Valor FIPE Atual
R$ 129.778,00
↓ 0,2% vs mês anterior
FIPE: 513110-3
Ano: 2002-3
MêsPreço
Mar/26R$ 129.778,00
Fev/26R$ 130.065,00
Jan/26R$ 133.147,00
Dez/25R$ 133.401,00
Nov/25R$ 133.602,00
Out/25R$ 133.924,00
Set/25R$ 134.354,00
Ago/25R$ 134.638,00
Jul/25R$ 136.361,00
Jun/25R$ 136.498,00
Mai/25R$ 136.773,00
Abr/25R$ 136.897,00

Panorama técnico e orientação prática sobre a Tabela FIPE para o Scania P-124 CA 400 6×4 NZ 2p Diesel 2002

Quando a corretora de seguros avalia um veículo pesado como o Scania P-124 CA 400 6×4 NZ 2p (diesel) de 2002, a Tabela FIPE funciona como referência para estimar o valor de recompra ou de reposição em caso de sinistro. O objetivo da FIPE é oferecer um conjunto de valores médios de mercado, calculados com base em dados de anúncios, transações e disponibilidade de peças ao longo do tempo. Entretanto, é fundamental entender que o valor FIPE não representa o preço de venda atual de um caminhão específico, nem substitui uma avaliação detalhada de condições reais do veículo. A idade, o estado de conservação, o histórico de manutenção, a quilometragem, alterações na configuração original e até a região de origem podem influenciar significativamente o valor final utilizado pela seguradora. Este artigo explora a relação entre a Tabela FIPE e a proteção de um caminhão Scania da configuração P-124, com foco educativo para quem atua na área de seguros e precisa orientar o cliente sobre a cobertura adequada.

O que é a Tabela FIPE e como ela orienta o seguro

A FIPE, Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, é reconhecida por disponibilizar um conjunto de índices de valores de veículos usados no Brasil. Os valores FIPE são calculados a partir de amostras de anúncios e transações, buscando refletir o preço médio de mercado de veículos com determinados anos, versões, condições e padrões de uso. No âmbito de seguros, esses valores servem como referência para cálculos de depreciação, indenizações em casos de sinistro total ou parcial e para a verificação de limites de cobertura.

Tabela FIPE SCANIA P-124 CA 400 6×4 NZ 2p (diesel) 2002

Para caminhões de grande porte e plataformas, como o Scania P-124 CA 400 6×4 NZ 2p, a aplicação da FIPE tem particularidades. Em primeiro lugar, a segmentação por tipo de veículo (caminhão pesado, rígido, cabineNZ, tração 6×4) é essencial, porque diferentes configurações trazem perfis de desgaste, demanda por peças e custos de reposição distintos. Em segundo lugar, a idade do veículo exerce impacto relevante: caminhões com mais de uma década costumam ter faixas de depreciação maiores que modelos mais novos, ainda que a demanda por peças originais permaneça estável para a marca. Por fim, itens como cabine com sleeper (versão com cabina de dormir), aerodinâmica, tipo de transmissão (manual ou semiautomática) e o conjunto de eixos influenciam a valoração FIPE. A seguradora, ao utilizar a Tabela FIPE, também compara a condição do veículo com a média de mercado, ajustando o valor para refletir particularidades do exemplar – por exemplo, se há revisões completas da linha de trem de força, histórico de acidentes ou substituição de componentes relevantes.

Para o corretor de seguros, compreender a diferença entre o valor FIPE e o valor de reposição é crucial. O valor FIPE pode servir como linha de base para o prêmio inicial, mas a apólice pode prever coberturas adicionais — como proteção de montagem, garantia de peças originais, ou cláusulas de valor agregado — que alteram o custo do seguro. Além disso, a FIPE não substitui, por si só, uma avaliação técnica atual do caminhão. Em operações de sinistro, a empresa seguradora pode pedir inspeção independente para confirmar as condições do veículo e, se necessário, realizar ajuste de valor com base em notas técnicas, laudos de manutenção ou planilhas de reposição de peças.”

Ficha técnica do Scania P-124 CA 400 6×4 NZ 2p (diesel) 2002

  • Motor e desempenho: motor diesel de alta capacidade, com arquitetura de 12–12,6 litros, seis cilindros em linha, potência nominal em torno de 400 cv, torque máximo na faixa de 1.900–2.100 Nm. A configuração costuma incluir turbo com intercooler e sistemas de gestão de combustível de acordo com a norma de emissão aplicável na época (Euro II/Euro III, conforme o mercado brasileiro de 2002). O conjunto é pensado para atividades de transporte de carga pesada, com desempenho estável em trechos longos e condições de estrada desafiadoras.
  • Transmissão e tração: transmissão disponível em versões manuais robustas (com um grande número de marchas, comumente 12 velocidades) ou em opções semiautomáticas/Opticruise, compatíveis com motores de alta torque. Tração 6×4 indica eixo dianteiro simples com dois eixos traseiros tracionados, típico de caminhões com boa capacidade de tração e distribuição de peso entre eixos.
  • Cabine e configuração física: cabine NZ, indicada pela nomenclatura específica para esse conjunto, com duas portas e, em alguns modelos, espaço de dormitório (cabine com leito). O veículo é configurado para operação em linhas de ônibus de carga pesada em distâncias médias a longas, atendendo às necessidades de conforto do motorista sem comprometer a capacidade de carga.
  • Dimensões, peso e capacidade: o conjunto 6×4, típico dessa linha, costuma apresentar comprimento entre eixos e dimensões de largura compatíveis com a ergonomia de manobra em rodovias, com Peso Bruto Total (PBT) variando, em média, entre aproximadamente 25.000 kg e 32.000 kg, dependendo da configuração de eixo, carroceria e itens de redundância. O comprimento total costuma oscilar entre faixas que atendem à estrutura de encomendas e aos padrões de operabilidade em operações de transporte rodoviário de grande porte.

Observação: as especificações podem variar conforme a configuração original de fábrica, upgrades posteriores, adaptações para minerárias, madeireiras, transportadoras de cargas especiais ou frota de aluguel. Em particular, versões com cabine de dormir, acessórios adicionais ou itens de proteção podem modificar o peso, o centro de gravidade e a eficiência de consumo, o que, por consequência, impacta a avaliação de seguro e a Tabela FIPE para aquele exemplar específico.

A marca Scania: tradição, inovação e liderança no transporte pesado

A Scania é uma das marcas mais reconhecidas no segmento de caminhões pesados e chassis para aplicações de transporte de carga. Fundada na Suécia, a Scania tem como pilares a engenharia robusta, a confiabilidade em operações de longo curso e a busca contínua por eficiência de combustível, linhas de produção modernas e redes de assistência técnicas amplas. No Brasil e na América Latina, a Scania consolidou-se como parceira de largas frotas de logística, construção, mineração e agronegócio, oferecendo não apenas caminhões, mas soluções integradas que incluem telemetria, manutenção preditiva e programas de gestão de frota. A reputação da marca é construída sobre a disponibilidade de peças originais, redes de oficina autorizadas e uma linha de produtos que atende desde semipesados até pesados de alta performance. O P-124 CA 400 6×4 NZ 2p, nesse contexto, representa a aplicação de uma tecnologia consolidada em uma configuração de tração que atende a necessidades de potência de reboque, rigidez estrutural e durabilidade, especialmente em rotas de carga pesada com condições desafiadoras de estrada e terreno. Para quem atua na corretagem de seguros, essa trajetória da marca incentiva a confiança de clientes que desejam proteção estável e suporte técnico consistente ao longo da vida útil do veículo.

Como a FIPE se relaciona com o seguro de caminhões: impactos práticos

Ao considerar uma apólice para o Scania P-124 CA 400 6×4 NZ 2p, o corretor precisa traduzir o conceito de FIPE em parâmetros de cobertura. Em termos práticos, o valor FIPE pode ser utilizado como referência para a indenização em caso de sinistro total, quando a seguradora busca recompensar o proprietário com base no valor de reposição ou de mercado, conforme a cláusula contratual. Em casos de sinistro parcial, o valor FIPE também pode orientar a estimativa de peças e serviços necessários para a recomposição do veículo, levando em conta a depreciação, o custo de reposição de componentes originais e a eventual necessidade de adaptação para manter a confiabilidade operacional do caminhão. Além disso, a FIPE serve como hífen entre a avaliação técnica e a precificação do prêmio: quanto mais alinhado o veículo estiver com a média de mercado para o modelo, ano e configuração, mais estável tende a ser o prêmio, especialmente quando aliado a boas práticas de manutenção, histórico de serviços e registro de ocorrências de seguro.

É relevante observar que a FIPE não substitui um laudo técnico ou uma avaliação detalhada do estado do veículo no momento da contratação. Anotações de conservação, histórico de sinistros, quilometragem efetiva, integridade da caçamba ou carroceria, estado dos componentes mecânicos e elétricos, além de alterações não originais; tudo isso pode ajustar o valor de referência para cima ou para baixo do valor de