Valor FIPE Atual
R$ 74.919,00
↓ 0,2% vs mês anterior
FIPE: 509058-0
Ano: 1991-3
MêsPreço
Fev/26R$ 74.919,00
Jan/26R$ 75.085,00
Dez/25R$ 75.228,00
Nov/25R$ 75.342,00
Out/25R$ 75.524,00
Set/25R$ 75.904,00
Ago/25R$ 76.066,00
Jul/25R$ 76.449,00
Jun/25R$ 76.526,00
Mai/25R$ 76.680,00
Abr/25R$ 76.750,00
Mar/25R$ 77.136,00

Como interpretar a Tabela FIPE para a Mercedes-Benz L-1318 3-Eixos 2p Diesel 1991

A Tabela FIPE é uma referência amplamente utilizada no Brasil para embasar avaliações de mercado de veículos, inclusive para fins de seguro, compra e venda, e cálculos de indenização. Quando pensamos em modelos pesados, como a Mercedes-Benz L-1318, 3-eixos e configuração 2 portas com motorização a diesel de 1991, a leitura da FIPE envolve particularidades próprias do segmento de caminhões e sua trajetória de uso, manutenção e conservação. Neste artigo, vamos explorar não apenas a ficha técnica, mas também como a FIPE se relaciona com o valor de um veículo desta categoria, o que isso significa para seguros e para a gestão de ativos logísticos. O objetivo é fornecer embasamento educativo para profissionais de seguros, proprietários e avaliadores, sem se restringir a números únicos, pois os valores de tabela variam conforme o estado, a idade do veículo e a configuração específica.

Ficha Técnica da Mercedes-Benz L-1318 (1991)

  • Motorização: diesel, 6 cilindros em linha, configuração típica da época da linha L. Em versões comuns, a potência nominal fica em torno de 180 cv, com torque robusto para trabalho pesado. A motorização a diesel enfatiza a durabilidade, o que é uma das razões da popularidade deste conjunto para operações de retirada de carga e distribuição de longo curso.
  • Transmissão: caixa de câmbio manual, com várias velocidades que atendem às demandas de torque em partidas, subidas de rampas e tração em terrenos desafiadores. Em muitos exemplares, a relação de marchas foi ajustada para equilíbrio entre desempenho e consumo em fadiga de pista.
  • Configuração de eixos: 3 eixos (comumente apresentado como 6×2 ou 6×4, dependendo da versão e do chassi específico). O terceiro eixo auxilia na distribuição de peso, vital em operações de carga volumosa, e também influencia o comportamento em curva, frenagem e tração em diferentes superfícies.
  • Dimensões, peso e capacidade: a L-1318 pertence à categoria de caminhões de média a pesada aplicação, com peso bruto total (GVW) em faixa elevada. O veículo é projetado para suportar cargas consideráveis, o que o torna adequado para fretes de longas distâncias, construção civil e logística de grandes volumes. As medidas de comprimento, largura e altura variam conforme a configuração de chassi, a carroceria instalada e o equipamento auxiliar, como caçambas, plataformas ou baú refrigerado.

Essa ficha técnica sintetiza os elementos centrais do modelo, mas vale lembrar que pequenas variações existem entre os lotes produzidos, bem como entre as versões disponíveis no mercado brasileiro naquela época. Fatores como a especificação do motor (código OM ou equivalente), o tipo de transmissão, a presença de dispositivos de assistência à condução, e o conjunto de eixos (com ou sem diferencial traseiro adicional) podem alterar aspectos práticos de uso, manutenção e, consequentemente, o desempenho financeiro relacionado à frota de caminhões.

Tabela FIPE MERCEDES-BENZ L-1318 3-Eixos 2p (diesel) 1991

A Mercedes-Benz: tradição, confiabilidade e presença no Brasil

A Mercedes-Benz detém uma trajetória de longa data no setor de veículos comerciais no Brasil. A marca consolidou-se não apenas pela qualidade de engenharia, mas também pela rede de assistência técnica, disponibilidade de peças originais e suporte logístico para frotas de diferentes portes. No segmento de caminhões, a linha L cresceu como referência para aplicações que exigiam durabilidade, robustez e capacidade de carga — atributos valorizados em operações de transporte de carga seca, perecível e construção civil.

A L-1318, em especial, faz parte de uma geração que priorizava a simplicidade de manutenção e a disponibilidade de componentes na rede de concessionárias e oficinas autorizadas. Em termos de seguro, a reputação da marca em termos de confiabilidade pode contribuir para um perfil de risco mais estável, especialmente quando comparada a modelos com históritos de falhas recorrentes ou com componentes menos difundidos no mercado de reposição. Além disso, a presença de peças originais e de mão de obra treinada reduz o tempo de indisponibilidade em eventuais sinistros ou manutenções programadas, o que, indiretamente, impacta o custo total da propriedade ao longo da vida útil do veículo.

Como a Tabela FIPE embasa a avaliação de um caminhão como a L-1318

A Tabela FIPE é um instrumento de referência que reflete, em termos médios, o valor de mercado de veículos usados. Para caminhões de grande porte com configuração de 3 eixos, a FIPE leva em conta fatores específicos que podem divergir bastante do mercado de automóveis de passeio. Em primeiro lugar, o uso real do veículo é determinante: atuação em frete de carga, deslocamento entre plataformas, deslocamento urbano de caminhões de grande porte podem exigir mais manutenções, pneus e consumo de combustível, o que afeta a depreciação ao longo do tempo. Em segundo lugar, a condição física e de conservação impacta fortemente. Um caminhão que recebeu revisões periódicas, estatísticas de quilômetros bem registradas e histórico de sinistros controlado tende a apresentar uma curva de desvalorização mais estável em comparação com unidades que não receberam manutenção adequada. Por fim, a configuração de motor, transmissão, eixo e tipo de carroceria que o veículo possui (ex.: caçamba, plataformas ou baú) também influencia o valor de reposição em uma eventual indenização ou na avaliação de compra/venda entre terceiros.

É importante compreender que a FIPE não determina um preço fixo para cada veículo. Em vez disso, ela oferece uma referência mensal que atua como base para negociações e cálculos de seguro. Em operações de seguro de caminhões, esse valor de referência auxilia seguradoras a estimar a indenização em caso de sinistro, estabelecer limites de cobertura compatíveis com o ativo segurado e calibrar prêmios com base no risco associado ao veículo, à operação e à frota. Para o proprietário, entender que a FIPE representa uma faixa de valor de mercado ajuda na tomada de decisão sobre cobertura, franquias e tipos de proteção (casco, incêndio, roubo, colisão, responsabilidade civil, entre outras coberturas específicas para transportes).

Impacto da FIPE no seguro de caminhões pesados em operações reais

Do ponto de vista de seguros, o valor referenciado pela FIPE é utilizado para diversas finalidades, entre as quais se destacam: a definição do valor segurado (ou de referência para indenização integral) e a determinação de índices de depreciação para veículos usados. Quando um caminhão como a L-1318 está segurado, o contrato pode prever que a indenização em caso de perda total siga o valor da Tabela FIPE para o ano/modelo correspondente, ajustado pela prática da seguradora para estado de conservação, quilometragem e histórico de manutenção. Este ajuste é comum para refletir particularidades do veículo, como a existência de alterações de configuração, modificações não originais ou avarias que, embora recuperáveis, afetam o valor de mercado de reposição.

Além disso, a FIPE influencia a avaliação de risco para seguradoras, especialmente em relação a caminhões de frota. Frotas com histórico de sinistros, indisponibilidade de peças ou falhas repetidas em componentes críticos tendem a apresentar prêmios mais elevados, independentemente da marca. Por outro lado, veículos bem conservados, com planos de manutenção consistentes e histórico de uso previsível, podem obter condições de seguro mais favoráveis, com prêmios proporcionais ao risco efetivo. Nesse cenário, entender a dinâmica da FIPE ajuda proprietários e corretores a explicarem as variações de preço entre diferentes propostas de seguro, bem como a planejar estratégias de proteção de ativos ao longo do ciclo de vida da frota.

Custos operacionais, manutenção e aspectos de segurança para a L-1318

Operar uma Mercedes-Benz L-1318 envolve considerações de custo que vão além do valor de aquisição ou do prêmio do seguro. Abaixo, destacamos pontos-chave que costumam influenciar o custo total de propriedade (TCO) e, por consequência, a avaliação de seguros ao longo do tempo:

  • Manutenção preventiva: a robustez típica de caminhões Mercedes é acompanhada por intervalos de revisão bem definidos. A adesão a esses intervalos reduz o risco de falhas catastróficas que elevam o custo com reparos emergenciais e podem impactar a reputação de disponibilidade da frota.
  • Peças de reposição: a disponibilidade de peças originais e de reposição compatíveis influencia o tempo de inatividade. Em operações de fretamento ou transporte com prazos críticos, a logística de peças é parte essencial da tomada de decisão de seguro, pois sinistros que demandem substituição de componentes estratégicos podem aumentar as perdas indiretas.
  • Consumo de combustível e eficiência: motores a diesel de maior porte historicamente consomem combustíveis de forma significativa. Planejar rotas, manutenções para manter o desempenho do motor e utilizar lubricantes de qualidade pode impactar o consumo, o que, por sua vez, afeta custos operacionais e estratégias de seguro (por exemplo, seguros com benefícios de assistência em rota).
  • Conservação física: a condição da carroceria, do chassi, das amorteciações e dos sistemas de freio influencia diretamente o valor de revenda e, portanto, o alinhamento entre o valor segurado e a FIPE. Veículos com boa conservação frequentemente apresentam melhor relação entre prêmio pago e proteção efetiva.

Além disso, para frotas que operam em ambientes de alto desgaste (construção, mineração, logística portuária), é essencial considerar garantias de proteção contra danos por colisão, incêndio, roubo e furto qualificado, bem como proteções adicionais para transporte de cargas perigosas ou de alto valor. A escolha de coberturas deve refletir o perfil de risco da operação, a disponibilidade de peças e a capacidade de resposta da rede de assistência da seguradora.

Orientação para proprietários e corretores

Para quem acompanha a Tabela FIPE e o seguro de veículos pesados, algumas práticas ajudam a alinhar expectativas e a melhorar a proteção da frota:

  • Documentar estado de conservação: manter registros de manutenção, notas fiscais de serviços e comprovantes de inspeções contribui para uma avaliação mais precisa pela FIPE e pela seguradora.
  • Acompanhar o histórico de uso: registrar milhagens, rotas mais frequentes, condições de operação (terras, poeira, subidas, trechos urbanos), para calibrar prêmios e coberturas de acordo com o risco real do veículo.
  • Planejar revisões de pneus e freios: a presença de pneus adequados e freios em boas condições reduz o risco de acidentes e danos, impactando positivamente o custo total de propriedade.
  • Conferir opções de proteção de carga: dependendo do tipo de carga transportada (geralmente voluminosa e valiosa), pode haver necessidade de coberturas específicas para freight, responsabilidade civil e riscos adicionais no trajeto.

Essas práticas ajudam a manter a relação entre o valor de mercado, a proteção oferecida pela apólice e a eficiência operacional da frota. Embora a Tabela FIPE ofereça uma referência importante, o cenário de seguro de caminhões envolve múltiplos fatores que vão além de um único número de mercado. A comunicação clara entre proprietário, corretor e seguradora é fundamental para construir uma apólice bem ajustada às necessidades reais do negócio.

Ao planejar a proteção de uma Mercedes-Benz L-1318 de 1991, é recomendável alinhar expectativas com o corretor sobre o tipo de seguro mais adequado, a cobertura de terceiros, o valor segurado com base na FIPE e as condições de indenização em caso de sinistro. Um olhar cuidadoso para o estado de conservação, uso operacional e histórico de manutenção pode avançar significativamente na construção de uma estratégia de seguro eficiente e econômica.

Se você busca uma abordagem prática para transformar informações técnicas em proteção efetiva, considere uma cotação com a GT Seguros. Uma cotação bem estruturada pode refletir o valor de mercado atual da frota, as necessidades de proteção de cada veículo e a capacidade de resposta da seguradora às suas particularidades de operação.