Valor FIPE Atual
R$ 68.213,00
↓ 0,5% vs mês anterior
FIPE: 513118-9
Ano: 1992-3
MêsPreço
Jan/26R$ 68.213,00
Dez/25R$ 68.556,00
Nov/25R$ 68.271,00
Out/25R$ 68.628,00
Set/25R$ 68.973,00
Ago/25R$ 69.275,00
Jul/25R$ 69.624,00
Jun/25R$ 69.974,00
Mai/25R$ 70.326,00
Abr/25R$ 70.680,00
Mar/25R$ 71.036,00
Fev/25R$ 71.393,00

Panorama técnico e histórico do Scania T-113 H 320 6×2 de 1992 e o papel da Tabela FIPE na avaliação

A Tabela FIPE é uma referência amplamente utilizada no Brasil para a avaliação de veículos usados, incluindo caminhões pesados como o Scania T-113 H 320, fabricado em 1992. Embora muitos consumidores pensem apenas em preço de compra, a FIPE cumpre um papel essencial na definição de valores de mercado que, por sua vez, influenciam decisões de seguro, financiamento e revenda. Para quem atua no universo de corretagem de seguros, entender como esse veículo específico se insere no catálogo de seguros e como a Tabela FIPE afeta a avaliação de risco é fundamental para orientar o cliente de forma educativa e transparente. A seguir, exploramos não apenas a ficha técnica do Scania T-113 H 320, mas também o contexto histórico da linha, a proposta da marca Scania e, principalmente, as implicações para seguros de caminhões com essa configuração de tração e cabina, em um ano-chave como 1992.

Ficha técnica do Scania T-113 H 320

  • Marca: Scania
  • Modelo: T-113 H 320, configuração 6×2, cabine com 2 portas (2p)
  • Ano/modelo de fabricação: 1992
  • Motorização: Diesel, motor de alta cilindrada (~11,3 litros), potência nominal de 320 CV

O Scania T-113 H 320, na prática, representa uma espécie de “pacote de força” destinado a transportar cargas pesadas com robustez e eficiência operacional para a época. A designação 6×2 indica, de forma resumida, uma configuração de eixo com três eixos, sendo que uma das regras mais comuns é ter um eixo traseiro de tração com um eixo suplementar não-tracionado, o que facilita manobras e distribuição de peso para cargas significativas. A cabine de 2 portas sugere um layout voltado para operações em que o motorista precisa de boa ergonomia e espaço para jornadas mais longas, compatível com a proposta de uso em fretamento, distribuição pesada e aplicações de rota longa que eram típicas daquela década. O motor diesel de 11,3 litros, com 320 CV, posiciona o veículo próximo do topo de desempenho dentro da linha T da Scania naquela era, oferecendo maior torque para arrancadas, acomodação de peso e estabilidade em trajetos com subidas acentuadas, comuns em operações logísticas e de transportes especiais.

Tabela FIPE SCANIA T-113 H 320 6×2 2p (diesel) 1992

É importante notar que, para fins de seguro, esse conjunto de especificações — motor de grande deslocamento, potência elevada, eixo 6×2 e cabine com duas portas — tende a influenciar tanto o valor de reposição quanto o perfil de risco do veículo. Em 1992, a tecnologia de freios, suspensão, sistema de transmissão e mecanismos de proteção ainda era baseada em soluções mecânicas robustas, com evolução gradual para sistemas eletrônicos de controle que hoje são padrão em frotas modernas. Por isso, entender as características técnicas ajuda o corretor a calibrar o conjunto de coberturas mais adequado, bem como a interpretar a Tabela FIPE com maior contexto sobre o que era possível naquele período e o que permaneceu relevante para o mercado de reposição e de peças até hoje.

Além disso, a FIPE trabalha como referência de mercado, mas as seguradoras costumam complementar essa base com fatores específicos da operação do veículo, como a idade do motor, o histórico de sinistros, a quilometragem percorrida, a região de uso, o tipo de carga transportada e as características da frota. Isso significa que uma mesma base FIPE pode levar a propostas de prêmio distintas quando há diferenças de uso, estado de conservação ou histórico de manutenção. Na prática, a Tabela FIPE serve como um piso de avaliação, enquanto a apólice de seguro reflete um conjunto de variáveis que o corretor precisa discutir com o cliente para chegar a uma solução adequada ao perfil de risco.

Contexto histórico da linha Scania T e o papel da Tabela FIPE

A década de 1990 marcou uma fase de consolidação para a linha Scania T, com modelos destinados a operações pesadas, transporte de cargas tonais e aplicações que exigiam desempenho consistente sob condições de demanda variáveis. O T-113 H 320 representa uma configuração clássica dessa era: motor robusto, estrutura de chassis preparada para suportar peso significativo, e uma arquitetura de eixo que proporcionava boa estabilidade, sobretudo em longas distâncias, quando a confiabilidade do conjunto motor-transmissão era prioridade para as empresas transportadoras. Do ponto de vista de seguros, caminhões com esse perfil costumam exigir avaliações minuciosas de itens como estado dos travões, sistema de freio de serviço e redundâncias (ex.: compressor de ar, reservatórios, válvulas de proteção), além da cabina, que deve manter condições adequadas de conforto e ergonomia para o motorista.

O papel da Tabela FIPE nessa avaliação não é apenas declarar o valor de compra ou de venda. Para corretores de seguros, a FIPE funciona como referência de valor de mercado que ajuda a ancorar o preço de reposição ou o valor segurado em caso de sinistro. Em veículos de 1992, é comum observar que a FIPE aponta faixas de valor que refletem a depreciação natural do tempo, a disponibilidade de peças originais replicadas, bem como a curva de demanda por esse tipo de caminhão já bastante específico. Quando o valor de mercado indicado pela FIPE é baixo, as seguradoras tendem a ajustar o prêmio para refletir o custo potencial de substituição ou de reparo, sobretudo em cenários de sinistro de grande monta que envolvem motor, transmissão ou eixo. A combinação entre a leitura da FIPE e a avaliação técnica realizada durante a vistoria do veículo é o caminho mais sólido para chegar a uma cobertura que respeite o real risco envolvido.

Outro ponto relevante é a relação entre idade do veículo, disponibilidade de peças e custos de manutenção. Caminhões produzidos há mais de três décadas costumam exigir maior atenção à disponibilidade de peças de reposição originais, o que pode impactar o tempo de imobilização em caso de sinistro. Em termos de seguro, isso pode se traduzir em escolhas mais prudentes de franquias, limites de cobertura e, por vezes, na necessidade de incentivos como telemetria embarcada, dispositivos anti-furto, ou programas de manutenção preventiva que comprovem baixos índices de falha. Ao orientar clientes, o corretor pode associar o valor FIPE de referência com o histórico de uso do veículo para propor uma solução de seguro que seja estável ao longo do tempo e adequada ao tamanho da operação.

Por fim, vale destacar que a Tabela FIPE não é imutável. Ela é atualizada periodicamente com dados do mercado; para caminhões usados, atualizações podem ocorrer com variações que refletem novas dinâmicas de oferta e demanda, disponibilidade de peças e condições de uso das frotas. A capacidade de interpretar essas mudanças com precisão é uma competência-chave do corretor de seguros, porque isso impacta diretamente a composição do prêmio, as coberturas ofertadas e a qualidade da proteção contratada. Em resumo, a leitura integrada da FIPE com a ficha técnica e o histórico do veículo representa a base para uma cotação de seguro realmente alinhada às necessidades do cliente e às exigências regulatórias do mercado.

Sobre a marca Scania

A Scania é reconhecida mundialmente por sua especialização em caminhões, ônibus e motores para aplicações industriais. Com sede na Suécia, a marca construiu ao longo de décadas uma reputação de robustez, desempenho e sustentabilidade, associando engenharia de ponta a uma rede global de serviço e pós-venda. No Brasil, a presença da Scania se consolidou através de filiais e autorizadas que oferecem suporte técnico, reposição de peças originais e programas de manutenção que ajudam a reduzir o tempo de inatividade das frotas. Essa rede de suporte é um fator relevante para seguradoras, porque veículos com histórico de manutenção regular tendem a apresentar menor probabilidade de sinistros graves, especialmente em caminhões pesados onde o desempenho de freios, suspensão e motor é crucial para a segurança de motoristas e cargas.

Além da robustez mecânica, a Scania investe em tecnologia que facilita a gestão de frotas. Ainda que modelos de 1992 não tragam toda a gama de sistemas presentes em caminhões modernos, muitos exemplares da linha T já incorporavam soluções que ajudavam a monitorar desempenho, consumo e desgaste de componentes críticos. Do ponto de vista de seguro, esse histórico de engenharia e a percepção de confiabilidade influenciam, de maneira indireta, a percepção de risco do veículo. O corretor, por sua vez, pode traduzir esse valor de marca em vantagens de proteção para o cliente, principalmente quando a frota utiliza elementos de gestão de risco, como rastreadores, telemetria e programas de manutenção preventiva, que reduzem a probabilidade de sinistros e, consequentemente, o custo total da propriedade do veículo.

Considerações para seguro e a aplicação da Tabela FIPE no Scania T-113 H 320

Ao analisar uma apólice para o Scania T-113 H 320 de 1992, o corretor deve orientar o cliente sobre como a Tabela FIPE influencia a composição da cobertura. Primeiro, a FIPE oferece uma base de “valor de mercado” que ajuda a determinar