Valor FIPE Atual
R$ 67.194,00
↓ 0,2% vs mês anterior
FIPE: 512025-0
Ano: 1987-3
MêsPreço
Jan/26R$ 67.194,00
Dez/25R$ 67.322,00
Nov/25R$ 67.424,00
Out/25R$ 67.587,00
Set/25R$ 67.804,00
Ago/25R$ 67.947,00
Jul/25R$ 68.056,00
Jun/25R$ 68.125,00
Mai/25R$ 68.262,00
Abr/25R$ 68.324,00
Mar/25R$ 68.427,00
Fev/25R$ 68.469,00

SAAB-SCANIA T-112 H 320: ficha técnica, contexto histórico e leitura da Tabela FIPE

A Tabela FIPE é a referência de mercado para estimar o valor de veículos usados no Brasil. Quando tratamos de modelos históricos, como a SAAB-SCANIA T-112 H 320, 6×2 2p (diesel) de 1987, a leitura da FIPE exige cuidado especial: o veículo pertence a uma era de engenharia e de mercado distinta, com custos de manutenção, disponibilidade de peças e demanda bem diferentes dos caminhões contemporâneos. Este texto propõe uma visão educativa, conectando a ficha técnica do modelo, o papel da marca Saab-Scania no setor de transporte e a forma como as seguradoras e compradores podem interpretar a Tabela FIPE para caminhões vintage. Ao longo do conteúdo, destacamos os aspectos práticos que ajudam corretores de seguros a orientar clientes sobre proteção veicular, riscos operacionais e estilos de cobertura adequados a esse tipo de ativo. Além disso, apresentamos a abordagem histórica da marca, seus impactos tecnológicos e a relevância de considerar fatores como idade, uso e estado de conservação no cálculo de seguros. O tema exato orienta a compreensão: Tabela FIPE SAAB-SCANIA T-112 H 320 6×2 2p (diesel) 1987.

Ficha técnica da SAAB-SCANIA T-112 H 320

A ficha técnica de um caminhão histórico como o T-112 H 320 envolve dados que ajudam a entender o desempenho, a robustez e as necessidades de manutenção. Abaixo, sintetizamos os principais componentes que costumam constar na referência FIPE para esse formato de veículo, com foco em características relevantes para seguradoras e compradores:

Tabela FIPE SAAB-SCANIA T-112 H 320 6×2 2p (diesel) 1987
  • Configuração e cabine: caminhão pesado 6×2, com cabine de 2 portas, projetado para permitir operação em tráfego rodoviário e condições de estrada variáveis, comum em transporte de carga de peso moderado a pesado.
  • Motor e desempenho: motor diesel em linha de 6 cilindros, com potência nominal estimada em torno de 320 cavalos. Esse patamar de potência é típico de séries voltadas para equilíbrio entre tração, capacidade de subida e consumo, especialmente em aplicações de longo percurso com carga elevada.
  • Transmissão e tração: transmissão manual, configuração de tração 6×2 com eixo de tração adicional (eixo tag/auxiliar). Esse arranjo favorece distribuição de peso, estabilidade em estrada e capacidade de reboque em curvas, mantendo a força de propulsão suficiente para deslocamentos com carga.
  • Ano e origem: fabricação/uso com referência de 1987, período em que a parceria SAAB-Scania produzia veículos pesados com foco em durabilidade, simplicidade mecânica para manutenção em frotas, e integração de tecnologia de motor diesel da época.

Como a Tabela FIPE classifica modelos da SAAB-SCANIA na memória do mercado

A FIPE trabalha com uma metodologia de leitura de preços que leva em conta o histórico de mercado, o estado de conservação, a quilometragem, a documentação e a disponibilidade de peças — especialmente relevante para caminhões de décadas passadas. No caso de um modelo como a T-112 H 320, a Apuração FIPE pode apresentar faixas de referência que refletem o valor de reposição ou de venda no estado de “condições usuais” para veículos com idade superior a duas décadas. Essa leitura não fornece um valor exato para cada unidade, mas fornece uma base de negociação, com bandas de variação influenciadas por fatores como:

  • Condição mecânica: motor, transmissão, sistema de freios, suspensão e integridade do chassi. Caminhões de uso intenso podem apresentar maior depreciação, especialmente se possuem histórico de avarias ou substituições de componentes críticos.
  • Estado da carroçaria e acabamento: a presença de corrosão, danos estruturais ou avarias de cabine impacta o valor, pois afeta a estética, a proteção contra intempéries e a viabilidade de reuso em frota.
  • Quilometragem efetiva: caminhões com baixa quilometragem para a idade costumam obter índices mais favoráveis na FIPE, desde que não haja sinais de uso excessivo em condições extremas de operação.
  • Disponibilidade de peças e manutenção: séries históricas da SAAB-SCANIA podem exigir peças específicas; a facilidade ou dificuldade de reposição pode influenciar o prêmio de seguro e o valor de mercado estimado pela FIPE.

Para corretores e compradores, compreender que a FIPE funciona como um referencial de referência e não como o preço final de negócio é crucial. O ajuste entre o valor de aquisição, o custo de substituição e o custo de reparo deve considerar as particularidades de caminhões de elite de décadas anteriores, bem como o contexto de mercado local. A partir desse entendimento, a leitura da Tabela FIPE para um modelo como a SAAB-SCANIA T-112 H 320 torna-se uma ferramenta de apoio: ela orienta a precificação de seguros, de assistência técnica e de projetos de proteção veicular, sem substituir a avaliação de um perito ou de uma cotação específica de seguradora.

A marca SAAB-SCANIA: legado, tecnologia e foco em transporte

A SAAB-SCANIA AB nasceu de uma colaboração entre duas empresas com competências complementares: a indústria automobilística sueca Saab e a fabricante de caminhões Scania-Vabis. Nos anos de atuação conjunta, a linha de caminhões SAAB-SCANIA ficou marcada por uma estratégia de integração entre engenharia de motor, transmissão e chassis, com ênfase em robustez, facilidade de manutenção e desempenho estável em condições operacionais desafiadoras. A parceria trouxe inovações para a época, incluindo soluções de motor diesel com torque estável, sistemas de freios confiáveis e configurações de eixo que privilegiavam estabilidade e distribuição de carga. Esse conjunto de atributos foi especialmente valorizado em mercados com demanda por transporte de larga escala, como longas rodovias, cargas volumosas e operações em regiões com infraestrutura variável.

O final dos anos 1980 e início dos anos 1990 marcaram uma fase de transição para diversos fabricantes europeus, diante de mudanças regulatórias, avanços tecnológicos e redes de manutenção espalhadas globalmente. A SAAB-SCANIA, nesse cenário, consolidou uma reputação de engenharia sólida, com foco em durabilidade e facilidade de reparo, atributos que continuam a interessar colecionadores, museus veiculares e frotistas que valorizam a disponibilidade de peças históricas e o custo de conservação. Mesmo que a parceria tenha evoluído ao longo do tempo, a memória da SAAB-SCANIA no segmento de caminhões pesados permanece um capítulo relevante para entender a evolução de caminhões europeus, bem como a construção de padrões de segurança, conforto de cabine e desempenho de motor diesel na prática de transporte de cargas pesadas.

Implicações para corretores de seguros e compradores

Ao lidar com um modelo como a SAAB-SCANIA T-112 H 320 de 1987, corretores de seguros devem considerar aspectos específicos que influenciam a avaliação de risco e a proposta de cobertura. Abaixo estão pontos-chave que ajudam a orientar decisões, sem perder o foco no caráter histórico e técnico do veículo:

Primeiro, a idade do veículo implica em maior necessidade de manutenção preventiva, disponibilidade de peças originais ou compatíveis, e maior probabilidade de falhas em componentes críticos. Essa realidade tende a impactar o custo do seguro, com maior probabilidade de coberturas combinadas (casco, terceiros, assistência 24h) e cláusulas específicas para veículos de coleção ou uso ocasional. Segundo, a criticidade da proteção contra roubo e incêndio pode ser maior para caminhões raros, especialmente quando o veículo opera em frotas de nicho ou em rotas com menor disponibilidade de suporte técnico. Terceiro, a avaliação de risco deve considerar o valor de substituição estimado pela FIPE, a disponibilidade de peças e o custo de reparo; caminhões históricos podem exigir avaliações especiais de peritos para confirmar a viabilidade de recuperação em caso de sinistro. Por fim, a gestão de frota histórica demanda documentação detalhada: histórico de manutenção, registros de inspeção, certificações de compatibilidade de peças e histórico de proprietários, que ajudam a construir um quadro claro para seguradoras e compradores.

Para compradores, é essencial compreender que veículos como a T-112 H 320 são ativos de nicho. Além do preço de aquisição, há custos recorrentes de manutenção, avaliações de risco e eventuais peculiaridades operacionais. A decisão de adquirir uma unidade desse tipo para uso próprio ou para integrar a uma pequena frota deve equilibrar a nostalgia, o valor histórico e a viabilidade prática da operação com as exigências de proteção veicular e conformidade regulatória.

Considerações finais e convite à cotação

Em resumo, a SAAB-SCANIA T-112 H 320 de 1987 representa um capítulo interessante da engenharia de caminhões europeus, com uma combinação de configuração 6×2, motor diesel robusto e cabine de duas portas que favorece a operação em diversas condições. A leitura da Tabela FIPE para esse modelo requer atenção aos contextos de mercado históricos, ao estado de conservação e à disponibilidade de peças. Para corretores, compradores e entusiastas, compreender esses elementos facilita a audição da necessidade de seguro adequado, bem como a avaliação de custos totais de posse e operação. Se você trabalha com veículos históricos ou com frotas que valorizam clássicos da engenharia, a leitura integrada entre ficha técnica, FIPE e perfil de uso é essencial para uma proteção eficaz.

Para proteção adequada ao seu patrimônio veicular, avalie uma cotação com a GT Seguros.