Valor FIPE Atual
R$ 36.998,00
↓ 0,2% vs mês anterior
FIPE: 516020-0
Ano: 1986-3
MêsPreço
Mar/26R$ 36.998,00
Fev/26R$ 37.080,00
Jan/26R$ 37.162,00
Dez/25R$ 37.233,00
Nov/25R$ 37.289,00
Out/25R$ 37.379,00
Set/25R$ 37.500,00
Ago/25R$ 38.266,00
Jul/25R$ 37.888,00
Jun/25R$ 37.927,00
Mai/25R$ 38.004,00
Abr/25R$ 38.039,00

Volvo N-10 340 XHT 6×4 2p Diesel (1986): contexto histórico, ficha técnica resumida e a função da FIPE na avaliação de ativos

Entre as caminhoneteiras de grande porte que marcaram a infraestrutura de transporte brasileira na década de 1980, o Volvo N-10 340 XHT 6×4 2p diesel de 1986 figura como um exemplar que une robustez, disponibilidade de componentes e uma concepção de cabine que favorecia o trabalho diário em frotas de entrega, distribuição e transporte de carga a granel. Embora o tema central desta publicação seja a Tabela FIPE associada a esse modelo, é importante entender o contexto da marca e as especificações técnicas para compreender por que esse veículo se tornou objeto de avaliação, seguro e, no âmbito de seguros, de gestão de risco. A FIPE funciona como uma referência amplamente adotada no Brasil para estimar o valor de reposição de veículos, inclusive caminhões, para efeitos de seguro, leasing e avaliações de ativos.

A Volvo tem, historicamente, uma reputação alicerçada em pilares como durabilidade, segurança e disponibilidade de rede de serviço. Criada na Suécia, a marca construiu, ao longo de décadas, uma identidade voltada para caminhões de uso pesado que suportam condições desafiadoras de operação – estradas com pavimento irregular, longas jornadas e cargas que exigem rigidez estrutural. No Brasil, a presença da Volvo na frota comercial costuma estar associada a custos de propriedade que, embora elevados em termos de aquisição, costumam compor itinerários de menor ociosidade e maior previsibilidade de manutenção, desde que haja um planejamento de troca de peças e reposição de componentes. O N-10 340 XHT integra esse conceito, representando uma configuração de 6×4, com cabine simples de duas portas, destinada a percursos que demandam tração e capacidade de carga confiáveis.

Tabela FIPE VOLVO N-10 340 XHT 6×4 2p (diesel) 1986

Ficha técnica resumida do Volvo N-10 340 XHT 6×4 2p (1986)

  • Motor e desempenho: diesel, 6 cilindros em linha, com turboalimentação em muitos exemplares da linha N-10; potência nominal ao redor de 340 cavalos, com torque expressivo para a tração de caminhões de grande porte (varia conforme a configuração específica do motor e do turbo).
  • Transmissão e tração: caixa de câmbio manual com várias marchas (tipicamente de 6 a 12 velocidades, dependendo da configuração da frota), tração 6×4, ou seja, três eixos com dois acionados, conforme a designação do modelo.
  • Estrutura e cabine: cabine simples de duas portas, assento para motorista e, em alguns conjuntos, espaço limitado de convivência de carga e guarnições internas compatíveis com atividades de rotina da frota. Construção robusta voltada para resistência ao uso diário e às condições de estrada brasileiras da época.
  • Peso bruto total e capacidade de carga: o PBT típico de caminhões 6×4 desse porte fica em voltagem entre faixas altas de tonelagem, com carga útil e peso total variando conforme a configuração de eixo, carroceria e chassi. Em termos gerais, a relação entre peso do veículo, capacidade de carga e restrições de frota pode abranger faixas para atender diferentes rotas e cargas.

Observação: as especificações técnicas podem apresentar variações conforme a configuração de motor, transmissão, cabine e eixo instalada. A linha N-10 englobava diferentes variantes para atender a distintas aplicações, de transporte de cargas a longas distâncias, e cada exemplar pode apresentar pequenas diferenças que impactam diretamente no desempenho, consumo, manutenção e, consequentemente, no seguro e na avaliação de risco.

Para o público de seguros e gestão de frotas, conhecer as características técnicas ajuda a entender o perfil de risco: maior peso, cargas de alto valor em operação, exposições a roubos, danos em colisões com terceiros, bem como a necessidade de itens de segurança adicionais, como freios ABS, sistemas de retenção e monitoramento de carga. Além disso, entender o conceito de N-10 340 XHT no formato 6×4 ajuda a traduzir o comportamento do veículo em termos de capacidade de manobra, frenagem e desempenho em diferentes terrenos, o que, por sua vez, influencia as diretrizes de contratação de coberturas e limites com seguradoras.

A Tabela FIPE e o Volvo N-10 no mercado brasileiro

A Tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) funciona como uma referência amplamente adotada para estabelecer valores de reposição de veículos usados, incluindo caminhões e veículos pesados. Ela é atualizada periodicamente com base em dados de mercado, transações observadas e metodologia específica que envolve depreciação por idade, uso, desgaste e evolução de preço de reposição de componentes. No contexto de frota e seguro, a FIPE serve como uma âncora para dimensionar títulos de cobertura, limites de indenização, prêmios e condições contratuais, mantendo uma linha de referência que facilita negociações entre proprietários, administradores de frota e seguradoras.

Para caminhões como o Volvo N-10 340 XHT 6×4 2p, a aplicação da FIPE não se restringe apenas a valores de reposição. A referência também atua no acompanhamento de depreciação ao longo do tempo, no cálculo de perdas e danos e na avaliação de condições de segurabilidade quando o veículo participa de operações de fretamento, entrega de mercadorias especiais ou transporte de cargas sensíveis. Vale lembrar que a FIPE não representa o preço de venda de venda direta entre particulares; ela estabelece um patamar de referência para fins de indenização, substituição ou ajuste de contratos, sendo um ponto de partida para a tomada de decisão na gestão de seguros de frotas.

É comum que frotas mais antigas, como exemplares de 1986, recebam avaliação cautelosa por parte das seguradoras, sobretudo se o veículo não passou por uma modernização ou se a frota inclui componentes de reposição que demandam disponibilidade de peças e mão de obra especializada. A valorização de um caminhão histórico ou de um veículo semi-clássico pode refletir não apenas o estado atual da máquina, mas também o histórico de serviços prestados, a regularidade de manutenção, o registro de sinistros e os padrões de uso na operação. Em qualquer cenário, a compreensão da posição ocupada pelo Volvo N-10 na tabela FIPE facilita negociações, renovação de apólices e revisões de coberturas para manter o prêmio compatível com o risco real à frente.

Impactos práticos para seguro de caminhões históricos

Para quem administra uma frota com veículos como o Volvo N-10 340 XHT, alguns pontos merecem atenção ao falar de seguro, independentemente de a FIPE ter fortemente embasado a avaliação de reposição:

Primeiro, o estado atual do veículo é um fator determinante. Caminhões antigos podem exigir inspeções técnicas mais frequentes, verificação de sistemas de freio, suspensão, direção e componentes do motor – especialmente em modelos com motor de gerações anteriores. A seguradora costuma exigir manuais de manutenção, laudos de oficina credenciada e histórico de sinistros para construir o perfil de risco com maior precisão. Em segundo lugar, a natureza da operação influencia o prêmio: frete em trajetos urbanos com paradas rápidas pode ter padrões de desgaste diferentes de operações rodoviárias longas com cargas pesadas e viagens intermunicipais. Em terceiro lugar, a natureza da carga importa diretamente: cargas perigosas ou de alto valor elevam a exposição a danos a terceiros, o que costuma exigir coberturas adicionais, como responsabilidade civil expandida, proteção de carga e seguro de extravio ou roubo. Por fim, a disponibilidade de peças e assistência técnica no mercado local impacta o custo de reposição e o tempo de recuperação em caso de sinistro, influenciando o prêmio e as condições de indenização.

Para quem administra uma frota com esse perfil, vale considerar planos de seguro com coberturas versáteis e com opções de franquia que reflitam a gestão de risco da operação. A escolha entre cobertura casco com proteção total, danos a terceiros, incêndio, roubo e assistência 24 horas pode ser ajustada com base no uso real, no conceito de depreciação da FIPE e nas condições de contrato com a seguradora. A ideia é equilibrar proteção adequada com um custo compatível ao retorno financeiro da frota, evitando lacunas que comprometam a continuidade operacional em caso de percalços com o veículo histórico.

Outro aspecto relevante é a documentação de uso. Manter atualizados os registros de manutenção, inspeções, notas fiscais de peças e comprovantes de serviço facilita a negociação com a seguradora, ajudando a estabelecer um histórico previsível de confiabilidade para o veículo. Em modelos como o N-10, onde a disponibilidade de peças pode variar conforme região e época, a clareza sobre o histórico de restaurações ou substituições de componentes críticos (motor, transmissão, eixos, sistema de freios) é um ativo valioso para a gestão de risco.

Além disso, é fundamental compreender que o mercado de veículos usados está sujeito a flutuações de preço que não são lineares ao longo do tempo. A FIPE capta um conjunto de movimentos de mercado, mas cada veículo tem condições específicas que podem deslocar o valor de reposição para cima ou para baixo. Em termos de seguro, esse desvio pode significar ajustes de prêmio, limites de indenização e, quando cabível, revisões de cobertura para manter a proteção adequada diante da evolução do mercado e da idade do veículo.

Considerações finais sobre a visão educativa para proprietários e corretores

A leitura de uma ficha técnica de um veículo antigo, associada à leitura da Tabela FIPE, oferece uma lente educativa valiosa para proprietários de frota, corretores de seguros e gestores de risco. Entender as especificações do N-10 340 XHT 6×4 2p ajuda a dialogar com as seguradoras de forma mais objetiva, a planejar manutenções preventivas com foco na confiabilidade operacional e a estruturar políticas de seguro que acompanhem a realidade de uso da frota. Além disso, conhecer o contexto histórico da Volvo e a reputação da marca para caminhões pesados ajuda a situar o veículo dentro de uma estratégia de ativos de longo prazo, com ênfase em durabilidade, disponibilidade de peças e suporte técnico, pilares que costumam influenciar positivamente a experiência de seguro e a gestão de riscos a longo prazo.

Se você trabalha com frotas ou administra um único caminhão, vale a pena conversar com especialistas que entendem os detalhes da FIPE, as variações de configuração do Volvo N-10 e as necessidades de seguro específicas de veículos históricos. Uma análise cuidadosa das coberturas, aliada a uma visão clara do uso real do veículo, pode reduzir custos desnecessários e aumentar a proteção contra situações imprevisíveis no dia a dia da operação.

Para uma proteção adequada deste ativo, considere fazer uma cotação com a GT Seguros e compare propostas que respeitem o seu uso, o estado de conservação do veículo e as condições reais da frota. A escolha certa de cobertura, aliada a uma gestão de risco bem estruturada, pode fazer toda a diferença na continuidade operacional e na tranquilidade durante as jornadas de entrega e transporte.