Valor FIPE Atual
R$ 142.775,00
↓ 0,2% vs mês anterior
FIPE: 513076-0
Ano: 2006-3
MêsPreço
Mar/26R$ 142.775,00
Fev/26R$ 143.090,00
Jan/26R$ 143.406,00
Dez/25R$ 143.679,00
Nov/25R$ 143.895,00
Out/25R$ 141.445,00
Set/25R$ 141.900,00
Ago/25R$ 142.199,00
Jul/25R$ 142.427,00
Jun/25R$ 142.570,00
Mai/25R$ 142.856,00
Abr/25R$ 141.745,00

Guia de leitura da Tabela FIPE para o Scania T-124 GA 360 4×2 NZ 2p (diesel) / Millen 2006

A Tabela FIPE é a referência mais amplamente utilizada no Brasil para estimar o valor de mercado de veículos e caminhões usados. Quando se trata de modelos pesados como o Scania T-124 GA 360 4×2 NZ 2p (diesel) da linha Millen, ano 2006, entender como a tabela é estruturada, quais variáveis ela considera e como aplicar esses números na prática se torna essencial para negociações justas, tomada de decisão na compra e venda, além de orientar a formatação de propostas de seguro e financiamento. Este texto oferece um guia didático, com foco específico nesse conjunto de características, para que compradores, vendedores, frotistas e profissionais da área possam interpretar a tabela com mais clareza e precisão.

Antes de mergulhar nos detalhes, vale deixar claro um ponto fundamental: a Tabela FIPE não é um preço de venda fixo. Ela funciona como um referencial agregado a partir de transações observadas no mercado e ajustado por ano-modelo, configuração de veículo, entre outros fatores. Assim, valores apresentados pela FIPE servem como base de comparação, não como mercadoria pronta para ser paga ou recebida. Em cada negociação prática, o preço final é moldado pela condição do veículo, pelo histórico de manutenção, pela quilometragem, pela região de venda e pela disponibilidade de itens adicionais (acessórios, implementos, cabine, etc.). Com esse enquadramento, vamos aos detalhes específicos do modelo em questão.

Tabela FIPE SCANIA T-124 GA 360 4×2 NZ 2p (diesel) / Millen 2006

1. Entendendo o que a Tabela FIPE oferece para caminhões Scania

  • Objetivo da FIPE: criar uma referência de mercado para veículos usados, com dados consolidados de transações passadas, visando padronizar o entendimento de valor entre compradores, vendedores, seguradoras e instituições financeiras.
  • Estrutura típica para caminhões: a FIPE organiza os valores por marca, modelo/versão, ano-modelo e configuração de carroceria. Para caminhões pesados, isso pode exigir identificação precisa de itens como número de eixos, tipo de carroceria, cabine, tração (4×2, 6×2, etc.) e motorização (diesel, alimentado de combustível). A versão T-124 GA 360 sugere uma configuração específica de motor (360 cavalos), cabine e eixo, que influencia diretamente o patamar de valores na tabela.
  • Limites da referência: a FIPE reflete médias de transações típicas em determinadas condições. Veículos com condições excepcionais ou com histórico de manutenção impecável podem ficar acima da referência, enquanto unidades com desgaste elevado, histórico de sinistros, kilometragem muito alta ou alterações não originais tendem a ficar abaixo.
  • Periodicidade: os valores são atualizados mensalmente. Por isso, é comum que a diferença entre o valor de referência de um mês e de outro reflita apenas mudanças de mercado, variações de demanda e inflação de preços de reposição, entre outros fatores econômicos.

2. Especificidades do Scania T-124 GA 360 4×2 NZ 2p (diesel) / Millen 2006

Para compreender como a FIPE trata esse veículo específico, é útil dessermar alguns aspectos que costumam aparecer na descrição do modelo:

  • Motor e desempenho: o indicativo “360” geralmente remete a uma potência na faixa de 360 cavalos, com motor diesel. Em caminhões de desenho T-124 GA, essa configuração costuma oferecer torque relevante para cargas médias a pesadas e desempenho estável em operações rodoviárias de longo curso.
  • Tração e configuração: 4×2 implica dois eixos motrizes, com distribuição de peso típica para caminhões de médio a longo eixo, adequado para operações com carga distribuída e em estradas pavimentadas. A tração 4×2 pode influenciar o consumo, o manuseio e a manutenção do veículo em comparação com 6×2 ou 6×4, que costumam ter custos diferentes de reposição.
  • NZ 2p: quando aparece na designação de cabine, pode indicar a configuração de cabine com número de portas e layout específico de bancada. Em muitos catálogos, “NZ” ou variações similares representam variantes da cabine, enquanto “2p” pode designar duas portas. Esses detalhes impactam a vida útil da cabine, itens de conforto e, em alguns casos, a atratividade para determinados tipos de operação logística.
  • Ano-modelo Millen 2006: o ano de 2006 fixa uma linha temporal de avaliação de idade na FIPE. Veículos com esse ano-modelo tendem a ter valores de referência refletindo a idade média associada a caminhões dessa geração, bem como as características de tecnologia, conforto e equipamentos disponíveis na fábrica na época.

Em termos práticos, quando você consulta a FIPE para esse conjunto, procure identificar exatamente a versão correspondente: marca Scania, modelo T-124 GA, potência 360, 4×2 NZ 2p, diesel, ano-modelo 2006. Se houver variações de cabine ou de versão (por exemplo, se alguns registros indicam uma versão com recursos adicionais ou sem determinados itens opcionais), registre essas diferenças para ajustar a referência de forma adequada.

3. Como a FIPE calcula o valor de caminhões pesados

A lógica da FIPE envolve a coleta de transações de mercado que ocorreram nos últimos meses, filtradas por parâmetros como marca, modelo, versão, ano-modelo, configuração de carroceria e tipo de combustível. Em termos simples, o processo envolve:

  • Consolidação de transações: dados de vendas realizadas entre terceiros, concessionárias, leilões e outros canais são agregados para uma base de referência.
  • Ajustes por idade: veículos de anos-modelo mais antigos tendem a ter valores menores, refletindo desgaste natural, desatualização tecnológica e maior probabilidade de reparos. O ajuste de idade é feito de forma padronizada pela tabela.
  • Consideração de condição: a FIPE realiza observações sobre a condição do veículo, como estado de conservação, quilometragem e histórico de manutenção, para calibrar a referência para cenários típicos (bom estado, com manutenção em dia, etc.).
  • Impacto de itens e configuração: diferenças de cabine, eixo, motor, transmissão e carroceria, bem como acessórios originais ou adicionados, podem mover o valor de referência para cima ou para baixo dependendo de como esses itens influenciam o desempenho, a durabilidade e o custo de reposição.
  • Regionalidade e demanda: a FIPE reconhece variações regionais de preço em função de demanda, disponibilidade de serviços e custos operacionais, o que pode resultar em pequenas diferenças entre estados ou regiões.

Portanto, para o Scania T-124 GA 360 4×2 NZ 2p (diesel) / Millen 2006, a leitura do valor na FIPE envolve mapear exatamente a configuração descrita e considerar que a referência é uma média. Em cenários reais, promotores de venda, clientes ou seguradoras costumam ajustar esse valor com base no estado do caminhão e nos itens que o acompanham.

4. Fatores que impactam o valor na prática para esse modelo

Além dos elementos já discutidos, há uma série de fatores que costumam figurar como determinantes na prática de mercado quando se avalia um Scania T-124 GA 360 4×2 NZ 2p (diesel) de 2006:

  • Quilometragem: caminhões de maior uso tendem a ter desgaste maior de motor, transmissão, eixos e componentes de suspensão. Embora alguns caminhões com quilometragens muito altas ainda apresentem boa manutenção, a depreciação é comumente maior.
  • Condição mecânica e histórico de manutenções: registros de revisões periódicas, trocas de componentes críticos (filtro de combustível, filtros de óleo, válvulas, correias, standard de freios, pastilhas, pastilhas de freio, bieletas, eixos e diferencial), bem como histórico de revisões em concessionária autorizada, ajudam a sustentar o valor.
  • Estado da cabine e conforto: infiltrações, carpete gasto, painéis danificados, ruídos excessivos, assentos desgastados podem reduzir o apelo do veículo, especialmente para operações que dependem de turnos longos de motorista.
  • Itens de segurança e tecnologia: freios ABS, controle de tração, sistemas de iluminação, equipamentos de telemática, sensores e equipamentos de proteção podem sofrer impactos positivos no valor, dependendo da configuração original e da possibilidade de retrofit.
  • Estado de conservação da estrutura: ferrugem, danos de chapa, reparos estruturais não originais ou não aprovados podem reduzir significativamente o valor de revenda e influenciar decisões de inspeção pré-compra.
  • Proveniência e histórico de sinistros: veículos com histórico de acidentes graves, mesmo com reparos adequados, às vezes sofrem desvalorização adicional em função da percepção de risco.
  • Custos de reposição e disponibilidade de peças: para caminhões Scania, a disponibilidade de peças de reposição originais e o custo de mão de obra podem influenciar o preço de curto e médio prazo no mercado de usados.
  • Configurações específicas de cabine e eixo: pequenas variações de configuração (nº de portas, espaço interno, tipo de cabine, possíveis conversões para uso específico) podem alterar a atratividade do veículo para determinados tipos de operação (por exemplo, longas viagens, carga refrigerada, etc.).

É comum que o valor de referência da FIPE esteja no meio do espectro, com variações para cima ou para baixo conforme esses fatores. Profissionais de frotas costumam usar a FIPE como base, mas valorizam a avaliação prática com inspeção minuciosa antes de fechar o negócio.

5. Guia prático de consulta da Tabela FIPE para esse modelo

Abaixo está um passo a passo objetivo para consultar com precisão a referência na FIPE para o Scania T-124 GA 360 4×2 NZ 2p (diesel) / Millen 2006:

  • Acesse o portal da FIPE ou a base de dados de referência de preços de veículos usados (preferencialmente a seção destinada a caminhões pesados).
  • Selecione marca: Scania.
  • Selecione modelo/versão: T-124 GA, com atenção para a potência indicada (360 cv) e a configuração 4×2.
  • Especifique combustível: diesel, para confirmar a linha correspondente.
  • Informe o ano-modelo: 2006, que é o ano indicado pela designação Millen 2006.
  • Verifique a configuração de cabine: NZ 2p, se disponível, para confirmar exatamente a versão da cabine associada ao valor de referência.
  • Leia a faixa de valores apresentada: observe se há diferentes faixas para condições distintas (por exemplo, bom estado, médio, etc.), e anote o intervalo de referência.
  • Considere o peso agregado do veículo, se a FIPE oferecer subdivisões por tipo de carroceria (se houver), para não confundir com versões diferentes do mesmo modelo.

Dicas práticas: quando houver disponibilidade de filtros adicionais, use-os. Em alguns catálogos, pode aparecer uma nota sobre a necessidade de selecionar apenas uma configuração compatível com o veículo. Caso haja incerteza quanto à versão correta, priorize a descrição técnica do veículo que você tem em mãos (motor, potência, número de eixos, cabine) para alinhar com a linha FIPE correspondente.

6. Cenários de avaliação: como o valor pode variar na prática

Para facilitar a compreensão, considere os seguintes cenários hipotéticos, que ilustram como a Tabela FIPE pode se comportar ao se avaliar o Scania T-124 GA 360 4×2 NZ 2p (diesel) / Millen 2006:

  • Cenário A — veículo em bom estado, com baixa quilometragem, sem danos estruturais, manutenção regular, sem modificações relevantes: a referência FIPE tende a ficar perto ou acima da média, com variação positiva moderada em relação a unidades com maior desgaste.
  • Cenário B — veículo com quilometragem alta, histórico de manutenções menos consistentes, desgaste visível na cabine e nos componentes de suspensão: a referência tende a estar do lado inferior do intervalo, com depreciação mais acentuada na prática.
  • Cenário C — veículo com itens originais e equipamentos adicionais (frota que utiliza o caminhão com elevado uso rodoviário, com bom conjunto de freios e motor em boa forma): a avaliação pode se situar no meio para o topo do intervalo, dependendo da percepção de agregação de valor para o comprador.
  • Cenário D — veículo com cabine de edição especial ou com acessórios que agregam valor funcional (rodas, sistema de telemetria, implementos de freio auxiliar): pode haver ajuste para cima da referência, desde que a avaliação de mercado reconheça a utilidade desses itens para o comprador.

É importante notar que, mesmo dentro de um mesmo modelo, as variações regionais de demanda e disponibilidade de serviços podem impactar o preço de venda. Em regiões com maior demanda por caminhões Scania usados para certas operações logísticas, a faixa de preço pode se deslocar para patamares superiores, enquanto em mercados onde a oferta é mais abundante, o valor de negociação pode reduzir-se. Por isso, a consulta à FIPE deve ser acompanhada por uma avaliação local e pela comparação com anúncios semelhantes na região de interesse.

Estratégias para usar a FIPE de forma prática incluem: comparar com outros Scania da mesma geração e configuração em diferentes concessionárias, observar a diferença entre unidades com e sem garantia de fábrica, e levar em conta a proximidade com a data de atualização da tabela, que pode sinalizar variações sazonais de preço. A convergência entre a referência FIPE e o preço real de mercado requer uma avaliação holística do estado do veículo, inclusive de itens de segurança, pneus, freios e eficiência do motor.

7. Dicas para negociação de venda/compra com base na FIPE

  • Prepare o conjunto de documentação: histórico de manutenção, notas fiscais, registros de inspeção, comprovantes de substituição de peças importantes e historico de sinistros. Documentação sólida ajuda a justificar eventuais valores acima da referência.
  • Se o veículo apresentar boa condição de funcionamento e histórico de manutenção robusto, use a FIPE como base, mas demonstre de forma objetiva as razões para a posição de preço. Apresente periodicidade de revisões, condições de pneus, fluido de transmissão, e estado geral do motor.
  • Esteja atento aos itens que podem influenciar a decisão do comprador, como garantia de fábrica remanescente, disponibilidade de peças de reposição e compatibilidade com as operações da frota.
  • Considere a diferença entre o preço de venda e o custo total de propriedade (CTP): consumo de combustível, manutenção, seguro, impostos e depreciação ao longo do tempo. A FIPE serve como referência, mas o custo total deve guiar a negociação.
  • Para veículos com configuração especial (NZ 2p, cabine, etc.), compare com outras unidades similares para entender se a demanda pela cabine em questão está ancorada em uma necessidade operacional específica do comprador.

8. Boas práticas de avaliação: documentação, manutenção e histórico

Para tirar o máximo proveito da Tabela FIPE na hora de avaliar ou negociar o Scania T-124 GA 360 4×2 NZ 2p (diesel) / Millen 2006, adote as seguintes práticas:

  • Realize uma inspeção mecânica completa: verifique motor, transmissão, sistema de arrefecimento, sistema elétrico e suspensão. Registrar faults ou anomalias pode justificar ajustes no preço.
  • Verifique a quilometragem indicada pelo odômetro e compare com registros de manutenção para confirmar a consistência entre uso e histórico de serviços.
  • Avalie o estado da carroceria, incluindo ferrugem, reparos estruturais, amassados e corrosão. Esses fatores costumam ter impacto direto no valor de revenda.
  • Confirme a originalidade de equipamentos e possível retrofit com itens de valor comercial reconhecido pela FIPE ou pelo mercado local.
  • Solicite laudos ou relatórios de inspeção independentes quando necessário, especialmente para operações de aquisição por frotas.

9. Considerações sobre seguro e proteção da frota (CTA sutil)

Ao planejar a aquisição, venda ou gestão de uma frota com esse modelo, é prudente considerar opções de seguro que ofereçam cobertura adequada para caminhões pesados. A proteção de ativos, com termos ajustados à operação de logística, pode reduzir riscos financeiros e facilitar o planejamento orçamentário. Empresas e profissionais do setor costumam recorrer a soluções especializadas para frotas, que considerem fatores como valor de reposição, taxa de desgaste, histórico de sinistros e perfil de uso. Nesse contexto, a GT Seguros oferece opções voltadas a caminhões Scania e outras marcas, com coberturas que podem incluir danos a chassis, cabines, componentes mecânicos, roubo/furto, incêndio e responsabilidade civil. Pensar em seguro com suporte especializado ajuda a manter a operação mais segura, especialmente em negociações envolvendo valores de referência da FIPE e propostas de financiamento ou consignação.

Em síntese, a Tabela FIPE para o Scania T-124 GA 360 4×2 NZ 2p (diesel) / Millen 2006 funciona como uma bússola para orientar valores de mercado, mas não é a única determinante. A condição do veículo, o histórico de manutenção, a quilometragem, a região e os itens de configuração influenciam significativamente o preço final. Ao conduzir qualquer avaliação de compra, venda ou seguro, utilize a FIPE como base de referência, complemente com inspeção prática e com dados regionais, e adote uma estratégia de negociação que considere o custo total de propriedade e a proteção de ativos.

Para quem administra frotas, a combinação entre uma avaliação bem fundamentada com a FIPE e uma cobertura de seguro adequada pode fazer a diferença entre uma operação simples e bem planejada e uma transação sujeita a incertezas. A gestão cuidadosa