Valor FIPE Atual
R$ 81.052,00
↓ 0,2% vs mês anterior
FIPE: 516061-8
Ano: 1997-3
MêsPreço
Jan/26R$ 81.052,00
Dez/25R$ 81.207,00
Nov/25R$ 81.329,00
Out/25R$ 81.525,00
Set/25R$ 79.927,00
Ago/25R$ 80.096,00
Jul/25R$ 80.225,00
Jun/25R$ 80.306,00
Mai/25R$ 80.467,00
Abr/25R$ 80.540,00
Mar/25R$ 80.662,00
Fev/25R$ 80.712,00

Entendendo a Tabela FIPE para o Volvo FH-12 380, 6×2, 2p a diesel (1997) e seus reflexos na gestão de seguros

A Tabela FIPE funciona como uma referência de mercado para o valor de veículos usados no Brasil. Ela é amplamente utilizada por seguradoras, concessionárias e profissionais do setor de seguros para balizar o valor a partir do qual ocorrem indenizações, reposições ou reposicionamentos de cobertura. No caso de caminhões pesados como o Volvo FH-12, versão 380 cv, com configuração 6×2 e cabine de 2 portas (2p) lançada na década de 1990, entender a forma como a FIPE classifica e atualiza o preço pode fazer diferença na hora de escolher coberturas, franquias e limites de indenização. Este artigo percorre o tema com foco na ficha técnica, nas particularidades da linha FH e no papel da FIPE na precificação de seguros para caminhões, sempre com o objetivo educativo para quem atua no mercado de corretagem e para proprietários que desejam entender melhor o seu veículo.

Volvo e a linha FH: tradição de robustez e foco em operação comercial

A Volvo é uma marca sueca reconhecida mundialmente pela robustez, pela segurança e pela confiabilidade de suas plataformas de transporte pesado. No segmento de caminhões, o FH (Frontier High) tornou-se referência por combinar desempenho, conforto para longas jornadas e facilidade de manutenção, fatores valorizados pelos operadores logísticos. Modelos como o FH-12, com 380 cv, foram projetados para missões de longo alcance, com capacidade de atravessar territórios variados, carregar cargas volumosas e manter disponibilidade operacional em frota. Embora o cenário de hoje tenha avançado para versões com tecnologias mais modernas, a herança do FH-12 permanece relevante para lojistas, transportadores e, principalmente, para quem precisa entender de seguros de caminhões usados. A confiança na marca se traduz, entre outras coisas, na rede de assistência técnica, na disponibilidade de peças e na percepção de custo-benefício ao longo da vida útil do veículo.

Tabela FIPE VOLVO FH-12 380 6×2 2p (diesel) 1997

Ficha técnica do Volvo FH-12 380 6×2 2p (diesel) 1997

  • Motor e desempenho: motor diesel de 6 cilindros em linha, com deslocamento próximo a 12 litros, turboalimentado com intercooler. Potência nominal em torno de 380 cv, com torque elevado para suportar operações de carga pesada em terreno variado e rodovias de grande quilometragem.
  • Transmissão e configuração de tração: transmissão manual com um número de marchas típico entre 9 e 12, dependendo da configuração de fábrica. A configuração 6×2 indica dois eixos motrizes (ou com eixo auxiliar), o que oferece boa tração em subidas e estabilidade de conjunto, especialmente quando a cabine é de duas portas (2p).
  • Cabine e chassis: cabine FH de duas portas (2p), com layout voltado para longo alcance e conforto do motorista. O conjunto 6×2 predispõe a presença de um eixo traseiro direcional ou auxiliar, o que impacta manobras, peso total e requisitos de manutenção do conjunto drivetrain.
  • Peso, capacidade e uso operacional: peso bruto total (PBT) elevado, compatível com operações de transporte de carga pesada. A capacidade de carga útil varia conforme a configuração de eixo, eixo auxiliar e entre-eixos; a eficiência operacional depende ainda de fatores como aerodinâmica, escolha de pneus e carga útil efetiva por rota. O FH-12 380 era, no período, utilizado para longas distâncias, distribuição de frete pesado e aplicações logísticas que exigiam confiabilidade em jornadas prolongadas.

A Tabela FIPE e a gestão de seguros para caminhões pesados

A FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) consolida uma base de dados com valores de veículos usados com base em transações reais de mercado. Para seguradoras, esse valor atua como referência para calibrar o valor de referência em apólices de casco (proteção total) e, em muitos casos, para fins de indenização em caso de sinistros com perda total. Em termos práticos, o valor FIPE ajuda a definir o montante no qual a seguradora reconhece a reposição ou o ressarcimento, mantendo a coerência com o que o mercado realmente pratica. Para caminhões usados, especialmente modelos mais antigos como o FH-12 380 de 1997, a FIPE pode sinalizar uma faixa de valor baseada em condições gerais de uso, idade, histórico de manutenção e localização geográfica, o que é crucial na avaliação de prêmios e de coberturas de seguros. Vale lembrar que a FIPE não determina, por si só, o prêmio final; ela é parte de um conjunto de dados que a seguradora utiliza junto a informações do veículo, do proprietário, do uso (porto, rodoviário, entrega urbana, etc.) e do histórico de sinistros.

Para quem atua como corretor ou está buscando entender como o valor do veículo impacta o seguro, alguns pontos são úteis:

  • A FIPE serve como referência de mercado, não como valor de vistoria. Em alguns casos, o estado de conservação, a quilometragem elevada ou modificações não originais podem levar a uma avaliação superior ou inferior ao valor FIPE. Por isso, as seguradoras costumam considerar o valor efetivo de reposição/indenização definido pela apólice, com base em auditoria de sinistros e de condicional do bem.
  • Veículos com menor disponibilidade de peças ou com idade avançada podem apresentar ajustes de prêmio diferenciados, mesmo quando a referência FIPE é estável. A rede de assistência técnica da marca, a disponibilidade de peças originais e o histórico de manutenções são fatores que agregam ou diminuem o risco de sinistro.
  • Para quem tem um FH-12 1997, a atualização de cadastro na apólice, com informações sobre a frota, uso real e condições de conservação, pode favorecer uma precificação mais alinhada com o cenário de uso, evitando surpresas em caso de sinistro. A mensuração de valor realista ajuda a evitar subseguro ou superseguro.
  • A FIPE é atualizada mensalmente, o que permite acompanhar flutuações de mercado. Em frotas que passam por renovação ou reposicionamento de faturamento, a atualização do valor FIPE pode impactar revisões de coberturas ou renovações de contrato, mantendo o seguro adequado à realidade da frota.

Por que a configuração 6×2 2p pode influenciar o seguro

A configuração 6×2 2p, comum em caminhões de maior peso e aplicações de longo percurso, traz particularidades que são consideradas pelas seguradoras. Em termos de risco, alguns itens costumam ser avaliados com maior peso:

– Estabilidade e manobrabilidade: o arranjo de eixo e a distribuição de peso afetam a estabilidade em curvas, freados e em manobras de garagem. Em operações com carga elevada, o desempenho de freios e a resposta do conjunto veículo são cruciais para a precificação do prêmio.

– Consumo de combustível e operação econômica: motores de alta potência associam-se a custos operacionais, o que, às vezes, é considerado na análise de risco, especialmente em frotas com longa distância entre abastecimentos ou uso intensivo em diferentes regiões.

– Reposição de peças e assistência: a disponibilidade de peças originais para um modelo específico de 1997 e a rede de assistência autorizada influenciam a rentabilidade da operação e o tempo de parada. Quanto mais fácil for manter o veículo em operação, menor é o risco de perda de produtividade, o que pode refletir positivamente na condição da apólice.

– Histórico de sinistros e manutenção: caminhões com histórico de manutenções regulares, trocas de componentes críticos (freios, suspensão, transmissão) e registros alinhados com as especificações do fabricante costumam ter prêmios mais estáveis, pois o risco de falha grave diminui quando há consistência de cuidado técnico.

Cuidados que ajudam a manter o valor FIPE e a reduzir riscos na proteção do FH-12 1997

Para quem possui ou gerencia uma frota com Volvo FH-12 380 6×2 2p, alguns hábitos podem contribuir para a preservação do valor de mercado e para uma gestão de seguros mais eficiente:

Manutenção preventiva: manter um cronograma rigoroso de revisões, com registro de serviços, trocas de óleo, filtros, correias e componentes críticos. A regularidade reduz a probabilidade de sinistros decorrentes de falhas mecânicas e ajuda a sustentar o valor de mercado ao longo do tempo.

Histórico de serviços bem documentado: guias de manutenção, notas fiscais e prontuários de reparo fortalecem a avaliação de cotas do seguro. Ter um dossiê claro do que foi feito no veículo demonstra cuidado e reduz incertezas para a seguradora.

Conservação da cabine e do chassi: cuidados com a carroceria, ferrugem, vedação adequada e proteção contra corrosão ajudam a manter a aparência e a integridade estrutural do veículo. Em modelos 1997, a preservação de itens como para-brisa, cabos, iluminação e instrumentos é ainda mais relevante para o conceito de valor de mercado.

Verificação de componentes de segurança: sistemas de freio, suspensão, direção e pneus precisam estar sempre dentro das especificações. A segurança operacional impacta diretamente no custo de seguros, pois reduz a probabilidade de sinistros graves.

Atualização de cadastro com foco na operação real: informe à seguradora o uso principal do veículo (longa distância,-rota de entrega, operação em condições adversas, terceirização de frota, etc.). Isso ajuda a calibrar o prêmio com base no risco efetivo de cada missão.

Aplicação prática para corretores de seguros e proprietários

Para corretores, entender a intersecção entre a Tabela FIPE, as características do FH-12 e as condições de operação do caminhão facilita a montagem de propostas mais precisas. Além disso, a partir de uma ficha técnica clara, é possível educar o cliente sobre como diferentes componentes da política de seguro — incluindo casco, terceiros, garantia estendida e assistência — impactam o custo total da proteção. A precisão na descrição do veículo, a convenção de uso e o histórico de manutenções costumam resultar em cotações mais estáveis ao longo do tempo e menos necessidade de ajustes frequentes.

Para proprietários e operadores logísticos, o objetivo é alinhar o seguro com a realidade da frota. Um FH-12 1997 bem conservado, com manutenção em dia e documentação de suporte, tende a apresentar prazos de renovação mais previsíveis, menor probabilidade de recusas por parte da seguradora em caso de sinistro e uma reposição mais fiel ao valor de mercado. O envolvimento do cliente no processo de apólice — incluindo a compreensão de que a FIPE é uma referência, e não uma garantia absoluta de valor, especialmente em postes de uso intensivo — facilita decisões claras e evita surpresas em futuras indenizações.

Ao considerar a proteção para um caminhão em estilo FH-12 380 6×2 2p, vale destacar que a escolha de coberturas deve refletir o uso real da frota. Embora a cobertura de casco seja comum para proteção de danos ao veículo, também é válido discutir itens como proteção a terceiros, responsabilidade civil, guincho, assistência 24 horas, e condições especiais para peças de reposição. A sinergia entre a avaliação de risco, a prática de manutenção e a governança de dados da frota é o que, de fato, facilita uma gestão eficiente de seguros.

Para fechar com uma atuação prática, quem lida com essa realidade pode considerar, ao final de cada ciclo de renovação, uma revisão das coberturas com o objetivo de manter o alinhamento entre o valor FIPE, o estado geral do FH-12 e as necessidades da operação. Esse exercício ajuda a manter a proteção adequada frente às variações de mercado e aos cenários operacionais, sem abrir mão de custo-efetividade.

Se você busca orientação para estruturar a melhor proteção para o Volvo FH-12 380 6×2 2p (diesel) de 1997, a GT Seguros está pronta para oferecer uma cotação sob medida, ajustada às particularidades da sua frota e ao uso real do veículo.