Valor FIPE Atual
R$ 95.279,00
↑ 1,6% vs mês anterior
FIPE: 027048-2
Ano: 2006-1
MêsPreço
Jan/26R$ 95.279,00
Dez/25R$ 93.779,00
Nov/25R$ 92.303,00
Out/25R$ 92.526,00
Set/25R$ 92.824,00
Ago/25R$ 93.020,00
Jul/25R$ 93.170,00
Jun/25R$ 90.020,00
Mai/25R$ 91.369,00
Abr/25R$ 91.452,00
Mar/25R$ 91.590,00
Fev/25R$ 91.645,00

Entendendo a Tabela FIPE para o Subaru Impreza WRX 2.5 16V TB 4×4 4p 2006 e seu reflexo na proteção veicular

A Tabela FIPE é uma referência amplamente utilizada no Brasil para estimar o valor de mercado de veículos usados. Quando se trata de modelos com apelo esportivo e desempenho, como o Subaru Impreza WRX 2.5 16V TB 4×4 4p do ano 2006, a leitura da FIPE ganha camada adicional de complexidade. Este artigo aborda como interpretar a ficha técnica, compreender a identidade da marca Subaru, entender de que forma a FIPE sustenta avaliações de seguro e reposição de peças, além de oferecer orientações práticas para quem possui ou pretende adquirir esse veículo. Tudo isso com foco educativo para corretores de seguros e proprietários que desejam tomar decisões mais informadas sobre proteção veicular.

Ficha técnica do Subaru Impreza WRX 2.5 16V TB 4×4 4p 2006

Abaixo estão os elementos centrais que costumam compor uma ficha técnica para esse modelo específico. É útil considerar que pequenas variações podem ocorrer conforme o mercado de comercialização (Brasil, importadores, especificações regionais) e dependendo do estado de conservação do carro ao longo do tempo. A leitura cuidadosa desses itens facilita a avaliação de seguro, de custos operacionais e de reposição de peças originais.

Tabela FIPE Subaru Impreza SD WRX 2.5 16V TB 4×4 4p 2006
  • Motor: 2,5 litros turboalimentado com quatro cilindros, configuração boxer (flat-four), com sistema de cabeçotes DOHC e 16 válvulas. Essa configuração é característica de alto torque disponível em faixas de rotações moderadas a altas.
  • Transmissão: tipicamente manual de 5 velocidades, associada à tração integral permanente, que constitui o coração do comportamento dinâmico do WRX.
  • Tração e chassi: tração nas quatro rodas (AWD) com distribuição de torque que favorece tração em pisos desafiadores, especialmente em curvas de alta performance. O conjunto transmite ao motorista uma sensação de dirigibilidade previsível em diferentes condições.
  • Tipo de carro: sedan de quatro portas, com perfil esportivo, típicas dimensões de hatchback sedã, voltado a uso diário com desempenho acentuado em vias urbanas e em rodovias.

Essa breve ficha técnica resume os elementos que, para fins de FIPE e seguros, costumam ter maior impacto na avaliação de valor, de depreciação e de cobertura. Vale destacar que, em seguradoras e avaliações de sinistros, o estado de conservação, a quilometragem original e eventuais alterações mecânicas ou estéticas podem influenciar significativamente o valor efetivo, mesmo quando a referência FIPE aponta números médios para o conjunto ano/modelo.

Sobre a marca: Subaru e a tradição do desempenho com AWD

Fundada no Japão, a Subaru ganhou reconhecimento mundial ao longo das décadas por incorporar de forma consistente o conceito de tração integral em seus modelos de passeio e esportivos. A sigla AWD (All-Wheel Drive) tornou-se parte da identidade da marca, associando conforto, estabilidade e desempenho, especialmente em condições de piso escorregadio, curvas inclinadas ou trechos com menor aderência.

A linha Impreza, incluindo a versão WRX, consolidou-se como uma referência para entusiastas que buscam, além do conforto, uma experiência de condução mais envolvente. O motor 2.5 turbo, quando presente no WRX, entrega uma resposta vigorosa de torque, o que, somado à distribuição de torque entre eixos, cria uma combinação que favorece aceleração estável e boa condução em diferentes cenários — desde uso diário até deslocamentos com foco em performance moderada. A cultura da marca valoriza a engenharia que reduz o atrito entre performance e confiabilidade, o que resulta em uma base de proprietários que tende a priorizar manutenção preventiva e histórico de serviços bem documentado.

Do ponto de vista de seguro, a afinidade da Subaru com AWD e engenharia de motor turbo costuma influenciar a percepção de risco. Veículos com desempenho histórico aliado à tração integral costumam exigir avaliação cuidadosa de itens como manutenção do sistema de turbocompressor, vedação de juntas, estado de freios, suspensão e componentes de transmissão. Também é comum que polidoras ou proprietários que modifiquem o veículo para elevar a potência ou a estética obtenham maior interesse por parte das seguradoras, dado que alterações não originais podem impactar o valor de reposição e o custo de reparo. Por isso, manter documentação de fábrica, histórico de oficinas autorizadas e peças originais facilita o alinhamento entre o valor segurado e a realidade de uso.

A Tabela FIPE e o seguro: o que o corretor precisa saber

A Tabela FIPE funciona como referência básica para o valor de mercado de veículos usados no Brasil. Em seguros, esse referencial é utilizado para estimar o valor de reposição ou o valor de indenização em caso de perda total, bem como para institutos de cobranças de prêmios em determinadas modalidades de cobertura. Entender a relação entre FIPE e seguro ajuda tanto corretores quanto clientes a fazer escolhas mais embasadas, evitando subavaliação ou supervalorização na hora da etapa de assinatura de contrato.

  • A FIPE oferece um preço de referência: o valor listado é uma média de transações de compra e venda de veículos semelhantes, considerando ano, modelo, versão, estado de conservação e histórico de uso. Essa referência não é um preço de venda ou de compra único, mas sim uma base para comparação entre o que está disponível no mercado.
  • Impacto no prêmio de seguro: muitos seguros utilizam o valor FIPE como referência para instruir a captação de prêmios, especialmente em coberturas de valor de mercado ou de indenização integral. Em cenários de sinistro, o montante indenizável pode ser atrelado ao valor FIPE ajustado pela condição do veículo e por eventuais itens adicionais cobertos.
  • Depreciação ao longo do tempo: a FIPE é sensível à idade do veículo e às condições de mercado. Com o passar dos anos, o valor de referência tende a diminuir, o que impacta o custo de cobertura, especialmente em apólices com reposição por valor de mercado ou com cláusulas de indenização proporcional.
  • Condições que alteram o valor efetivo: modificações mecânicas (turbo, intercooler, escape, suspensão), histórico de sinistros, quilometragem elevada ou manutenção irregular podem criar diferenças entre o valor FIPE e o valor efetivo de reposição determinado pela seguradora. Por isso, manter histórico completo de manutenção e peças originais é uma prática que facilita a compatibilização entre FIPE e custo de proteção.

Para profissionais de seguros, é essencial explicar ao cliente que a FIPE representa uma referência histórica e estatística, não uma garantia de preço de venda ou de aquisição. Em modelos esportivos e com histórico de importação ou mercado de nicho, a separação entre valor de mercado atual e o valor de reposição pode exigir avaliações complementares, como faixas de confiabilidade, custos de reposição de peças originais ou disponibilidade no estoque de assistência técnica. A clareza sobre esses aspectos ajuda a alinhar expectativas e a estruturar coberturas de forma mais precisa e segura.

Cuidados práticos para quem tem ou pretende adquirir o Impreza WRX 2006

Aquisição ou posse de um Subaru Impreza WRX 2006 envolve considerações específicas, principalmente por ser uma versão com apelo de desempenho e, muitas vezes, custo de manutenção relativamente mais elevado se comparado a sedans médios de uso cotidiano. A seguir estão orientações úteis para proprietários e potenciais compradores, com foco em preservação do valor e proteção adequada.

Primeiro, atenção ao histórico de manutenção. Modelos turbo exigem rotina rigorosa de troca de óleo, filtros, sistema de ar, além de verificações periódicas no turbocompressor, no intercooler e no sistema de escape. A presença de registros de manutenção em oficinas autorizadas ou com profissionais especializados ajuda a manter o veículo em condições ideais e a reduzir o risco de problemas que impactem o valor de seguro e a reposição de peças. Em carros com tração integral, a verificação do sistema de tração, diferencial e eixo de transmission é fundamental, pois falhas nesse conjunto podem gerar custos relevantes de reparo.

Segundo, o estado de conservação externo e interno influencia diretamente o valor de reposição. Arranhões, amassados, corrosão e desgaste acelerado de componentes são fatores que reduzem a atratividade do carro no mercado de usados, o que, por consequência, pode afetar o valor segurado conforme a modalidade de cobertura escolhida. A pintura original, a ausência de modificações não autorizadas e a documentação de peças originais são pontos que costumam facilitar o enquadramento de coberturas com valor de reposição próximo ao FIPE ou aos valores de mercado ajustados pela casa seguradora.

Terceiro, considerar as especificidades da experiência de condução. O Impreza WRX é conhecido por oferecer desempenho com equilíbrio entre performance e tecnologia de segurança. Em situações de condução esportiva, a importância de freios eficientes, suspensão em bom estado, pneus com aderência adequada e sistemas de controle de tração funcionando corretamente é elevada. Integrar esses aspectos à avaliação de seguro — comunicando alterações estruturais, upgrades ou peculiaridades de uso — pode evitar surpresas durante o processo de indenização, caso ocorra algum sinistro.

Quarto, atenção às alterações estéticas ou mecânicas. Mods que elevem a potência ou alterem o sistema de exaustão, por exemplo, podem exigir documentação específica para que o valor segurado reflita corretamente a realidade do veículo. Em alguns casos, alterações não originais podem exigir avaliação adicional de risco ou ajustar cláusulas de cobertura. Por isso, manter um registro das modificações, bem como a autorização de componentes originais ou equivalentes, facilita a relação com a seguradora e evita conflitos na hora de acionar o seguro.

Por fim, planejar a proteção com antecedência é uma prática recomendada. A FIPE, aliada ao histórico de uso e à condição de conservação, deve servir como base para conversar com o corretor de seguros. Explorar diferentes opções de cobertura — como proteção parcial, colisão, incêndio, roubo e apropriação de peças originais — ajuda a construir uma apólice que reflita a realidade do veículo, sem subestimar o valor de reposição nem expor o segurado a custos desnecessários em caso de sinistro. Lembre-se de que cada perfil de uso, trânsito local e histórico de manutenção influencia a percepção de risco