Valor FIPE Atual
R$ 49.554,00
↓ 0,2% vs mês anterior
FIPE: 509042-3
Ano: 1987-3
MêsPreço
Mar/26R$ 49.554,00
Fev/26R$ 49.664,00
Jan/26R$ 49.774,00
Dez/25R$ 49.869,00
Nov/25R$ 49.944,00
Out/25R$ 50.065,00
Set/25R$ 50.226,00
Ago/25R$ 50.332,00
Jul/25R$ 50.413,00
Jun/25R$ 50.464,00
Mai/25R$ 50.566,00
Abr/25R$ 50.612,00

Guia prático para entender a Tabela FIPE aplicada ao Mercedes-Benz L-1117 3-Eixos (2 portas), diesel, 1987

Quando uma clínica de seguros, uma corretora ou um gestor de frotas precisa avaliar o valor de um veículo usado, a Tabela FIPE surge como referência essencial. No caso de caminhões clássicos ou semi-pesados, como o Mercedes-Benz L-1117, 3-eixos e configuração de 2 portas, o desafio costuma estar na compatibilidade entre o que a FIPE registra e o que de fato o veículo representa em termos de uso, estado de conservação, alterações na carroceria e histórico de manutenções. Embora a FIPE seja amplamente associada a automóveis de passeio, sua aplicação em veículos comerciais históricos é comum no Brasil, servindo de base para seguro, negociação de compra e venda e avaliação de perdas em sinistros. Neste contexto, entender como a tabela se relaciona com um modelo específico de 1987 ajuda o leitor a interpretar números, planejar coberturas adequadas e evitar surpresas durante a contratação de apólices.

Ficha Técnica resumida do Mercedes-Benz L-1117 (1987)

A seguir, apresentamos uma ficha técnica compacta do Mercedes-Benz L-1117, com foco no que é típico para este tipo de veículo na configuração 3 eixos, diesel, 1987. É importante considerar que pequenas variações podem ocorrer entre unidades, especialmente em veículos com histórico de uso diferente (industrial, construção, distribuição, etc.). A finalidade desta ficha é oferecer uma leitura rápida para o corretor de seguros e o proprietário entenderem os componentes centrais do veículo e como eles influenciam a avaliação de risco e a composição da cobertura.

Tabela FIPE MERCEDES-BENZ L-1117 3-Eixos 2p (diesel) 1987
  • Motor: diesel, configuração de 6 cilindros em linha, com deslocamento típico entre 8,0 e 9,0 litros. A potência estimada costuma ficar na faixa de 180 a 210 cavalos-vapor, com torque variando entre 700 e 900 Nm, dependendo da calibração específica do motor e de eventuais alterações da carroceria ou do sistema de transmissão.
  • Transmissão: manual, geralmente com 5 ou 6 marchas, projetada para suportar as exigências de tração de um caminhão de 3 eixos. Em muitos casos, a embreagem e o conjunto de transmissão foram dimensionados para uso intenso em operação de carga, com reforços na linha de câmbio para maior durabilidade em longos percursos.
  • Capacidade e peso: o peso bruto total (PBT) típico de uma configuração 3-eixos varia conforme o eixo traseiro, o tipo de cabine e a carroceria empregada. Em muitos exemplares deste padrão, o PBT fica entre 11.000 kg e 12.500 kg. A capacidade de carga útil, por sua vez, pode oscilar entre 6.000 kg e 9.000 kg, dependendo da configuração de caçamba ou baú, bem como de eventuais alterações administrativas ou de legislação vigente na época de uso.
  • Dimensões e carroceria: o comprimento total costuma situar-se entre 7,0 m e 8,6 m, com largura em torno de 2,2 m a 2,5 m e altura, incluindo cabine e caçamba, variando em torno de 3,0 m a 3,3 m. Vale notar que caminhões desse porte costumam receber adaptações para serviços específicos — por exemplo, caçambas para construção, plataformas para entrega de cargas ou baús refrigerados — o que pode impactar o peso, a distribuição de carga e o comportamento dinâmico do veículo.

Essa ficha técnica oferece subsídios para o leitor compreender quais atributos do L-1117 influenciam diretamente a categoria de seguro, a depreciação e o custo de reparo. Embora os números acima representem faixas comuns para o modelo na década de 1980, a prática de seguros exige que cada unidade seja avaliada pela sua condição atual, histórico de uso, alterações efetuadas e atualizações que possam ter sido realizadas ao longo dos anos. Por isso, ao aproximar-se de uma cotação, é fundamental discutir particularidades como sinistros anteriores, estado de conservação da cabine, existência de peças originais, além de eventuais modificações na carroceria que impactam a avaliação de risco.

Mercedes-Benz: a força de um símbolo de engenharia e confiabilidade

Antes de mergulhar na prática de segurabilidade e na leitura da FIPE, vale considerar o valor da marca no universo de caminhões comerciais. A Mercedes-Benz, reconhecida globalmente pela robustez, engenharia de ponta e longa tradição em veículos pesados, estabelece um padrão de confiabilidade que atravessa décadas. No Brasil, a presença da marca no segmento de caminhões foi decisiva para a evolução da logística, construção civil e distribuição de cargas pesadas. Mesmo com mudanças de linha e a entrada de novas plataformas, o ethos da marca permaneceu ligado a durabilidade, facilidade de manutenção e disponibilidade de rede de assistência técnica.

Veículos como o L-1117 representam uma era de transição em que a engenharia alemã já trazia componentes robustos, fabricados para suportar cargas significativas, com chassis reforçados, sistemas de freio confiáveis e cabine desenhada para a função de trabalho intenso. Essa herança influencia diretamente a percepção de risco na contratação de seguro: menos fragilidade de componentes críticos, como eixo, sistema de transmissão e motor, pode reduzir a probabilidade de falhas catastróficas, especialmente quando o veículo permanece sob manutenção adequada e com histórico de uso adequado. Por outro lado, a idade do modelo requer atenção redobrada: componentes de reposição, disponibilidade de peças originais e atualizações de segurança devem ser verificadas para evitar lacunas que elevem o custo de sinistros ou dificultem reparos rápidos.

O papel da marca também se reflete na rede de assistência. A Mercedes-Benz tem, historicamente, uma rede de concessionárias e oficinas autorizadas que facilitam a obtenção de peças originais, além de especialistas em caminhões com reputação de diagnosticar com precisão problemas comuns nesses veículos antigos. Para o corretor de seguros, esse ecossistema representa um elemento de conforto ao indicar coberturas adequadas, uma vez que os veículos podem receber reparos de qualidade sem recorrer a peças genéricas, o que, por sua vez, facilita a revalorização futura do bem, a capacidade de reposição e o tempo disponível para as operações de reposição ou substituição.

Como a Tabela FIPE orienta o seguro para o L-1117 e outros caminhões históricos

A Tabela FIPE funciona como referência de valor de mercado de veículos usados e, para fins de seguro, serve de base para a definição de coberturas, parâmetros de depreciação e cálculos de prêmio. Quando o tema é o Mercedes-Benz L-1117, 3-eixos, diesel, 1987, a FIPE ajuda a estabelecer uma linha de referência que serve tanto para o valor de venda quanto para o teto de reposição em muitos contratos. Contudo, há particularidades relevantes que o leitor deve ter em mente ao interpretar a tabela no contexto de seguros:

Primeiro, o estado de conservação tem peso significativo. Um exemplar bem conservado, com histórico de manutenções documentadas, registro de revisões e peças originais, tende a manter o valor de referência mais próximo da FIPE, o que pode resultar em prêmios mais estáveis ao longo dos anos. Em contrapartida, caminhões com histórico de avarias, intervenções não originais ou alterações no chassi podem exigir avaliações adicionais por parte da seguradora, com impactos potenciais no prêmio e nas regras de cobertura.

Segundo, alterações na configuração original — como modificações na caçamba, adição de dispositivos de guindaste, trocas de motor ou de sistema de freios — mudam a classificação de uso, a trajetória de depreciação e, consequentemente, o custo de seguro. Correctamente, as apólices costumam exigir documentação detalhada sobre tais alterações para evitar conflitos de cobertura em caso de sinistro.

Terceiro, para operações de frota ou uso intenso em áreas de construção civil e logística, o perfil de risco do veículo pode se intensificar ao longo do tempo. A FIPE, aliada à avaliação do corretor, ajuda a calibrar o seguro baseado no uso real, na região de operação, na periodicidade de manutenção e no histórico de sinistros do modelo. Em termos práticos, o valor de referência da FIPE pode atuar como piso para o cálculo de dolo de cobertura, limites de indenização e regras de depreciação, sempre com a condição de que a seguradora interprete a situação específica do veículo.

Por fim, a FIPE não substitui uma avaliação técnica completa do bem nem a verificação de documentos de propriedade, histórico de manutenção e estado do veículo na hora da contratação. Em geral, corretores que trabalham com veículos clássicos ou de uso comercial recorrem à FIPE como base, complementando com laudos de inspeção veicular, fotos detalhadas e, quando necessário, avaliações independentes para obter um quadro mais fiel da valorização atual. Assim, a soma de dados — FIPE, ficha técnica, estado de conservação e histórico de uso — oferece ao segurado a melhor base para adquirir a cobertura que melhor atende às suas necessidades, com compatibilidade ao orçamento e à rotina da frota.

Se você atua no setor de seguros ou gerencia uma frota que inclui Mercedes-Benz L-1117, compreender a relação entre o valor de mercado registrado pela FIPE e o valor real do veículo em sua condição atual facilita a definição de coberturas, o cálculo de prêmios e a gestão de risco. Além disso, a leitura cuidadosa da ficha técnica e a avaliação do histórico de uso ajudam a evitar surpresas em casos de sinistro, como dificuldades de reposição de peças originais ou prazos prolongados de reparo, que podem impactar diretamente a continuidade operacional da frota.

Para quem busca otimizar a proteção de um veículo de 1987 com a marca Mercedes-Benz, especialmente na configuração de 3 eixos, a chave está em adotar uma abordagem integrada: utilize a FIPE como referência de valor, complemente com a ficha técnica detalhada, confirme o estado de conservação e mantenha a documentação em dia. Essa combinação aumenta a qualidade da avaliação de risco, facilita ajustes na apólice e, consequentemente, contribui para uma gestão de seguros mais eficiente e previsível.

Se desejar uma orientação prática para sua situação específica, considere solicitar uma cotação com a GT Seguros — é uma maneira de obter um custo alinhado ao perfil do seu veículo e às suas necessidades de proteção, com suporte de especialistas preparados para entender as particularidades de caminhões clássicos como o L-1117.