de peças, aspectos que tradicionalmente impactam a estimativa de