| Mês | Preço |
|---|---|
| Jan/26 | R$ 24.244,00 |
| Dez/25 | R$ 24.004,00 |
| Nov/25 | R$ 23.767,00 |
| Out/25 | R$ 24.253,00 |
| Set/25 | R$ 23.779,00 |
| Ago/25 | R$ 23.545,00 |
| Jul/25 | R$ 23.313,00 |
| Jun/25 | R$ 23.083,00 |
| Mai/25 | R$ 22.855,00 |
| Abr/25 | R$ 22.407,00 |
| Mar/25 | R$ 22.187,00 |
| Fev/25 | R$ 21.968,00 |
Entenda como a Tabela FIPE influencia a avaliação de um VW Santana GLSi / GLS 1.8/2.0 (1995) para seguros
Quando pensamos em seguro automotivo, uma das referências centrais para definir o valor segurável do veículo é a Tabela FIPE. Elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a FIPE oferece uma média de mercado sobre os preços de venda de carros usados no Brasil. Esse levantamento, atualizado periodicamente, funciona como uma bússola para seguradoras, concessionárias e compradores na hora de determinar a quantia que deverá constar na apólice ou em uma eventual indenização. Para o VW Santana GLSi / GLS 1.8/ 2.0 de 1995, esse referencial é ainda mais importante: ele captura a percepção de valor de um sedã relativamente clássico, com peças que podem exigir cuidado especial na reposição e com histórico de circulação que pode variar muito de acordo com o estado de conservação e com a disponibilidade de itens originais no mercado de usados.
Vale destacar que a FIPE não é o preço de venda de um carro específico nem o preço de ração de reposição de peças. Trata-se de uma média de transações ocorridas no mercado, ponderada por fatores como a idade do veículo, a versão apresentada (neste caso, diferentes configurações do Santana 1995) e o estado geral de conservação. Por isso, ao fazer a simulação de seguro, a seguradora utiliza esse valor de referência para calcular coberturas, franquias e, principalmente, o valor de indenização em caso de perda total ou roubo. Para modelos antigos como o Santana GLSi/GLS 1.8/2.0, esse processo envolve ainda a consideração de disponibilidade de peças originais, histórico de sinistros e a probabilidade de inspeções técnicas mais frequentes. Em termos simples, quanto mais estável for o valor FIPE ao longo do tempo, mais previsível tende a ser o custo do seguro. Por outro lado, variações no mercado de reposição ou na demanda por versões específicas podem impactar o prêmio final.

O Santana de 1995 ocupa uma posição especial na linha da Volkswagen brasileira. Trata-se de um carro que carrega memória de uma década de transição tecnológica e de estilo conservador, associado a uma época em que o mercado nacional vivia mudanças estruturais. Para seguradoras, esse contexto implica considerar não apenas o valor de mercado atual, mas também o custo relativo de restauração, a disponibilidade de peças e a probabilidade de negócios de terceiros que possam atender a esse veículo. Por isso, quem dirige um Santana GLSi ou GLS 1.8/2.0 pode observar variações nos prêmios entre seguradoras, mesmo dentro de uma mesma faixa de idade do veículo, uma vez que cada companhia adota critérios específicos de avaliação de risco e de reposição de peças.
Ficha técnica resumida do VW Santana GLSi/GLS 1.8/2.0 (1995)
A seguir, uma visão sintética das principais características técnicas que definem esse modelo da Volkswagen naquela era — com foco nos itens que costumam influenciar o seguro, a confiabilidade e o desempenho de condução. Abaixo, quatro bullets apresentam os pilares da ficha técnica, mantendo o escopo técnico objetivo e fácil de comparar com outros veículos do mesmo período.
- Motorização e desempenho: opções de motor 1.8 (1798 cm³) com alimentação típica de carburador ou injeção eletrônica em versões específicas, e motor 2.0 (1984 cm³) com injeção eletrônica MPI; potências estimadas variando entre cerca de 90–95 cv no 1.8 e aproximadamente 110–112 cv no 2.0, com torque na faixa de 14–16 kgf·m conforme a versão e o estado de manutenção.
- Transmissão e tração: tração dianteira; câmbio manual de 5 marchas como configuração base; algumas unidades tiveram opção de câmbio automático de 4 velocidades em mercados específicos ou séries especiais; foco na robustez e na simplicidade mecânica característica dos sedãs médios da Volkswagen da época.
- Dimensões, peso e capacidade: comprimento em torno de 4,3 metros, entre-eixos próximo de 2,5 metros e largura na casa de 1,7 metro; peso em ordem de marcha que costuma ficar entre aproximadamente 1.100 e 1.250 kg; tanque de combustível com capacidade para cerca de 50 a 60 litros, dependendo do equipamento e da configuração de fábrica.
- Equipamentos de série e conforto: elementos como direção assistida, ar-condicionado (ou climatização, conforme o pacote), vidros elétricos dianteiros, travas elétricas e rádio com função básica de áudio compõem o conjunto de conforto típico; algumas versões mais completas acrescentaram itens adicionais de conveniência, sem exageros de tecnologia que marcaram as gerações posteriores.
Esses itens compõem a base da ficha técnica, que é consultada pela seguradora para calibrar o valor de referência na apólice. Observando as versões GLSi e GLS de 1995, é comum que quem investiu na versão com motor 2.0 tenha uma proposta de seguro com valor segurado levemente maior, refletindo a maior potência, o que pode impactar o custo de sinistros e o custo de reposição. Já o estado geral do veículo, se há sinais de ferrugem, desgaste mecânico ou histórico de colisões, pode alterar bastante o panorama de preço segurável, mesmo entre carros da mesma linha e ano.
A marca Volkswagen: legado e presença no Brasil nos anos 90
A Volkswagen é uma das marcas mais tradicionais da indústria automotiva brasileira. Em décadas anteriores, a empresa consolidou uma produção em território nacional que ajudou a moldar o mercado de sedãs médios, com uma rede de concessionárias ampla e uma base de clientes fiel. Durante os anos 90, a VW manteve o Santana como um pilar de competitividade no segmento, oferecendo um conjunto de versões que buscavam equilibrar desempenho, conforto e custo de manutenção. O Santana, lançado originalmente com linhas que trajam traços conservadores de design, se tornou conhecido pela robustez mecânica e pela facilidade de encontrar peças de reposição. Essa combinação ajudou a construir uma relação de confiança com proprietários que buscavam um veículo de uso cotidiano, com boa capacidade de espaço interno, projeção de durabilidade e desempenho estável ao longo dos anos.
No Brasil, a atuação da VW nesse período foi marcada pela integração entre processos de produção locais e a importação de componentes, o que permitiu manter uma linha de abastecimento relativamente estável para modelos como o Santana. A trajetória da marca no país também esteve associada a mudanças regulatórias, padrões de consumo e avanços tecnológicos que moldaram a forma como as pessoas compram, mantêm e asseguram seus automóveis. Entender esse histórico ajuda a compreender por que o Santana de 1995 ainda desperta interesse de colecionadores, entusiastas e, claro, seguradoras que avaliam a relevância de manter coberturas para modelos que representam uma época de transição entre o design clássico e as inovações que viriam a seguir.
Essa relação entre a marca, o modelo e o mercado de seguros é especialmente pertinente quando se analisa a Tabela FIPE e o que ela representa para quem deseja proteger um veículo com mais de duas décadas de uso. A solidez de uma marca como a VW, associada a uma versão que carrega consigo valores de espaço, conforto e confiabilidade, pode influenciar a percepção de risco por parte das seguradoras. Por outro lado, a disponibilidade de peças originais e a facilidade de manutenção para um carro com peças que hoje podem ser mais difíceis de encontrar também entram no cálculo. Por isso, quem convive com um Santana GLSi/GLS 1.8/2.0 de 1995 pode se beneficiar de considerar não apenas o
